«Cavaco Silva não precisa de rendilhados filosóficos, algo que não costuma frequentar, para um dia destes indigitar Passos Coelho para dirigir o País. Consumado o facto, se verá então como se comporta António Costa que ameaçou com uma “maioria de esquerda” que se assemelha a um leite-creme sem consistência. Porque, para lá de uma identidade de interesses (afastar o PSD/CDS do poder), falta uma confiança total entre quem conspira e é inexistente a possibilidade de conciliação de conceitos tão diferentes sobre a Europa, a dívida e o défice. A partir de agora deixa de haver espaço para este jogo de paciências.»
Fernando Sobral, no Jornal de Negócios

Cavaco já pesou tudo bem pesado e evidentemente vai indigitar Passos Coelho e deixar nas mãos dos senhores deputados uma decisão consciente e responsável. Costa e companhia que assumam no local próprio as suas responsabilidades. De lamentar que até ao ultimo minuto muita comunicação social continue a alimentar uma telenovela induzindo a ideia de que o ainda líder do maior partido da oposição pode merecer um mínimo de credibilidade perante seja quem for que esteja de boa fé.
Realmente, falta a paciência.
Se ter a maioria relativa significa a vitória deem posse à coligação.
O governo cai a seguir e talvez percebam que uma maioria relativa só é uma vitória quando se sabe negociar, e eles não souberam.
O presidente dos consensos e da estabilidade dá posse a um governo que não fez consensos com ninguém e do qual já se sabe que vai ser chumbado. Um fim de mandato condigno com o resto.
Sem dúvida alguma que se comportará muito melhor que Passos Coelho que não soube nem saberá governar. Na política quando se quer, os conceitos aproximam-se desde que seja a bem dos cidadãos. As negociações são a arma da política e sem elas, a política é um faz de conta e isso, Passos Coelho já mostrou não saber fazer.