0 comentários em “As canções do século (1872)”

  1. Do álbum “Chico Buarque” de 1984, algo muito difícil de encontrar hoje em dia.

    Com o título “Vai passar” existe um DVD que é dedicado a canções ligadas às suas esperanças políticas (e não só) desses tempos e que começa com esta.

    Está numa colectânea de 5 CD editada em 1994 e intitulada “Chico 50 anos” (que tenho) e que são “O político”, “O trovador”, “O amante”, “O malandro” e
    “O cronista”, sendo a última canção desde último CD citado.

    1. É verdade. Tenho esse disco de 1984 – um dos melhores de Chico Buarque. Esta canção tornou-se rapidamente o hino da campanha “Directas já” que desembocaram na primeira eleição directa para a presidência brasileira desde 1960, com a vitória do malogrado Tancredo Neves (que não tomaria posse, dando lugar ao vice-presidente José Sarney).
      “Vai Passar” tornou-se indissociável desse período esfuziante e apaixonante da história recente do Brasil – a do regresso do país à democracia, consumado em 1985.

      1. Como o meu amigo bem sabe – porque já falámos em diversas ocasiões – tenho uma grande admiração pelo esforço que faz aqui no DO neste campo.

        Sou suspeito dado ser um melómano relativamente ecléctico, mas como também sabe não vejo TV há 20 anos e durmo pouco o que leva a que tenha música a tocar umas 12 a 16 horas por dia, 365 dias por ano, em casa ou fora de casa, a música é uma 2ª natureza.

        Os meus netos adolescentes que ouvem aquelas coisas a que alguns chamam música (e para eles será) chegam aqui e pedem-me para pôr “aquilo que eu ouvia em pequenino quando cá ficava”.
        Lá sai Bach como sai Sinatra, sai Gershwin como sai Tom Jobim e eles trauteiam, a educação do “ouvido” é feita até aos 4 anos e eu confirmo.

        Para muitas pessoas pode parecer uma coisita de nada vir aqui postar uma canção que se tira do youtube.
        Mas não é, esta série já leva mais de 5 anos e temos ali SEMPRE E SEM FALTA a sua sugestão diária a horas certas, uns 5 minutos antes da meia-noite.

        Num país onde a cultura popular dominante faz com que o nosso gosto pela pontualidade nos torne com frequência solitários (a frase não é minha) e o ditado devia ser “não faças hoje o que podes fazer amanhã” e não o seu contrário, esta sua rúbrica é uma certeza reconfortante…

        Mas o que eu queria mesmo dizer é que, não fazendo sentido que para além do mais ainda tivesse que escrever umas notas sobre a canção e o cantor, parece-me a mim que só através de observações dos comentadores possam surgir notas que ajudem a compreender melhor as “petites histoires” ou as “grandes histoires” (como neste caso) associadas à canção ou a quem a interpreta.

        Esta sua resposta ao meu comentário é a prova mais cabal (se prova fôsse precisa) do que acabo de dizer.

        O abraço do costume

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