Li no Público Última Hora que o «PS pisca o olho à esquerda e faz brilhar Inês de Medeiros e Vale de Almeida», teoria que a notícia explica em duas frases.
1. «Políticas sociais, mais atenção à Cultura e casamentos gay: as ideias com que os socialistas vão a votos têm protagonistas a condizer.»
2. «As escolhas dos independentes Inês de Medeiros e Miguel Vale de Almeida para lugares elegíveis nas listas do PS às legislativas parecem vir (vir?) ao encontro de ideias fortes de José Sócrates para a campanha eleitoral: a aposta na Cultura, os casamentos gay e as preocupações sociais.»
O primeiro ponto deixou-me curioso sobre os «protagonistas a condizer» com políticas sociais, Cultura e casamentos gay. Já o segundo baralhou-me: se Inês de Medeiros representa a Cultura e Miguel Vale de Almeida representa os casamentos gay, as questões sociais não têm rosto e não são para aqui chamadas, ou é o Miguel que acumula?
Já li que Vale de Almeida acha isto «um desafio de todo o tamanho» e aproveito para lhe lembrar um velho ditame que se mantém em pé: tamanho não é qualidade.

Mas, neste caso, tamanho é documento: um passaporte para o governo, se o PS ganhar as eleições.
Falta saber se a Inês de Medeiros se muda mesmo de Paris para Lisboa ou se a bancada socialista voltará a começar mal. Mas Pinto Ribeiro, o do blá-blá de ontem à noite na RTP2, que se cuide.
Ah, pois… de meio desaparecido passará a fantasma num instante.
É bom começar a rir logo pela manhã!
Ainda bem que ajudei.
Já lia a entrevista dele no Público! Está contentíssimo, fez mais por menos! É um governo de gente com muita auto-estima… Depois dum primeiro ministro como nunca houve a combater o défice… Presunção e água benta…
Todos eles se adoram. É o que eu digo: não deprimem.
Não deprimem mesmo, Ana. E a Maresia quase que tem razão, mas o período aziago que o PS atravessa volta a confirmar-se: a água benta vai ser retirada, segundo decisão divulgada pelo Conselho Episcopal, por causa da transmissão da gripe A.
Não é que eles não possam continuar a tomar a água benta que quiserem, mas têm de ir procurá-la no mercado negro e correm o risco suíno. Resta-lhes a presunção. Mas a semelhança com presunto é capaz de ser também perigosa.