O léxico dos candidatos (2)


Pedro Correia,

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ABORDAGEM

«Às forças políticas exige-se hoje uma nova abordagem da realidade nacional e internacional, mais inovadora e mais responsável.»

CAPAZ

«Não deixarei de lembrar a cada cidadão nacional, no País e no estrangeiro, que enquanto não fizer pelo seu país a parte que lhe cabe nunca saberemos do que Portugal é verdadeiramente capaz.»

CONFIANÇA

«Apesar da actual e difícil situação nacional e internacional, tenho confiança nos portugueses e nas qualidades históricas de que somos portadores.»

ENVOLVER

«É necessário envolver de forma mobilizadora os cidadãos e as instituições democráticas, o que é particularmente importante numa crise depressiva como a actual.»

ERROS

«A actual situação do País, uma das mais graves da sua história, deve-se a um conjunto de factores e dinâmicas internas e externas, mas em primeiro lugar aos erros duma má gestão política.»

EXEMPLO

«Para vencer a crise política e de valores que nos esmaga acredito na pedagogia do exemplo.»

INCIDÊNCIAS

«O País não pode continuar a girar à volta das incidências da política partidária ou das ambições particulares de algumas individualidades políticas.»

ILUSÃO

«Qualquer ideia de pequenos passos de mudança no funcionamento do nosso sistema político constitui uma ilusão que apenas serve para manter o essencial.»

LIMITE

«Se os portugueses me derem a sua confiança, utilizarei até ao limite os poderes constitucionais e promoverei as mudanças necessárias no funcionamento de uma democracia responsável e amplamente participada.»

MUDANÇA

«Com a legitimidade recebida dos portugueses pautarei a minha intervenção política por uma agenda de mudança, que apresentarei em pormenor ao longo da campanha, mas que os portugueses já conhecem das minhas intervenções públicas passadas.»

NENHUM

«Não serei parceiro nem oposição de nenhum governo.»

NOVA

«Aos cidadãos pede-se uma atitude mais exigente e não complacente relativamente ao jogo dos interesses ilegítimos, libertando a sociedade e a economia da promiscuidade entre a política e os negócios, através da transparência e do exercício dum escrutínio atento e activo. É neste quadro que falo de uma nova República.»

TRANSFORMAR

«Em dez anos é possível transformar profundamente Portugal num país de progresso, economicamente viável, orgulhoso do seu trajecto histórico e respeitado no plano internacional.»

UNIDADE

«É necessária a unidade na acção de todos os portugueses, o que não significa esquecer o passado recente e os seus responsáveis.»

 

Do manifesto A minha visão para Portugal, de Henrique Neto

4 comentários em “O léxico dos candidatos (2)”

  1. Este Homem apresenta-se muito mais sagaz que Sampaio da Nóvoa , sabe o que é trabalho e teve a capacidade de ao longo da sua vida saber por em prática a teoria que aprendeu.
    Escolhe bem as palavras mas não se fica por aí, sabe transformá-las em exemplos e reconhece que só uma politica de Bons Exemplos serve para mostrar o caminho a seguir.
    Reconhece as dificuldades mas não se inibe de apontar caminhos, por difíceis que sejam e de certeza não cederá a lobbys ou interesses obscuros.

  2. Este Homem é político, mas não é um político.
    Se algum dia o foi, redimiu-se.
    Mas continua a ser o que sempre foi e nunca deixou de ser: um trabalhador e um gestor honesto e inteligente.
    Não posso deixar de exprimir aquilo que este Homem me inspira – ele está para Portugal como o Papa Francisco está para o Vaticano.
    Até no estilo e na idade.
    Ele, sim, mudaria o que lhe fosse possível mudar.
    Nos antípodas de Marcelo.
    O drama é que, na hora de votar, Marcelo terá os votos de quem vê telenovelas e Neto terá os votos de quem vê o canal Q (por exemplo).
    É a vida!…

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