1. A Coligação perde votos e mandatos, mas obtém uma vitória impensável há alguns meses atrás. Depois de 4 anos de cortes drásticos e sacrifícios violentes, é pouco menos que um milagre eleitoral.
2. O PS tem uma derrota histórica. Não capitalizou o voto de protesto e perdeu nos grandes centros urbanos. Revelou uma estratégica errática (ora virava à Esquerda, ora apelava à “estabilidade”), fez uma campanha amadora, está tomado por um sector radical (que chegou ao poder através de um “golpe de Estado” interno) e tem como líder um nado-morto político.
3. O BE é um vencedor inequívoco. Beneficiou da renovação do partido, do fim da excêntrica “liderança bicéfala”, do bom trabalho parlamentar, do efeito Mortágua e dos disparates do PS.
4. Livre, Agir e PDR são coqueluches dos media mas não valem um chavo eleitoral. Ficaram atrás do PAN, que mostra como um movimento social, implantado no terreno e bem organizado (mesmo se ignorado pela comunicação social), pode conquistar efectivamente votos.
5. Embora em linha com a maioria das democracias ocidentais (não entremos em pânico), a abstenção é muito elevada. As pessoas parecem não perceber que a democracia não é um dado adquirido nem definitivo, mas uma frágil conquista que importa alimentar e preservar.

Meu caro, o único milagre destas eleições foi a migração dos votos da coligação para o BE.
António Costa aparece em campanha sozinho, sem ajudas e lutando contra Passos, Portas, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Venceu-os a todos em número de votos e de deputados ao nível individual.
Não obstante, a mentira vence mas não convence.
Vence uma coligação sem programa que nunca teve. Vence alguém que mente nos números e nas hilariantes projecções económicas e macroeconómicas que apregoa.
É vencido um país que deixa de acreditar que é possível renovar (refiro-me às abstenções que não são assim tão diferentes das últimas legislativas. As europeias mostraram uma taxa de abstenção de 66,16%).
Vence a dívida e o défice, a fome e o número de desempregados e de suicídios. E os funcionários públicos que tendo perdido recuperam porque a maioria parlamentar é feita de funcionários públicos, onde se incluem os privados que se transformam nisso para favorecer as empresas que para tal lhes pagam.
A democracia não vence nem perde, ela está perdida há muito. Era possível ser-se mais democrata com Salazar que com uma nomenclatura que tem mordomos nos diversos países.
Só é democrata quem luta pela liberdade e contra o opressor.
Finalmente, o cancro deste país sempre foi a dita classe média que julga ser o que nunca foi, isto é, elite. Elite de funcionários e seguidores a presumir ser ser “empresário”.
Vento reformule o seu texto e apague os dois primeiros paragrafos.
O resto está correctissimo.
Depois do falhanço grego, não seriam de certeza os Portugueses que iriam dar o exemplo embora o resultado lá e cá vá ser o mesmo independentemente do que muitos Paf pretendem crer, mas isso é outro problema.
Não reformulo não, meu caro William. Eu deixei aqui uma projecção em que dava uma vitória do PS num intervalo percentual entre os 9 e 15%. Se verificar eu acertei no cálculo aritmético, só não acertei no vector especulativo, o que diz respeito à questão sociopolítica. Já deixei aqui os cálculos e desafio qualquer um a vir questioná-los.
Existiu, sim, uma migração de votos da coligação para o BE, e isto foge a qualquer especulação em ciência social. Se reparou a variável abstenção não teve qualquer alteração significativa, varia pouco mais que 1,5%. O PCP elege mais um deputado.
E Costa bateu-se contra todos. A vitória esteve ao alcance, mas não se alcançam vitórias contra a vontade dos eleitores. A preferência foi por Catarina.
Gostaria que me demonstrassem como é possível que a derrota do PS tivesse como origem a tal viragem à esquerda. Foi o eleitorado que virou à esquerda.
O PS perdeu porque é um partido de direita ainda pior que a direita do PAF , as pessoas sabem isso e conhecem as tácticas oportunistas e a má governação de quem faz parte do PS como bem salienta a ISA dando um exemplo muito concreto.
Você subestima a abstenção, eu pelo contrário valorizo-a e percebo os dramas que ela encerra.
As manobras de Passos Coelho e Portas durante a campanha foram irrelevantes tendo em conta todos os esquemas que puseram em prática desde o ano passado e o PS sabendo disso, preferiu estar calado porque também tem o rabo preso com muitos “interesses”, aliás o PS se pudesse faria o mesmo ou pior como todos bem sabemos.
Após 4 anos e meio de desmandos, humilhações e mentiras o melhor resultado para os Portugueses é mesmo este, uma maioria simples e espero fortemente vigiada isto se o PS quiser continuar a existir e não se Pasokisar de vez o que até nem seria mau para os Portugueses pois ao menos separava-se o trigo do joio sendo que o trigo ou formava novo partido ou aderia ao BE.
P.S.- Para já há que sangrar bem o PS e depois chegará o tempo do PSD mas tinha de se começar por algum lado.
Meu caro William, regressemos a aspectos que parecem esquecidos.
Eu não subestimo a abstenção, inclui-a nos vencidos da política.
No entanto, meu caro, sob um ponto de vista pessoal – tendo em conta o passado – quando traço um perfil negativo de alguém ou de algo simplesmente o mando foder e nunca mais me preocupo com o assunto.
Eu também preferi Seguro, mas esta minha preferência não transformou Costa num demónio. A partir do momento em que monto no “cavalo” se ele coxear eu tenho de estar ao lado para o ajudar.
Quem estava a ser escrutinada era a coligação. O PS já levou as marretadas todas e também daqueles que necessitam dele como do pão para a boca para satisfazer alguns itens de seus programas. E houve uma má jogada quer de Jerónimo quer de Catarina. O PS perdeu e ganhou (eu gostaria que ele tivesse ganho por determinação nas urnas).
Perdeu, nas urnas; ganhou, no parlamento tornando os portugueses livres de um Presidente da República que arrumou os “netos” como bem queria.
Dou vivas à liberdade porque se libertou o país de um parlamento/governo de miúdos mimados que abusaram e desrespeitaram da autoridade que não possuem, a que lhes tinha sido emprestada, mas também de um PR que esquece que a República está para além dos limites partidários.
E isto só foi possível com um homem só combatendo contra 5 (Passos, Portas, Jerónimo, Catarina e Presidente da República). Todos estes, por sua própria inaptidão na compreensão do tempo, acabaram nas mãos de quem tentavam destruir.
Eu recuso-me a despejar a água do banho com a criança dentro. Da mesma forma que recuso-me destruir o joio e o trigo em simultâneo, porque ao destruir o joio também se destrói o comestível.
Mas eu compreendo que uma árvore a cair faz mais ruído que uma floresta em crescimento. E é a queda que se gosta observar e que vai bem espelhada nos circos ditos da justiça e da política.
Por último, a questão do rigor orçamental só está em cima da mesa porque paga ordenados públicos, reformas, alimenta bois e empresas que vivem destas mesmas subvenções; e não porque estes que lá estavam se preocupassem com a fome, com desemprego e com quem não tem rendimentos e rendimentos suficientes para viver. E quando olharam para esta miséria nunca foi para retirar as pessoas destas condições mas para criar condições a uma treta que leva por nome economia social que vive e emprega à conta da miséria e dos miseráveis que convém se mantenham na mesma posição. Não se percam os subsídios per capita que para estes últimos devia ser integralmente canalizados.
Uma coisa é alguém que por condições várias de saúde, quer seja física quer seja mental, necessite estar dependente, outra coisa é forçar outros a essa mesma dependência e em muitos casos usar a necessidade para ajeitar “empregadores”.
William, terei muito gosto em ler a resposta que entender dar. Mas eu concluo este tema e não voltarei a ele.
Os factos falam por si, este PS não é socialista, este PS é uma banda de amigos que anseia pelo pote. As pessoas que o compõem têm as mesma motivações que PSD e CDS e nenhuma delas passa pelo interesse Nacional e dos cidadãos, é a busca do poder pelo poder.
Diz que Costa lutou sozinho, eu digo o mesmo de cada um dos outros, cada um lutou por si e pelos interesses a que presta vassalagem. O que eu odeio no PS é a sua indefinição, a sua pose de camaleão.
O PS queria desbaratar 10% do fundo de pensões em inutilidades, queria tornar os pobres ainda mais pobres e dependentes, queria transformar o assistencialismo em ferramenta do Estado por acção directa (a coligação está a fazê-lo indirectamente), lançar mais impostos e taxinhas para manter entourages, meter ainda mais o Estado onde ele nunca deveria ter entrado.
O PS deveria ter identificado claramente que áreas iriam sofrer cortes, quais os lobbies que iria atacar mas não o fez (nem fará) porque está metido na cama com eles e por isso não constituiu alternativa credível, para continuar como está, ao menos que continue quem lá está que será mais fácil de regenerar caso seja necessário pois existem pessoas válidas lá que não alinham pelo que lá se faz.
O PS se quiser sobreviver terá de fazer o caminho das pedras, limpar todo o esterco que gravita no seu interior ou então esvaziar-se-á pois os justos tomarão consciência que estão a ser usados e sairão sem alarde algum, simplesmente sairão.
Quanto a Seguro, foi o idiota útil da situação, ninguém na altura queria assumir aquilo que os move e muitos viram no lírico Seguro o seu seguro para a sobrevivência interna e externa. O problema de Seguro foi que nunca quis sangrar o PS e por isso era atacado por todos os lados no campo externo mas foi o campo interno que ele não quis sangrar que o deitou abaixo, perto do fim falou dos interesses instalados mas já não ia a tempo, nada tinha feito antes contra esses interesses que também o apoiaram por conveniência mas nunca puseram o partido á sua disposição, aliás quase ninguém dava a cara por ele isto já para não falar da incompetência de algumas proposta que apresentava, no fundo era mais um jota simpático mas que nunca fez nada na vida nem tinha ideias simples e concretas sobre o que pretendia para Portugal, pôs a cabeça no cepo e perdeu, quis dar um passo maior que a perna e tropeçou.
Vento considero-o uma pessoa responsável mas não lhe conseguiria transmitir tudo o que vejo nas entrelinhas em todo o lado, se o pudesse fazer provavelmente você veria na alhada em que estamos (todos nós) metidos e não ser que sejamos igualmente pragmáticos e cruéis nunca poderemos vencer.
Li sua resposta, William.
E só acrescento uma frase de Lessing:
“A busca pela verdade é mais valiosa que a sua posse garantida”.
Mas há uma verdade a reter:
“Não são livres todos aqueles que fogem de suas cadeias”.
Estas últimas têm um significado no cristianismo: “pega tua cruz e segue-me”.
Abraço, William. Aqui estamos para nos transformarmos.
” Cada vez será menor a «elite» que os possui [valores], perante o desvairo do nosso tempo em que a sede dos prazeres materiais e a dissolução dos costumes, apoiadas por uma organização industrial ad hoc, corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social. Há no Mundo uma grande crise do idealismo, do espiritualismo de virtudes cívicas e morais, e não parece que sem eles possamos vencer as dificuldades do nosso tempo. Sem rectificarmos a série de valores com que lidamos – valores económicos e morais – , sem outro conceito diverso da civilização e do progresso humano, sem ao espírito ser dada primazia sobre a matéria e à moral sobre os instintos, a humanidade não curará os seus males e nem sequer tirará lucro do seu sofrimento. “
O que escreve está na doutrina social da Igreja. Esta Igreja que sempre se renova e que tem no século XXI a expressão máxima de renovação no Papa Francisco.
Este mesmo Papa que quando foi eleito me permitiu profetizar que ele levaria a teologia da libertação a esta Europa de doutores ignorantes a um nível completamente diferente, melhorando-a e fazendo evoluir, da que foi a teologia da libertação que teve como ponto máximo de referência o arcebispo Romero e o bispo Paulista Hélder Câmara (entre outros).
Vento não fui eu que escrevi, é uma citação por isso coloquei as aspas embora possa ter passado despercebido.
Infelizmente ninguém está disposto a ceder um pouco do que seja seu, os exemplos que vêem de cima são muito maus.
As pessoas vivem cada vez mais fechadas sobre si mesmas (apesar da palhaçada das redes sociais) tentam sobreviver a cada dia, pois não existe constância em nada, veja lá que até os alemães já aprenderam a vigarizar o próximo tal como a generalidade dos latinos (entenda cultura latina).
Cada dia que passa é sempre a descer na escala de Valores Morais e Sociais, tudo serve para esta Nova Ordem implementar os seus objectivos.
Enquanto os homens bons ficarem quietos vai ser sempre a descer.
Deixo-lhe outra citação:
“As grandes potências ocidentais esqueceram-se de uma regra de prudência governativa: de entre dois males, deve escolher-se o mal menor”, frisou, dando como exemplo a atual situação do Iraque, “que vai de mal a pior e talvez estivesse melhor sob o governo de um ditador que foi enforcado”, Saddam Hussein .
Eu percebi as aspas. Pretendi realçar o princípio consignado na doutrina e que também teve um remate providencial na encíclica Rerum Novarum (Das coisas Novas) de Leão XIII em Maio de 1891 (certamente que existem aspectos ultrapassados e que foram posteriormente revistos): ncyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051 891_rerum-novarum.html
http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/e
Sobre a doutrina social:
http://www.portal.ecclesia.pt/cdsi/
https://www.youtube.com/watch?v=ZZICSIFq Lxc
http://kolping.org.br/site/Formacao/comp ndio-da-doutrina-social-da-igreja.pdf
Meu caro, o Homem não é Deus. Mas à Sua semelhança (eu disse semelhança e não igualdade), em Jesus, possui a capacidade criadora e recriadora. Deus não é perdão, é Amor. Pretendo dizer que o perdão de Deus é a graça do arrependimento, isto é, do conhecimento do erro, e enquanto Amor é ajuda. Só o amor cria e recria. Logo, só Deus é Bom. “Porque me chamas bom, só Deus é Bom”: citação de uma resposta de Jesus ao seu interlocutor.
Não se preocupe, o Homem está no limiar do Espírito. às vezes necessitamos descer ao abismo para podermos subir. Quando batermos no fundo aí estará a mola que nos impulsionará.
Quanto ao médio-oriente. Disse-lhe que a Rússia, por causa da Síria, não deixaria os créditos em mãos alheias. Aguardemos porque tudo se resolverá. O mundo ocidental já compreendeu o que também lhe referi: com uma Rússia encostada à parede eles escolheriam a espada. É o que estão a fazer, e só o ocidente pode e deve recuar, sempre negociando. Acabou-se o regabofe.
Vento receio que não exista mola nenhuma no fundo do buraco no qual estamos, já batemos no fundo há muito, não só em Portugal como no resto do Mundo.
Não creio em atitudes de dar a outra face quando as mesma não produzem efeito algum, além de que estamos fartos de dar a outra face.
É urgente uma LIMPEZA GERAL, só assim é que eles se borram como se viu em França na segunda-feira.
William, a mola está em cada um de nós. E amar não é dar a outra face. E o Amor não é só sentir, mas também, e não menos importante, consentir. Consentir na diferença e compreende-la; consentir concedendo espaço na abertura ao que é diferente e ao porquê de ser diferente; consentir que a diferença torna-nos mais iguais…
E por último o Amor é também não consentir no que destrói. Posto isto, a primeira reforma a fazer será reformarmo-nos a nós mesmos. Se possível.
A negação do “eu” não é a supressão deste “eu”, é antes abrir em nós o espaço necessário para acolher e compreender o Outro.
Amigalhaço, vamos agora dar uma folgazita ao nosso acolhedor José Gomes André. A ele o obrigado por este acolhimento.
Vamo-nos vendo por aqui.
Não entendo como se pode ter assim tantas certezas, eu, que nessa sua tese, nem sequer me encaixo nessa ideia antiga de classes altas ou baixas, tento apenas sobreviver num Mundo que parece, cada vez mais, um asilo de loucos e que até tinha votado António Costa para a Câmara de Lisboa vou explicar-lhe porque, nunca mais, votarei nesse senhor. ostos-escondidos-de-antonio-costa-em-lis boa_229750.html
Ainda agora li no Diário Económico:
Câmara de Sines reduz IMI a pagar por famílias com filhos em 2016.
A Câmara de Sines, no litoral alentejano, anunciou hoje que vai reduzir as taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar em 2016 por famílias com filhos do concelho.
1º- isto de ser eleito e virar as costas ao mandato e deixar por lá, alguém em quem eu nunca votaria, foi o começo, especialmente, quando a desculpa para ir “chutar” um colega de Partido, foi uma triste novela, cuja desculpa, afinal, só serve para os outros e não para ele.
Mas voltando ao que li no Diário Económico, a Câmara de Lisboa, (tão socialista) rejeitou a possibilidade da mesma redução do IMI para famílias com filhos, no entanto, já tem um fundo de 2 milhões para alugar casas no mercado livre para os refugiados e, aqui, pergunto-me, quem serão esses senhorios afortunados que vão receber rendas pagas com o nosso dinheiro? Diria que no meu caso, acende muitos alarmes de aviso, negociatas partidárias não serão assim tão grande disparate.
Mas há pior, além das taxas normais, mais umas novas foram acrescidas na conta da água e, à primeira impressão quando juntou a taxa que era paga anualmente, a Taxa de Esgotos, parecia que nos ia simplificar a vida porque seria paga em 12 prestações. Agora em Setembro ela não apareceu e, naturalmente, muitos pensam que, não irá aparecer, por já estar a ser paga. Pois o atraso foi só por causa das eleições, estou à espera que chegue o mesmo montante mas, Com Outro Nome: Taxa de Proteção Civil, isto chama-se como dobrar um imposto, a quem pensarão… ser uma cambada de tontos e parolos. Francamente, nunca posso tirar férias e o meu garoto de 14 anos, nem sabe o que isso é mas, lhe garanto que nem um dia me atrasei no pagamento de impostos ou de outras obrigações e, só há uma coisa que me irrita solenemente, podem exigir-me muita coisa mas, nunca admitirei ser tomada por parva e, estes joguinhos que cheiram a esturro e a pura sacanice, não esquecerei nunca e, o grande defeito, de muitos, é terem memória curta. Se tiver alguma dúvida, todos os factos saíram no jornal, claro que não são notícias de destaque mas quem os sente… não esquece, especialmente, quando se faz grandes sacrifícios para os pagar.
Por acaso, isso dos impostos escondidos em Lisboa, são mesmo imorais e tenho a certeza que muitos que, moram em Lisboa e, ainda votaram PS têm mais uma surpresa à sua espera… talvez, nas próximas eleições se recordem e, se ele tivesse tido a maioria, se calhar, muitos mais, iriam aprender que é melhor saber ao que vêm os Partidos, do que esta mentalidade de tentar “matar pulgas de muitas maneiras” e ir enfiando a mão no bolso, sorrateiramente, e disto, não gosto mesmo nada, nem vou aceitar nunca. Cometi o erro de votar nele mas, duas vezes o mesmo erro, só se fosse, mesmo, uma perfeita idiota.
http://economico.sapo.pt/noticias/os-imp
E, ainda poderia acrescentar mais umas pequenas “maravilhas” mas, só espero que, mais alguns, vão abrindo os olhos e, em próximas eleições, não tenham falhas de memória e vejam bem, quem lhes mete a mão no bolso, à grande e à francesa.
Minha cara, eu não falei em classes altas e baixas. É o seu preconceito que leva a ler o que não está lá.
Eu tampouco fiz uma abordagem sobre o percurso de Costa. Eu sintetizei meu comentário restringindo-o à campanha eleitoral e à proposta do PS.
Não fique incomodada. Mas a classe média em Portugal não tem o normal perfil de uma classe média.
Para que me entenda, uma classe média deve equiparar-se à classe dos sargentos na área militar. São a verdadeira coluna dorsal em matéria estrutural e operacional desta organização. O que em nada se compara com a classe média portuguesa que não passa de uma classe servil, oportunista e subserviente, com semelhança aos servos típicos do feudalismo. O pensar ser elite não passa de reminiscências traumáticas herdadas e uma forma de as exorcizar.
E as raríssimas excepções só confirmam a regra.
Atualmente, quando as ordens vêm de fora, até prefiro coligações porque no fundo, a natureza humana tem certas “particularidades” e, nada melhor, do que… se controlarem uns aos outros porque, um sozinho… fica demasiado “à vontade”.
Na minha perspetiva do Mundo, nem sequer perco tempo a olhar para a “nossa quintarola”, o problema é bem maior e, não deve tardar que nova bolha económica possa vir a rebentar e, muita coisa vai mudar mas, infelizmente, não espero nada para melhor.
No entanto, sei bem que, a realidade e a percepção da realidade, são coisas muito diferentes e, eu, nem conseguiria explicar melhor que este vídeo do YouTube:
The Story of Your Enslavement
https://www.youtube.com/watch?v=Xbp6umQT 58A
isa, não vai aparecer uma nova bolha. Ela está aí. O problema é que se distorce a realidade com nuances desleais.
Por exemplo: o discurso de Passos, Portas e alguns afins simpatizantes resumem a confrontação entre direita esquerda e/ou conservadores e esquerdistas a uma questão da globalização da economia. Mas o problema é outro.
Este problema reside no facto de se subordinar o crescimento económico e o bem-estar das populações a uma promíscua política de resgates e subvenções a um sector financeiro que perspectiva um processo de pobreza global para sua própria sobrevivência.
Aqui chegados não falamos ou escrevemos sobre economia. Mas sim sobre especulação e também desarticulação das estruturas dos estados que se submetem a essas mesmas decisões.
Para tal criou-se uma subliminar mensagem que move com as crenças das populações para melhor as submeter.
Esta subliminar mensagem esteve também presente na coligação durante o acto eleitoral. Viu-se neles uma conversão ao calvinismo com sua aura de predestinação mas também onde o crime, castigo e recompensa fazia despertar esse sentido de submissão de muitos a uma vontade superior (neste caso não de um Deus mas dos deuses a quem oferecem os bodes expiatórios).
Para tal, Passos Coelho não se inibiu de mostrar um crucifixo. Sim, sem dúvida que o mostrou. Simplesmente esqueceu que o valor da Cruz está não naquele que a exibe mas n´O que a carregou. Mas mais importante, não compreende que o peso que dobrou Aquele que a carregou e que O atirou por terra três vezes não foi o peso do madeiro, mas o peso do pecado (que significa errar o alvo) de quem hoje exibe a Cruz e simplesmente a carrega no bolso.
E ainda mais, não compreende que esse peso não tinha e não tem preço e nem se lhe podem adicionar custos; carrega-se custe o que custar para alcançar um Fim. Fim salvífico que significa entrega para o RESGATE de todos e não resgatar uns quantos.
Aquilo que estes fazem, exibindo hipocritamente tais Sinais, é usar o Poder do signo para satisfazer o resgate de uma clientela. E isto é corrupção.
Corromper é precisamente tirar o Sal que conserva as estruturas morais, éticas, religiosas e socias e depositá-lo onde nada conserva.
E este Sal não é só Salário, é também retirar todo o Sabor a muitos para prover somente uns quantos.
Estava eu, a escrever um comentário… que não estava concluído e não sei se entrou ou não, mesmo incompleto… coisas estranhas da tecnologia… se entrou… completo depois, se não entrou… talvez o repita mais tarde 😉
O n.º de votantes inscritos nos cadernos eleitorais é de 9.6 milhões (2011).
Mas a população com mais de 18 anos é de 8.6 milhões.
57% dos 9.6 milhões de inscritos (abstenção 43%) representam 64% dos eleitores efectivamente existentes.
Isto são dois terços dos portugueses a votar em tempo de paz e acalmia.
Não vejo qualquer drama. Antes pelo contrário.
O Bloco perdeu. Concorreu para ganhar e ficou em 3º com 10% dos votos.