A morte de uma criança devia mudar o mundo. Devia ser tão simples quanto isso. A situação dos refugiados não se limita à morte de uma criança. Abomino as pessoas que escrevem e dizem coisas tão bárbaras – e pouco humanistas – como: temos que ter cuidado, os refugiados podem ser terroristas, não têm estudos. POR FAVOR! Não aguento a falta de humanismo, de solidariedade. É chocante como as pessoas dizem tanto e fazem o mínimo possível pelos outros. Alguns dizem-se crentes, meu Deus! Há uma série de linhas de apoio aos refugiados, por favor, especulem menos, estejam calados com o moralismo e tacanhez e apoiem. Trata-se do nosso caminho como Humanidade. Quem somos? Para onde vamos? O que queremos? Em pleno século XXI, uma fotografia de uma criança morta nas águas do mediterrâneo devia ter o poder de mudar o mundo? Somos nós que mudamos o mundo na forma como agimos, no que defendemos, no que dizemos e como nos manifestamos. É, no mínimo, bizarro ver países construir muros depois de terem manifestado imensa alegria com a queda do muro de Berlim. É mais sinistro perceber os que decidem que não querem perceber ao estado a que tudo isto chegou. A Europa dos valores morreu? Talvez nunca tenha existido.
quem somos? para onde vamos?
Patrícia Reis,

“quem somos? para onde vamos?”
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“Quem somos ?” basta observar qual é a religião maioritária na Capital Europeia…
“para onde vamos?” basta observar qual é a religião maioritaria na Capital Europeia…
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a Europa dos valores atacou o Cristianismo e promoveu o Islamismo…o resto é paisagem!
Em nome de valores e direitos está-se a colocar em causa a civilização europeia a qual não poderá ajudar ninguém(nem seus próprios povos)se não tiver sua própria cultura e diferença,ora muitos daqueles que agora clamam pelos valores europeus fazem por minar esses mesmos valores há várias décadas.Ou não percebem ou não querem perceber.
Quando na tv se discutia se sim ou
não se deveria mostrar as atrocidades e crimes bárbaros,crianças a matar reféns ,homens enjaulados e em chamas…quanto às atrocidades contra
as mulheres … eu não via porque me era insuportavel ,temia o que hoje estou a ver (sentir ).
Overdose de imagens violentas gera indiferença.E,agora? Que fazer com tantos pobres?Como ajudar?
Como vão reagir os outros pobres que sempre cá viveram e sempre foram pobres?
Eu temo que essa fotografia tenha tanto poder para mudar o mundo como o (não) têm as tantas fotografias de crianças de ventre inchado, membros esqueléticos, olhos e boca e rosto pasto de moscas, que há tanto, tanto tempo, nos são regularmente servidas.
Desgraçadamente.
Costa
As perguntas que faz devem ser apresentadas aos que decidiram uma Guerra no Iraque e no Afeganistão baseada em MENTIRAS.
Ao terem levado a destruição e o caos a esses países soberanos originaram as desgraças que hoje toda a gente vê e que só chocam porque toda a gente vê, pode ser cruel dizer isto mas quanto a mim é a realidade e enquanto a realidade foi escondida e mitigada quase NINGUÉM se interessou, agora que bate á nossa porta o coro dos indignados aumenta exponencialmente, indignados esses que são incapazes de mover uma palha para ajudar os de cá de dentro quanto mais os de fora, ficam-se por uns post´s no face e umas piedosas frases feitas (é a realidade).
As pessoas continuam a olhar para o lado em vez de olharem para cima e se antes já era assim, esta “crise económica” em que nos enfiaram só veio realçar o fenómeno tornando-o muito perceptível.
As pessoas são egoístas Não por Natureza como alguns dizem mas porque foram formatadas (educadas) para o serem e ainda por cima tratam os que são menos egoístas, menos competitivos, os que têm alguma conduta moral como DIVERGENTES, o racismo está mais pujante que nunca e para quem não sabe existem muitas formas de racismo, não só baseado na cor da pele embora seja a este carácter que a palavra é mais associada.
A tragédia a que assistimos todos os dias não é muito diferente daquela que aconteceu após a implosão da Jugoslávia que enquanto se manteve una permitiu que todas as etnias e credos aí existentes coabitassem entre si, tal como acontecia no Iraque, na Síria e na Líbia que por acaso era o país mais rico de África albergando dezenas de milhares de emigrantes que para ali iam fazer a sua vida.
P.S. Eu também olho para o lado e infelizmente mais vezes do que gostaria mas tenho consciência que deveria olhar mais para cima.
Pelo que se vê somos egoístas, egocêntricos e não aprendemos nada com o passado. O que mais revolta é a hipocrisia que nos ladeia por todos os lados. Festejou-se com pompa e circunstância a queda do muro, o fim da segunda guerra e a seguir, tomam-se atitudes indignas de humanos. É inadmissível que uma Europa que quer mostrar ao mundo, as regras da civilização, da ajuda ao outro e no momento, de pôr em prático tudo o que apregoa falha em grande escala.
TODOS os países do mundo com condições para receber estas pessoas deveriam ser chamados a colaborar na resolução do problema. Sobretudo os quem têm mais responsabilidades na ingerência nas regiões donde estas pessoas são originárias. A Europa também deveria deixar de inundar os mercados africanos com produtos subsidiados que destroem os sistemas produtivos locais e deveria deixar de apaparicar tudo que é bandido africano que controle matérias primas. Não percebo (faz de conta) porque, em nome dos direitos humanos, se invadiu o Iraque mas tudo que é realeza Saudita janta com Sua Majestade inglesa ou reserva praias francesas como se não fosse uma corja igual ou pior que Saddam, Kadhafi e Assad. Provavelmente pior que estes, todos juntos!
Uma vergonha de texto. Manipuladora politica de emoções, as crianças não morriam e morrem na guerra Síria?
Não morrem por todo o mundo devido a maus tratos, guerra, fome?
Nem sequer assume as responsabilidades da sua área política pelas ditaduras socialistas Árabes que levaram a este desastre.
Veja-se a referência ao Muro de Berlim onde confunde conceitos . Quer que não percebamos a diferença entre muro de prisão e muro de defesa?
Esta obra tem a chancela da Esquerda Marxista Europeia que apoiou ajudou a legitimar os regimes Socialistas de Assad, Saddam e Khadafi.
Ao fim de décadas de poder total produziram isto: sociedades ainda mais violentas do que já eram em desagregação civilizacional.
Segue-se a Venezuela.
E quer mais, pois parece não perceber que destruir é comparativamente fácil.
Uma vergonha é a possibilidade de agressão gratuita e anónima, na minha opinião, sendo que tudo o que escrevo tem o meu nome, é a minha opinião, nada mais do que isso. Que não tenha qualquer valor para si e opte pela agressão, é-me totalmente indiferente. Que tenha decidido qual é a minha família política é lamentável, até risível, mas fazer o quê? Uma vergonha de um texto, diz este avatar cujo nome se associa à sorte. Temos de concordar que discordamos? Não, não me parece, já que sei perfeitamente que uma fotografia de uma criança é apenas – tornou-se – um símbolo das milhares de crianças que morrem em cenário de guerra, em campos sem condições. E sobre o muro de Berlim, pesem as condicionantes históricas – uma azar eu ter estudado História e saber de muros e outros conceitos – há um simbolismo na alusão que é, para alguns, imediato. Assim, ao contrário de outras pessoas e o mandariam bugiar de imediato, liberto o seu comentário por defender que em democracia levamos com o bom e com o mal, com quem nos entendeu e com quem não o conseguiu fazer. Dito isto, desejo-lhe uma boa semana.
Claro que a Europa dos valores nunca existiu. Se já tivesse existido, não morria assim, de repente. Os valores só “existem”, quando está tudo bem. Chegam as dificuldades e é um ver se te avias. É como com o dinheiro: não estraga o carácter, mostra o verdadeiro carácter! Aquele que, por qualquer razão, está camuflado.
O que é canhestro é um candidato a primeiro ministro socialista remeter os refugiados que porventura nos calhem a aldeias abandonadas e a limpeza de florestas, como destino e projecto de futuro.
Com socialistas desses admiram-se que a direita conquiste cada vez mais votos.