«O acordo ortográfico tornou-se obrigatório em actos oficiais, o que implicou que deixassem de existir arquitectas, que passaram a arquitetas.»
Manuel Falcão, no Jornal de Negócios
«O acordo ortográfico tornou-se obrigatório em actos oficiais, o que implicou que deixassem de existir arquitectas, que passaram a arquitetas.»
Manuel Falcão, no Jornal de Negócios
E sabe-se lá se siliconadas…
Ou sillyconadas. Em (h)omenagem à silly season, que começa agora, com muito pó(len) nas narinas.
Uma humilhação!
Está a tornar-se muito penoso, para mim, esta paródia de seu nome “Acordo Ortográfico” e, desculpem a minha ignorância, pergunto:
– Até que ponto eu tenho que fazer uso do mesmo sob pena de me sentir a dar erros ortográficos em barda e/ou a infringir a lei?
Não é lei, Maria. “Infrige-se” quando, onde e como se quiser. Basta querer. E crer.
Pois não posso estar mais de acordo com o meu amigo e, como sabe e por aqui vai lendo, é o que faço a tempo inteiro.
Mas como tenho netos adolescentes que vou ajudando nos estudos vejo-me aflito para conciliar o que quero e aquilo em que creio com o que devo fazer sob perigo de eles pagarem as favas.
Vale-me a internet onde tiro dúvidas de 2 em 2 minutos e onde vejo crescer em mim a sensação da parvoíce disto tudo, logo eu que levei (e ainda levo!)uma vida “animada” e cada vez que abro a boca sobre o caso sou “acusado” de retrógrado por gente que passou 40 anos a entrar às 9 e a saír às 5 de um escritório perto de casa…
Assim e para além de outras línguas que a vida me proporcionou aprender por gosto ou por necessidade, junto-lhe agora 2 versões da língua materna.
Isto é tudo muito parvo.
Maria, o “acordo” é um papelucho a que falta a ratificação e que não está em vigor, tanto nos termos da lei internacional (Convenção de Viena sobre os Direito dos Tratados) como da lei nacional.
Que seja possível uma fraude destas dimensões é assunto sobre que devemos meditar porque indicia que a democracia e o estado de direito são conceitos ainda não compreendidos em Portugal.
O “acordo” é um triste sintoma da persistência do nosso atraso e dos abusos de um poder autoritário, abusivo e prepotente.
Alguns argumentos de acordistas são verdadeiros insultos à nossa inteligência – tal como o que tenta apresentar o “ph” como uma”coisa do passado”, quando é diaramente usado poe milhões de pessoas nas grandes línguas da cultura (inglês, alemão, francês…)!
Aliás, não podendo a lei, em democracia, ser um birra, seria interessante perguntar que vantagens trouxe a Portugal a “reforma” de 1911, que teve como pretexto a maior facilidade de ensino (!): Portugal é o país mais analfabeto da Europa e o Brasil um dos países mais analfabetos do mundo.
Onde está o ganho?
Se já existem os arquibumbuns, sobretudo lá pelas terras de Santa Cruz, por que raio não há-de haver também arquitetas?
Tradição que vem de longe. Já antigamente havia arquiduquesas com arquitetas.
A humidade nos tetos e as aquelas otimas arquitetas. Espetacular.
Urrar é o mano.
Vou desobedecer. Ensinaram-me a ter regras, para ler e escrever, das quais não abdico.
Aplaudo.
A maior parte dos portugueses construíram este acordo ao aceitar que o Estado se meta em tudo.
Sim. O Estado deixou de ser espectador e tornou-se espetador, metendo-se em tudo.
Em congressos, simpósios,” workshops, etc. , onde pontifiquem arquitetas , aquilo deve estar cheio de espetadores…
Espetadores até ao teto.