“A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico”
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Remetendo para a dedicatória que Guillermo Cabrera Infante faz a seu pai no livro “Puro Humo”: tal como o pai dele, nunca fumei e ainda não comecei a fumar.
Usar isqueiro não era “exactamente” proíbido, como diz o sub-título. Como se sabe tinha que se ter uma licença (paga, claro), licença essa que segundo creio saber era uma forma de apoio à Fosforeira Nacional na medida em que desincentivava o uso do isqueiro.
A BIC veio em 1950 dar-nos uma nova noção do mundo com as suas canetas, algo tão fiável e tão barato, que ou funcionava sempre até estar toda ratada das mordidelas ou se deitava fora sem qualquer problema pois o preço era irrisório e havia sempre outra esquecida algures.
À época usavam-se canetas que obrigavam a andar com o tinteiro atrás ou do “tipo” Parker, suficientemente cara para ser uma boa prenda de fim de ano para os filhos da reduzida classe média da época. Na Parker a “carga” custava quase tanto como a caneta, o negócio deles era esse, hoje temos o mesmo negócio instalado nas impressoras com os tinteiros. É interessante fazer a conta de quanto custa o litro de tinta dos tinteiros que temos nas impressoras, ainda que eu “saiba” que a tecnologia do tinteiro é o que estamos a pagar segundo os fabricantes.
Ora à época também não havia isqueiros baratos e bons, os bons como os Dupont e outros não tinham mesmo nada de barato e eram também um sinal (real ou fictício) de “estatuto social”, quem os tinha ainda os tem e ainda acendem sempre. Portanto para esses que podiam comprar isqueiros minímamente fiáveis não era a licença que lhes iría complicar as contas, para os outros havia os fósforos que era o que o goveno queria defender.
Em 1973 apareceu o isqueiro BIC e tudo mudou, vieram depois outros, a geração que hoje tem 50 anos acendeu os primeiros cigarros com eles.
Quanto aos beijiinhos na rua confirmo que eram arriscados e remeto para 1953 e a famosa portaria nº 69035 da CML
Remetendo para a dedicatória que Guillermo Cabrera Infante faz a seu pai no livro “Puro Humo”: tal como o pai dele, nunca fumei e ainda não comecei a fumar.
Usar isqueiro não era “exactamente” proíbido, como diz o sub-título.
Como se sabe tinha que se ter uma licença (paga, claro), licença essa que segundo creio saber era uma forma de apoio à Fosforeira Nacional na medida em que desincentivava o uso do isqueiro.
A BIC veio em 1950 dar-nos uma nova noção do mundo com as suas canetas, algo tão fiável e tão barato, que ou funcionava sempre até estar toda ratada das mordidelas ou se deitava fora sem qualquer problema pois o preço era irrisório e havia sempre outra esquecida algures.
À época usavam-se canetas que obrigavam a andar com o tinteiro atrás ou do “tipo” Parker, suficientemente cara para ser uma boa prenda de fim de ano para os filhos da reduzida classe média da época.
Na Parker a “carga” custava quase tanto como a caneta, o negócio deles era esse, hoje temos o mesmo negócio instalado nas impressoras com os tinteiros.
É interessante fazer a conta de quanto custa o litro de tinta dos tinteiros que temos nas impressoras, ainda que eu “saiba” que a tecnologia do tinteiro é o que estamos a pagar segundo os fabricantes.
Ora à época também não havia isqueiros baratos e bons, os bons como os Dupont e outros não tinham mesmo nada de barato e eram também um sinal (real ou fictício) de “estatuto social”, quem os tinha ainda os tem e ainda acendem sempre.
Portanto para esses que podiam comprar isqueiros minímamente fiáveis não era a licença que lhes iría complicar as contas, para os outros havia os fósforos que era o que o goveno queria defender.
Em 1973 apareceu o isqueiro BIC e tudo mudou, vieram depois outros, a geração que hoje tem 50 anos acendeu os primeiros cigarros com eles.
Quanto aos beijiinhos na rua confirmo que eram arriscados e remeto para 1953 e a famosa portaria nº 69035 da CML
https://terranostra.wordpress.com/2008/0 4/08/a-famosa-portaria-n%C2%BA-69035/
Viva a sapiência, meu caro. O saber não ocupa lugar.