«O show televisivo [entrevista a Sócrates] foi o palco do aviltamento de Joana Marques Vidal e do sistema judicial como um todo. Sócrates, cuja deriva histriónica é inegável, fez-nos regressar à democracia ateniense, quando não havia separação de poderes nem processos formais de investigação. Quando a condenação até do mais justo dos heróis da Antiguidade – o general Aristides (530-468 a.C.) – poderia ser induzida por um demagogo, incendiando uma multidão na ágora. Partindo bilhas, e usando os cacos como boletins de voto, no sinistro processo de ostracismo. Um péssimo serviço à democracia que nenhuma guerra de audiências pode justificar.»
Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias

O show televisivo era mais que esperado ou será que alguém pensava que isto se iria esfumar no além. O sistema judicial tem regras, bem claras e essas regras têm de ser cumpridas e aqui não foram. Não se prende ninguém, sem provas e aqui prenderam, foram buscá-lo ao aeroporto como se fosse um bandido que poderia pôr em risco a sociedade. Isto não foi sério e a justiça que até poderia fazer um bom trabalho fez tudo menos isso. Prenderam, soltaram e as provas onde estão? Voaram, fugiram, evaporaram-se? Agora, paga Zé povinho a ineficácia da nossa justiça.
É de ficar embasbacado. Como ele conhece tão bem a Grécia Antiga. Merecia realmente o destaque que aqui lhe é dado.
Como é possível dizer o que disse a milhões de portugueses na tv em direto e a cores acerca da Procuradora e nada lhe acontecer?!
Não posso acreditar!
Certamente algo terá de acontecer.
Espero.
“foi o palco do aviltamento de Joana Marques Vidal” O problema está em saber se esta o mereceu ou não. Essa é, para mim, a questão.
A sua resposta (e o pensamento aue lhe subjaz) traduz a impossibilidade de Portugal alguma vez ser um País decente: não tem gente suficientemente honesta para isso. Gente como Sócrates, e vc, deturparão sempre tudo o que for necessário para instalar a vossa miserável podridão ética e intelectual. Esta característica, por sinal, corresponde ao “benfiquismo”.
errata: obviamente não quis dizer “gente suficientemente honesta”, mas um “número suficiente de gente honesta”. Mil perdões.
Quem é que venceu a guerra de audiências ?
Foi o inginheiro ou o descalabro do Banif ?