Schengen entra em colapso devido à pressão sobre as suas fronteiras externas. Depois da Hungria, da Alemanha e da Áustria, também a Eslovénia e a Croácia suspenderam as regras sobre livre circulação, reforçando o controlo policial das fronteiras.
“A Eslovénia tem a obrigação de proteger a fronteira externa de Schengen”, sublinhou o primeiro-ministro esloveno, Miro Cerar, anunciando drásticas restrições à entrada de pessoas oriundas de países não pertencentes à UE.
A Croácia, por sua vez, encerrou ontem sete dos oito postos fronteiriços com a Sérvia após a entrada em território croata de mais de 13 mil cidadãos extra-comunitários em apenas 48 horas. “Não temos condições para receber mais ninguém”, advertiu o ministro do Interior, Ranko Ostojic. O chefe do Governo croata, Zoran Milanovic, fala mesmo em “despachá-los“.
Eslovenos e croatas – que já suspenderam as ligações ferroviárias – mantêm as forças militares e policiais em estado de alerta. Enquanto dirigentes europeus trocam acusações, nenhuma solução se divisa no horizonte.
A larga maioria dos cidadãos deslocados – muitos dos quais são sírios que já estiveram internados em campos de refugiados na Turquia, no Líbano ou na Jordânia – caminha numa direcção precisa: de leste para oeste, de sul para norte. Interrogados pelos jornalistas acerca do destino que têm em vista, todos dizem uma só palavra: “Alemanha”.
Ironias da História: há 80 anos, milhões tentavam fugir da Alemanha. Agora outros tantos sonham chegar lá.

![migrants-864x400_c[1].jpg migrants-864x400_c[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/B7c098183/18832425_0Ldpc.jpeg)
das regiões do antigo império austro-húngaro ninguém fugiu para a Síria durante 2 guerra mundiais
onde estão os paises muçulmanos ricos ?
onde estão os paises muçulmanos ricos ?
As “pessoas deslocadas”, como lhes chama o Pedro, não querem ir para lá, tal como aliás não querem ir para a maior parte dos países europeus; elas querem ir para a Alemanha. Fale-lhes em irem para o Qatar ou para Portugal e elas rejeitarão isso.
De resto, os “países muçulmanos ricos” também recebem bué de “pessoas deslocadas” – grande parte das suas populações é formada por indianos, paquistaneses, filipinos e tutti quanti.
A ironia ainda é maior. Em 1945, há precisamente 70 anos, milhões fugiram não “da Alemanha”, mas para a Alemanha: os 12 a 14 milhões de “Vertriebene”, refugiados alemães expulsos das províncias da Alemanha anexadas pela Polónia e pela URSS, de Danzig, da Checoslováquia (mais de 3 milhões), e de comunidades dispersas por toda a Europa Central (Roménia, Jugoslávia, Húngria) e Báltico.
Bem, por exquanto Schengen não está propriamente em colapso: apenas algumas fronteiras entre alguns países são vigiadas. A grande maioria das fronteiras entre a grande maioria dos países continua livre.
Achei muito elegante a expressão “cidadãos deslocados”. De facto é isso que são – não são propriamente refugiados, como quando estavam nos campos na Turquia ou no Irão, nem são propriamente imigrantes.
…então a louca da Merkel já mudou de opinião*…pois só uma louca aplaude a chegada de milhares não percebendo, nas circunstâncias, que vêm milhões atrás…
*Como eu disse que iria acontecer.
“Cidadãos deslocados”… Politicamente Correcto para mascarar o que é na sua dimensão: Uma Invasão.
É como a expressão “retornados” em vez de “refugiados”, propaganda marxista aliada ao racismo para deslegitimar os 500 anos de portugueses em África.
A Alemanha de hoje não é a de há 80 anos logo não existe ironia.
Propaganda marxista aliada ao racismo para deslegitimar os 500 anos de portugueses em África? Está visto, este Lucklucky afinal é o Rataplan
Há quem não queira perceber porque é que são empregues certos nomes em vez dos habituais. O nome habitual nesta situação é refugiado. Mas por uma razão passaram a ser retornados.
Um refugiado pertence a sítio de onde veio. De onde fugiu.
Um retornado perdeu toda a legitimidade. Nunca lá pertenceu. Retornou. Como se lá só estivesse temporariamente. Não 500 anos.
Há tribos africanas que chegaram ao território de Angola/Moçambique muito depois dos portugueses.
Quanto ao racismo é óbvio que os movimentos anti colonialistas tinham uma base racista, mesmo que existissem variadas queixas legítimas dos pretos em relação à Ditadura e aos brancos. O racismo foi essencial aos partidos marxistas africanos para unir a população preta.
Virtudes da escola pública: saem formatadinhos no politicamente correcto e não conseguem manejar conceitos e ideias abstractas — e estabelecer um discurso honesto. Há sempre uma tendência interpretativa, correctiva que impede que estas cabecinhas relacionem as coisas e construam opiniões livres ou neutras. É por isso que se repetem — e que repetem a ideia de “culpa”.
Flashmob. Mas quando é no TGV é ilegal porque são menos.
Compreenderá agora, meu caro Pedro, o que lhe referi sobre a necessidade de um acordo com a Rússia e China na solução deste problema, NA ORIGEM.
E compreenderá também agora sobre as minhas afirmações a respeito da oferta alemã.
Mas desenvolvamos melhor esta questão. Ser humano também obriga a ver as coisas com racionalidade. E pode ajudar-se os refugiados sem ter de nos obrigar a uma impossibilidade total de o fazer na escala que se avizinhava.
Fazer um acordo com a Rússia e China passa simplesmente por reconhecer que é necessário apoiar a Síria, combatendo o EI em seu território, contar com a intervenção concertada com o Iraque de tropas no terreno e serviços de inteligência iranianos, fazer com que a Arábia Saudita e Israel invertam suas políticas e, com as possibilidades de cada um, Israel em serviços e operações de inteligência e Arábia com intervenção directa, evitar tocar em qualquer ponto sensível de interesse para a Rússia e China na região.
Mais importante ainda, fazer a Turquia parar com ataques ao PKK e deixar estes actuar contra o EI.
Depois disto, saber admitir que Israel terá de mudar suas políticas relativamente aos territórios ocupados.
Até que isto esteja resolvido trate-se dos refugiados criando campos de acolhimento ainda que fora das fronteiras e proporcionem-lhes em permanência alimento, roupas e cuidados médicos. Depois ajudem ao repatriamento e crie-se um novo modelo de ajuda a esses países do oriente e médio-oriente, fazendo com que as receitas do petróleo e ajuda tecnológica de todos contribua para a estabilidade de TODA a região.
Nesta equação teremos de esperar pela decisão do próximo presidente americano e da pressão que a Europa souber colocar sobre os americanos. Até lá é deixar a Austrália, Inglaterra e França fazerem o que puderem através de meios aéreos. Mas só isto não originará qualquer eficácia.
Creio que talvez seja interessante trazer a este blog algumas dúvidas e perspectivas sobre a situação naquela região e em torno da Síria. Para o efeito anexo alguns textos (sempre que possível dou primazia a reflexões e notícias feitas por portugueses, apesar de saber da escassa informação para além das lengalengas habituais) que no mínimo poderão impulsionar alguns leitores a procurar mais informação sobre o tema:
OPERAMUNDI – PEQUENA INTRODUÇÃO iniao/20477/qual+o+interesse+em+fazer+da+s iria+a+nova+bosnia.shtml
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/op
PEQUENA DÚVIDA 9/11/dossie-siria-toda-verdade-e-os-inte resses-americanos/
https://pequenaduvida.wordpress.com/2013/0
HIPOTÉTICOS INTERESSES AMERICANOS NA SÍRIA tent_id=3407383&dossier=Conflito%20na%20S%EDria
http://www.jn.pt/Dossies/dossie.aspx?con
O INTERESSE DOS EUA NA SÍRIA spx?content_id=3405861&seccao=Maria%20Jo%E3o%20Tom%E1s
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.a
Bem, vamos agora a uma das mais recentes e mais importantes notícias para determinar o interesse geopolítico de Israel e EUA: ast-crisis-global-issues/israel-signs-de al-with-noble-energy-delek-to-develop-le viathan-gas-field/
http://ftmdaily.com/global-issues/middle-e
Mais ainda, s-shocks-of-the-future-are-here-today-in-i srael/
http://ftmdaily.com/energy-crisis/the-ga
Por último e com toda a certeza afirmo: ENTRÁMOS NA GUERRA DO GÁS E DOS GASODUTOS. É esta guerra que origina o número de refugiados que a Europa tem a braços.
Pois.
Aqui temos mais um aditamento às anteriores notícias:
http://www.theguardian.com/commentisfree/2 015/sep/19/us-weapons-to-syria-repeats-h istorical-mistake
E os americanos já dão um ar de boas-vindas à Rússia: ep/19/russia-involvement-syria-complicat es-uk-role-philip-hammond
http://www.theguardian.com/politics/2015/s
E por aqui continua-se a debater o sexo dos anjos com os melodramáticos textos à moda lusa.
São sírios? A maioria não é. O que há são muitos passaportes falsos. Como um jornalista inglês investigou. Conseguiu um com o nome de uma pessoa síria morta.
A Hungria está a ser maltratada, eu acho que está a fazer muito bem. E mais países deviam seguir o exemplo.
Mal chegaram e já se acham intitulados ao que querem.
Há pontos de entrada oficiais, mas como não querem mostrar documentos nem tirar as impressões digitais furam onde acham que podem.
Estão a salvo na Europa, não têm que ir para onde mais lhes convém.
“intitulados”? E qual é o título que querem?
Espero que fale tão bem a minha língua como eu falo a sua.
Em Calais também são sírios de carapinha, como se pode ver e recordar, quando ainda há 2 meses lhes chamavam imigrantes ilegais
http://observador.pt/2015/09/18/imigrant e-morre-eletrocutado-no-tunel-da-mancha/
comparar:
http://www.gettyimages.de/detail/nachric htenfoto/migrants-are-pictured-on-the-eu rotunnel-site-near-the-nachrichtenfoto/4 82324158
Nota: fui censurada 2 vezes no Observador, apenas por fazer esta observação.
É certo que os nossos comentários são coma espuma dos dias; no entanto muito troll vai ter que se penitenciar por dizer tanta alarvidade sobre assuntos que conhece mal!! lembram-s do que se disse sobre o ditador da Hungria? ficava mal aos tudologos de pacotilha reverem o que publicaram ?
Ironias cruéis duma Europa que não evolui e continua igual a si mesma. Não se admite que em pleno século XXI, estejamos a apontar o dedo, aos refugiados acusando-os de terroristas e por isso, são tratados abaixo de cão. São seres humanos em desespero, com fome, frio, exaustos da caminhada, doentes que fogem da guerra alimentada pela mesma Europa que os empurra e os deixa ao abandono. Fogem para a Alemanha porque sabem que a Alemanha lhes pode oferecer trabalho e não buscam Portugal porque todos sabem que aqui o trabalho não existe.
Então a Alemanha da tenebrosa “senhora Merkel” agora já é recomendável?
Irónico é as pessoas que mais apoiaram as acções que desencadearam este êxodo serem agora as primeiras a estarem contra a recepção de refugiados ou migrantes económicos que sai-em das suas Nações porque as mesmas estão destruídas e não permitem subsistência.
O problema é muito sério, trata-se de centenas de milhares de pessoas a quem de um momento para o outro foram conferidos meios (não se sabe como) para encetarem uma viagem perigosa em busca (?) de um local onde possam estabelecer-se e fazer a sua vida segundo os seus costumes.
Pior que um cego é aquele que não quer ver e tende a fazer comparações com outras vagas de refugiados na Europa durante os últimos 80 anos esquecendo que a CULTURA em causa não se INTEGRA e procura mesmo a supremacia, incluindo o desrespeito por leis internas da Nação onde se estabelecem.
Eu sou frontalmente contra que Portugal acolha refugiados (acho que eles também não querem vir para cá) temos demasiados problemas no nosso país para dispensar-mos meios e recursos na resolução de um problema que não causamos, antes pelo contrário, sempre fomos uma Nação que não cometeu as barbaridades que outros cometeram em busca de vantagens económicas.
As potências (EUA, UK , França, Alemanha e Arábia Saudita) que instigaram as guerras que deram origem á destruição do Iraque, Líbia e Síria que resolvam o problema e ponham mãos á obra, que empenhem os seus recursos na resolução deste problema.
Como é possível que os únicos combatentes ( Curdos ) que estavam a dar luta a sério ao ISIS (1515) que supostamente até realizou um ataque bombista na Turquia sejam agora novamente abandonados e pior que isso atacados pela própria Turquia !
Qual o problema que estas pessoas que vêem, têm com o ser registadas ?
Porque não trazem documentos ?
Porque é que em cada 100, mais de 80 são homens em idade de combater e com óptima saúde ?
Qual o problema de estarem em campos de acolhimento onde tudo lhes é dado para sua subsistência ?
Porque é que as pessoas anónimas como eu (e são milhares) reconhecendo o problema, as suas causas e sendo CONTRA a vinda destas pessoas são SILENCIADAS nos órgãos de informação ou apelidados de racistas e xenófobos ?
Foi a Extrema Esquerda, isto falando no Ocidente mais criou o desastre que acontece hoje. O Marxismo-Socialismo é a exportação mais mortal do Ocidente.
Foram os regimes apoiados pelas Extrema Esquerdas: Assad(armado por Moscovo), Kahdafi(armado por Moscovo), Saddam Hussein(armado por Moscovo) que criaram a lógica que hoje vemos.
Aliás é boa demonstração da censura e limitação cultural dos jornalistas hoje ninguém falar do desastre da Esquerda no mundo Árabe.
As esperanças do Pan Arabismo, Socialismo Árabe como todos os movimentos apoiados pela Extrema Esquerda deixaram um rastro de destruição, violência, morte. O correspondente falhanço cultural, social, da Esquerda no mundo Árabe deu espaço ao nascer movimentos neo-medievais como a Irmandade Muçulmana, Whabbistas – AlQaeda que 30 anos depois temos como corolário Estado Islâmico.
Mas como sabemos que ser de Esquerda é nunca ter de pedir desculpa nunca será nada escrito sobre o falhanço total da Esquerda no mundo Árabe.
Olha aqui, apenas um exemplo entre centenas e centenas deles, do que se passa com a vigarice do estatuto de refugiado.
Até a máfia dos juízes da Matrix (coisa que nasceu da maçonaria) os defende e um deles até foi o mesmo defensor do Vale e Azevedo. Esse foi outro que sacou o estatuto de refugiado e vivia lá nas 7 quintas.
http://www.matrixlaw.co.uk/Information/A reas%20of%20Practice/Immigration%20Asylu m%20and%20Free%20Movement.aspx
Asil Nadir stole £29 million from his Polly Peck empire and travelled to court from his Mayfair home in a chauffeur-driven Jaguar.
http://www.standard.co.uk/news/crime/spe cial-investigation-scandal-of-superrich-c riminals-given-legal-aid-to-fight-fraud-t rial-8352182.html
A maioria dos cidadãos deslocados (já li a absurda expressão ‘transumância’, proferida por gente ignorante, como se aludisse a gado) vem da Síria. Procurar negar isso é combater uma evidência. Quase todas as famílias sírias já envergaram luto por algum dos seus membros vitimado pela guerra civil no país desde 2011 e que causou até hoje mais de 240 mil mortos.
Há cidades sírias que foram arrasadas nestes combates.
Muitos dos sírios que fogem são jovens adultos ou pós-adolescentes na iminência de serem recrutados para o serviço militar pelo agonizante regime do ditador Assad, que continua a contar com a bênção protectora de Moscovo. Em fuga estão também os membros das minorias religiosas, designadamente os cristãos sírios (cerca de 10% do total dos habitantes), sobretudo nas zonas do país que foram tomadas pelo chamado ‘estado islâmico’.
São sobretudo pessoas das chamadas elites que fogem. Gente que tem dinheiro para pagar aos traficantes que controlam as rotas de fuga. Engenheiros, médicos, professores, músicos, jornalistas, comerciantes, artesãos, juristas. Gente instruída, qualificada.
Muitos já estiveram antes amontoados nos improvisados campos de recolhimento no Líbano (que acolhe um impressionante número de refugiados correspondente a 27% da população do país), da Turquia e da Jordânia. Nenhum até hoje foi acolhido pela Rússia, aliada nº 1 da Síria. Nem pela Arábia Saudita ou restantes monarquias do Golfo, nações islâmicas que não vertem uma lágrima pela Síria maioritariamente muçulmana.
A Europa precisa de imigrantes. E tem o dever moral de acolher estes refugiados à luz das convenções internacionais, subscritas por todos os estados-membros da UE. Os verdadeiros refugiados, não os falsos.
Mas todos devem entrar segundo a lei e as normas em vigor na UE, todos devem ser devidamente identificados e recenseados: este é o primeiro passo para uma integração plena no novo país de acolhimento, seja ele qual for.
Jamais haverá hipótese de identificar todos. Provavelmente alguém que foge deixa muito ou quase tudo, pelo caminho. Sejamos justos e repudiemos a Hungria e não só que tem tido uma atitude deplorável, mesquinha e ditadora. Sabemos que não são só Sírios que fogem, mas também sabemos que as armas continuam a entrar e elas têm um fim, matar. Perante tal, nós assistimos de bancada a identificar refugiados!… A vida humana tem um valor inestimável e quantas se perdem pelo caminho do desespero? Muitos!… Lembremo-nos que a Europa continua a alimentar essa guerra que muitos parecem ignorar.
A guerra civil na Síria é culpa da Europa?
As atrocidade do chamado ‘estado islâmico’ são culpa da Europa?
Típico raciocínio de quem “assiste de bancada” (a expressão é sua).
Só você e outros instalados na bancada pensam assim.
Porque os sírios, tanto os que sofrem a brutal ditadura de Assad como os que padecem sob a tirania atroz do chamado ‘estado islâmico’, buscam precisamente a Europa como refúgio e destino. O que basta para desmentir essa tese absurda.
Eles sabem muito bem quem os ajuda. Como sabem muito bem quem os espezinha e massacra.
Caro Pedro Correia, a expressão, que empreguei, foi a de corredor de transumancia, não para aludir ao gado em transumancia mas sim, como resulta do contexto, para aludir ao fenómeno da passagem inconspícua de pessoas, como propósito inicial aparente. Concedo algum excesso de expressividade que pode ser mal interpretado. Lamento e por tal me penitencio. Mas, caro Pedro, a Macedónia transporta, os refugiados que lá chegam, para a Sérvia. A Sérvia faz o mesmo, até à pouco para a Hungria e agora para a Croácia. A Croácia transporta-os, o mais rapidamente possível, para a Hungria ou Eslovénia. Nem falo da Grécia nem da Itália!! Tudo à revelia das leis e tratados, como se àquelas pessoas se não aplicassem. Tudo isto é demasiado irresponsável para ser deferido em aplauso apoteótico! O excesso de virtude, caro Pedro Correia, é um vício!
Por fim, e finalmente, concede que “todos devem entrar segundo a lei e as normas em vigor na UE, todos devem ser devidamente identificados e recenseados” é a primeira vez que o leio nestes termos que não, exclusivamente, no coro dos que se compadecem mais alto e clamam por compaixão, sem mais!! Contudo, ao primeiro Estado que, verdadeiramente, pretendeu aplicar as convenções em vigor não me recordo de o ler nessa posição!
Finalmente, caro Pedro Correia, tornar irrelevantes os mecanismos e direitos convencionais de protecção aos refugiados aproveita, verdadeiramente, a quem!? Os tratados e mecanismos convencionais têm sido subvertidos de uma forma tão profunda que no futuro próximo não passarão de letra morta. E com estes, a compaixão institucional (a mim comove-me pouco a espontânea, da contingência da época, não sistemática e sem sujeito passivo certo. Mais histriónica, sem dúvida, mas igualmente pouco confiável).
E mais e muito mais, mas fundamentalmente, era isto que pretendia dizer!!
Um bem haja,
P.S. – Com algum rigor. As minorias Cristãs da Síria mantêm-se, na sua maioria, na Síria. São os militares, os magistrados e a Administração Pública que ainda se mantém a funcionar em algumas partes do território.
Não me referia a si, Justiniano, mas a expressões que tenho lido e escutado nos órgãos de comunicação social.
Faz-me impressão, de facto, que os países que estão a cumprir escrupulosamente as regras de Schengen sejam apontados como maus da fita enquanto os que as ignoram por completo recebem aplausos.
Também me interrogo por que motivo, quando os refugiados são travados numas fronteiras exteriores a Schengen isso constitui um “drama humanitário” e quando são travados noutras – começando por Ceuta, onde existe uma barreira metálica que se prolonga por 11km na fronteira entre Espanha e Marrocos – isso já é considerado absolutamente normal.
Os indignados de sofá que pululam nas redes sociais a proclamar uma política de “portas abertas para todos já!”, com ponto de exclamação e tudo, seriam os primeiros a indignar-se da mesmíssima forma quando os efeitos negativos desse vale-tudo se fizessem sentir.
A União Europeia tem o dever de asilar os refugiados de guerra, precisamente ao abrigo da legislação e das convenções de que são signatários os seus Estados-membros. Mas esse acolhimento deve processar-se segundo as regras estabelecidas, não à margem delas nem à mercê das pressões mediáticas momentâneas. É muito fácil filmar grandes planos de crianças chorosas para comover audiências. Mas acolher uma massa de deslocados potencialmente avaliada em dois milhões de pessoas, incentivando a proliferação das miseráveis redes de tráfico humano, é questão muito diferente. E muito mais séria.
Perfeitamente de acordo, caro Pedro Correia!! Não diria mais.
Mais de 90% dos emigrantes / refugiados NÃO VEM da Síria , isso é a cassete que nos querem fazer engolir.
Os Sírios que vêm só começaram a chegar agora, e não vêm pelo Mediterrâneo quando pretendem chegar a Itália que até á cerca de 2/3 meses estava SOZINHA a salvar gente que fugia da Líbia e da África Subsariana, êxodo que se iniciou quando o regime de Kaddafi caiu ás mãos das potências internacionais e o país se começou a desfazer.
Os Sírios que chegam não pertencem a “elites” nenhumas, esses já saíram há muito tempo, tinham os meios e a inteligência para o fazer, os que chegam agora vêem de campos de refugiados existentes na Turquia, Líbano, Jordânia porque alguém lhes dá condições para a viagem.
O regime sírio não tem como incorporar no exercito homens feitos que estão em campos de refugiados fora da Síria, os seus combatentes são na maioria alauitas (etnia do Presidente), sírios moderados, xiitas palestinianos apoiados pelo Irão e mercenários (muito poucos).
O que vejo são homens feitos (25 a 40 anos – mais de 50% do total de homens) bem nutridos, muito poucas mulheres e crianças por comparação ao número absoluto de homens e sobretudo não vejo famílias “organizadas”.
Felizmente a Rússia está a contribuir para que um Estado Secular se mantenha e não acabe como a Líbia ou Iraque, fornecendo meios logísticos / ajuda humanitária / armas ao contrário das potências ocidentais que vendem armas aos “rebeldes” e que acabam nas mãos do ISIS (1515) com a complacência das mesmas, além de que não conseguem articular uma campanha de ataques aéreos como fizeram na Líbia em pouquíssimo tempo.
A Europa NÃO precisa de emigrantes, precisa é de DAR TRABALHO REMUNERADO CONDIGNAMENTE aos EUROPEUS DESEMPREGADOS (mais de 27 Milhões de pessoas), só em Portugal é mais de UM MILHÃO e não andar a empastelar com estágios, part-times e sub-emprego mal pago.
P.S. – Trabalho em Portugal há muito, não querem é pagar por ele, querem que as pessoas trabalhem de borla e quando digo de borla é mesmo de borla, (os empregadores querem pagar salários que não dão sequer para a comida e transportes), já nem é o pagar para trabalhar como acontecia há uns anos para os menos afortunados, querem reduzir as pessoas á completa indigência.
Vocês entendam-se. O leitor anterior garantia que as chamadas “elites” sírias (que incluem a larga minoria cristã, equivalente a 10% da população) ainda permaneciam na Síria. Você, pelo contrário, garante que elas já zarparam de lá há muito tempo.
Assim é difícil concluir alguma coisa de concreto.
Quanto às percentagens que invoca, recomendo-lhe menos leitura das edições ‘on line’ dos tablóides britânicos. Há fontes de informação bastante mais rigorosas.
O Pedro Correia é bom na retórica e no spin para tentar validar as suas posições, já lho disse uma vez, tal como outros.
O Pedro Correia é que falou em elites e enumerou-as, eu limitei-me a dizer que essas elites já saíram do país há muito tempo, aliás não seria preciso guerra civil para que as mesma saíssem , na 1ª oportunidade fariam-no , tal como em Portugal acontece devido á crise económica. O que o anterior comentador referiu e bem são as elites que estão ligadas ao regime, essas permaneceram pois não querem abandonar as suas famílias ao Deus dará.
Europa é uma palavra muito abrangente Pedro Correia, até inclui a Rússia , não se pode dizer que a Europa é culpada do caos que se vive na Líbia , Síria e Iraque, tem de se enumerar os paises em concreto coisa que alguns ainda não conseguem fazer mas eu consigo, a França, a Itália, o Reino Unido e a Alemanha, além dos EUA são os responsáveis pelo caos obviamente com a complacência de alguns estados da região (Arábia Saudita, Qatar). Negá-lo é não ser honesto.
Voltando á questão fulcral que é esta invasão descontrolada de pessoas (+ 70% são homens), não poderá nunca resolver-se esta questão sem 1º reconhecer as causas e agir em conformidade. O único pais que está a ter uma posição responsável no meio de tudo isto é a Rússia apoiando a liderança síria contra rebeldes armados até aos dentes pelos países que atrás citei e que neste momento já são indistinguíveis do ISIS (1515). A Turquia está a jogar como lhe apetece dando-se ao luxo de atacar novamente os Curdos que eram os únicos que estavam a dar o corpo ás balas contra o ISIS obrigando-os a recuar.
Esta crise tem um objectivo que é obrigar os povos da Europa a entregarem a pouca liberdade de que ainda dispõem em favor de uma pseudo protecção que a determinada altura exigirão á face visível do poder que são os politicos.
Eu gostava de saber porque é que nenhum órgão de informação dá relevância aos milhares de Portugueses que recusam a vinda destes refugiados e nas social media se apelida quem apenas apresenta argumentos responsáveis, de racista, xenófobo ou desumano.
Os amantes da globalização e federalistas que resolvam o problema.
Portugal não pode e não deve receber refugiados, não tem condições e caso nos obriguem a faze-lo façamos como os Ingleses que os vão escolher e recebamos só famílias cristãs.
Maldita maçonaria que se arroga de um poder superior para decidir o destino de milhões.
Assad, o carrasco dos sírios, tem em si um fervoroso apoiante.
Putin, o autocrata que faz desaparecer jornalistas incómodos e opositores mais aguerridos, também lhe suscita admiração.
Já vi que vocês gosta de homens de pulso forte e da linha dura.
Eu não.
http://expresso.sapo.pt/internacional/20 15-09-20-Nunca-fui-de-esquerda-mas-votei-T sipras
Claro que sabem e eu não disse que não, mas o Pedro sabe perfeitamente que não são só Sírios nesta fuga. Quem vende armas à Síria e ao estado islâmico? Vai dizer-me que a Europa não vende armas? Quem destruiu o Iraque? Vai dizer-me que estamos isentos de culpa? Eles sabem que a Europa é ou deveria ser um continente evoluído e com princípios, mas essa Europa que eles imaginam está a ser minada, por gente, farta de civismo e de evolução e começam a aparecer governantes que deixaram o civismo e o humanismo e que se agarram, a regras ditatoriais, numa Europa que se diz Unida, mas onde a desunião começa a estar cada vez mais em evidência. ” Só você e outros instalados na bancada pensam assim” se todos pensassem como eu penso, ninguém, fecharia fronteiras, todos ajudariam aqueles que pedem auxílio e a venda de armas seria de imediato suspensa. Acredite que se parassem a venda de armas e houvessem diálogos entre homens de boa vontade provavelmente não estaríamos a discutir a fuga dos refugiados.
Lá vem você com esse discurso da “culpa”, a disparar chumbo grosso contra a Europa – refúgio e santuário de centenas de milhares de seres humanos em fuga.
Nem uma linha gasta a demarcar-se do chamado ‘estado islâmico’. E muito menos a condenar as atrocidades que aquelas bestas têm praticado no Médio Oriente no norte de África.
E nem me fale da Síria, onde o regime é armado até aos dentes e tutelado por Moscovo. Reparo agora que você também nunca belisca a Rússia, que até agora recebeu zero- repito: zero – refugiados. E, ao que consta, Putin não sente qualquer abalo de consciência por isso. Ou noção de “culpa”, para utilizar essa palavra de que você tanto gosta.
Pois é verdade. A culpa é mais uma variante da “culpa do homem branco” e também é verdade que a Rússia não recebeu porque também é certo que nenhum quis ir.
O estatuto de refugiado é o atractivo e para isso nem é preciso fugir da guerra porque não existe qualquer entidade legal específica para o caso. Foi criado depois do caso do navio St Louis, em 39 e os acrescentos que lhe fizeram alargaram-no a tudo e mais alguma coisa.
E a forma ilegal como também é dado é conhecida em toda a Europa (nós é que nem estamos propriamente na Europa e tudo isto parece novidade por cá)
Não desculpo a China nem a Rússia e escuso-me a falar deles porque todos temos consciência e sabemos o que são e o que foram. O estado islâmico só existe porque há quem os alimente e são de tal modo execráveis que não merecem que se fale deles, a não ser arranjar medidas de serem banidos da face da terra. Falo da Europa porque vejo que nos estamos a portar mal, mal , mal e a Hungria, não tem ponta por onde se pegue. Perante o comportamento da Hungria a UE só tinha que lhes pôr os pontos nos is. Se quiserem portar-se como pessoas de bem, ficam, senão estão dispostos, saiam. A Europa perante o êxodo que se verifica, já era tempo de parar a venda de armas porque se assim não for, teremos de aceitar todos os refugiados porque os altos interesses “venda de armas” estão acima do ser humano e assim não vamos lá.
“O estado islâmico não merece que se fale dele.”
Estas palavras são todo um programa. E dizem muito sobre a sua ideologia.
De repente, o seu discurso da “culpa” desaparece quando entram em liça os cortadores de cabeças, as bestas das bandeiras negras que arrasam pessoas e património cultural, violentam mulheres, estripam homens, mutilam crianças, violentam homossexuais, crucificam cristãos, dizimam curdos.
Diz você, encolhendo os ombros: “não merecem que se fale deles.”
Se vivessem no Ocidente já mereciam. E nem precisariam de beliscar ninguém.
Se lesse o que escrevi, lia que fui muito claro quando disse que o estado islâmico, deveria ser banido da face da terra e que só existe porque há quem os alimente, com armas e na compra de petróleo. Está mais que na hora de agir e a Europa e os Estados Unidos ou tomam medidas rápidas ou isto vai acabar muito mal. Não distorça o que escrevo porque escrevo claro, para que todos entendam e o Pedro desconversa e isso, não é sério. O estado islâmico não merece que se fale neles porque são autênticos psicopatas em que o único objectivo é matar e destruir, logo só podem ser motivo de conversa para se arranjar maneira de paralisar sua loucura, caso contrário, falar deles é perca tempo.
O ditador sírio, agarrado com unhas e dentes ao poder, protagoniza uma guerra contra o seu próprio povo que já terá provocou 250 mil mortos e 9 milhões de desalojados.
Você aponta a “culpa” à Europa.
Redes de traficantes de seres humanos, sem o menor escrúpulo, enriquecem à custa das economias de muita gente que foge daquela guerra, embarcando homens, mulheres e crianças em barcos da morte.
Você aponta a “culpa” à Europa.
O chamado ‘estado islâmico’, composto por extremistas islâmicos que querem impor a sua ideologia à lei da bala, transforma várias porções de países do Médio Oriente em terra queimada.
Você continua a “culpar” à Europa.
Desculpe ou não lê ou quer fazer dos outros parvos e isso não é Correcto. O Ditador Sírio é um louco que continua lá porque lhe vão vendendo armas e vira o disco e toca o mesmo, armas, armas, petróleo, petróleo e por isto destroem-se países e vidas, a troco do mesmo de sempre, dinheiro. Há homens, mulheres, crianças que clamam por um pouco de PAZ e nós entretemo-nos a registá-los e a assustar as pessoas, dizendo ao mundo que vêm aí terroristas. Até quando?…
E lá continua você a culpar a Europa…