Estar a braços com muitas coisas acaba por ser uma forma de não realizar nenhuma delas. É importante parar, definir prioridades, e só depois avançar, executando cada tarefa em separado e só começando uma nova depois de terminar a anterior.
Pare, analise, priorize.

Muito bem. Um excelente conselho sobretudo para as mulheres, que têm a mania de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. (Acabando frequentemente por não fazer nenhuma delas como deve ser.)
Concordo, esta nossa mania do “multitask” atrapalha mais do que ajuda. O querer fazer tudo ao mesmo tempo anula a concentração e isso leva a que se faça muito menos do que se tinha planeado.
Com um olho nas sardinhas a assar não se pode preparar uma salada? Ou quando se está a meter gasóleo não se pode passar um pano nos retrovisores? E dois livros na mesa de cabeceira, também não? Já não se pode por exemplo proceder á demolição de um telhado com gente a trabalhar a nível inferior.
Não se pode fazer nada!
Pode pode. Basta discernir o que são actividades ou tarefas incompatíveis em simultâneo, que nos envolvem só nós mas que também podem afectar terceiros. Confesso que percebo o seu ponto mas por vezes não resisto a participar no tempero.
E no caso de todas as coisas com que estamos a braços, serem prioritárias…?
Ainda assim, umas serão mais que as outras. Se quer entregar resultados a tempo e horas, realize uma tarefa de cada vez. Querendo terminar todas ao mesmo tempo é meio caminho andado para não terminar nenhuma.
E vai tudo de praticar, é ver-me todos os meses a definir prioridades… empilhar as facturas… conforme a data de limite de pagamento e depois… analiso como, por exemplo, em Lisboa, uma factura de dois meses de água referente a 2m3 ou seja 1 metro cúbico mensal pode acabar em mais de 20 euros quando a água ronda os 8 euros e o Iva 0,53 euros… aqui sim… paro a olhar para as 4 parcelas das taxas em que três confirmam ser específicas da CM Lisboa e depois… aparece mais uma 4ª… apenas chamada de Taxas ( no plural e já nem é preciso dizer de quê) e, por aquilo que ouvi e ao que parece, serve para a Câmara pagar a água de regar jardins… e o pior… todos os meses analiso… o que raio me passou pela cabeça quando votei no António, pois detesto taxas sem nome e ainda, “a cereja no topo do bolo”, mandou o meu voto para o lixo porque agora está lá alguém que não escolhi e em quem nunca votaria… resumindo e concluindo, vamos avançando e é, definitivamente, com a prática que se vai adquirindo a verdadeira aprendizagem 😉
Isso é que é uma análise profunda.
Conheço bem essas taxas, nada claras e de finalidade dúbia.
A prática é a melhor forma para instituir hábitos, e os hábitos podem ajudar-nos a ser mais eficientes.
Sempre andei num virote. Não me lembro de parar amiúde ( por vezes nem para pensar).
O multitasking é um facto e eu aproveitei-o o melhor que pude. A sensação de realização era viciante.
Presentemente tenho a minha prioridade emergente bem definida : a minha neta.
Et voilá, como em seis meses a vida não voltou a ser igual. Tenho agora a plena consciência que só tenho dois braços e que já estão atribuídos.
Beijinho, Joana
Tem em mãos uma prioridade que lhe traz um enorme retorno.