Blergh, gajas!
O Eurosport está a transmitir o Campeonato do Mundo de Futebol Feminino. Eu, que nem ligo a futebol, fiquei ontem durante algum tempo a ver onze suecas (todas louras, muitas delas giras) enfrentando onze nigerianas (todas negras, várias delas giras). Descontando a inevitabilidade biológica de apresentarem menos poder de fogo do que os homens (no sentido futebolístico da expressão, que noutros até me parece que tinham mais), jogavam bem. Marcaram-se seis golos, três para cada lado. Como tantas vezes sucede no futebol masculino (mas estou em crer que com menor risco de lesões dolorosas), num deles a bola passou entre as pernas da guarda-redes. Igualmente como no futebol masculino, as jogadoras abraçaram-se para celebrar e parece que por vezes fazem questão de levantar a camisola. Como no futebol masculino, várias tinham tatuagens e/ou penteados esquisitos. Como no futebol masculino, algumas eram propensas a fazer faltas e outras a atirarem-se para o chão. Como no futebol masculino, a bola era redonda (no ecrã; ouvi dizer que, na realidade, é esférica), o relvado verde e, nos placards laterais, a FIFA apelava ao fair play. Exactamente como no futebol masculino, há quem diga que no final ganha a Alemanha. Mas a SportTV esteve-se nas tintas para o campeonato (valha-nos isso), nos noticiários nacionais ninguém lhe liga e as audiências não devem ser famosas. Decididamente, custa-me perceber os adeptos do futebol. Muitos andam para aí armados em macho e, no fim de contas, só apreciam homens.
Aqui entre nós, a expressão da guarda-redes sueca é deliciosa mas a silhueta da atacante nigeriana constitui pura poesia.
Fotos: Kevin C. Cox/Getty Images North America, pescadas na net.



Vi esse jogo, tal como aliás vejo jogos de futebol feminino sempre que posso. Tem a vantagem de ter muito menos faltas do que o masculino e de quase todas essas faltas não serem propositadas, não serem violentas e não serem perigosas. O árbitro (ou árbitra) quase não tem que apitar, o que é ótimo.
Infelizmente as jogadoras em Portugal são praticamente todas amadoras, só treinam duas ou três vezes por semana e têm em geral uma técnica limitada. Ontem vi jogadoras em geral profissionais (as nigerianas jogam em grande parte em grandes clubes europeus, segindo depreendi da locução), com uma técnica apurada e uma velocidade brutal (sobretudo as nigerianas). Foi um jogo muito bom (mas, segundo disseram os locutores, também foi o melhor até agora no campeonato; não sei como terão sido os outros).
Modernices, qualquer dia, andam prái a fumar!
Que saudades dos tempos em que aprendiam lavores femininos no liceu.
Parabéns pelo post!

e depois há, no futebol feminino e findo o jogo, aquele momento de expectativa na altura da troca de camisolas…quem sabe não vai dar um filme como o tal da angústia do guarda-redes perante o penálti.
Deixe-me dizer-lhe que eu sou um acérrimo defensor das ligas femininas.
https://www.youtube.com/watch?v=AfkKjATC u4E