… decorria o vigésimo nono dia do ano da graça do Senhor de mil novecentos e cinquenta e sete, quando foi criada a Agência Internacional da Energia Atómica.
A Agência Internacional de Energia Atómica foi fruto de um discurso visionário de Dwight Eisenhower numa Assembleia Geral das Nações Unidas em 1953. Constituiu um fórum intergovernamental para cooperação científica e uso pacífico da tecnologia nuclear. Com a proliferação de armas nucleares, entre as atribuições da Agência Internacional da Energia Atómica passou a constar as recentemente famosas inspecções e investigações sobre suspeitas à violação do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Esta atribuição é meramente de detecção uma vez que as acções e reacções serão sempre responsabilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o seu órgão político.
O seu Director Geral mais conhecido foi Hans Blix, historicamente famoso por sempre negar que o Iraque possuísse armas nucleares. Actualmente lidera a Agência o egípcio Mohamed ElBaradei que será substituído em Dezembro próximo por Yukiya Amano de nacionalidade japonesa.
As boas acções e importante papel da Agência Internacional da Energia Atómica foram reconhecidos em 2005 com a atribuição do Prémio Nobel da Paz tanto à Agencia como ao seu Director Geral Mohamed ElBaradei.
Destaco hoje este facto na medida em que é crescente a importância desta Instituição para a coexistência pacífica e paz entre os povos. Cito o actual Director Geral no discurso após receber o Prémio Nobel da Paz: "only 1% of the money spent on developing new weapons would be enough to feed the entire world and that, if we hope to escape self-destruction, then nuclear weapons should have no place in our collective conscience, and no role in our security.".

Gosto muito desta série, André.
Muito obrigado, Ana!
Não é muito dada a comentários mas não desisto dela porque me parece gira e contribui simultaneamente para a cultura geral de quem lê e de quem escreve. 🙂
Se tiveres alguma crítica a fazer, força!
Isso mesmo, André: não é espantoso que não seja muito dada a comentários, mas é uma série interessante quanto baste. Não desistas e dou-te os parabéns.
Só não gostei de um detalhe neste ‘post’: 1957 foi há muito, muito tempo? Estou feito…