No intervalo do cinema:
– Aos 20 não sabemos que aos 40 acabamos a fazer e a pensar as mesmas patetices.
– E se em 20 anos não aprendemos nada, o mais certo é aos 50 continuarmos a repetir os mesmos erros.
– E como burro velho não aprende línguas, não é aos 60 e aos 70 que vamos mudar.
– Não se aprende nada.
– Nada de nada.

Existe uma frase feita que diz que o diabo sabe muito, não por ser diabo, mas por ser velho…
Pelo que, não concordo com os pressupostos do texto.
Todos podemos aprender, o que quisermos, na idade que nos apetecer, desde que nos demos ao trabalho de o fazer, em vez que permanecermos estáticos na esperança que outros pensem e o façam por nós, como bebés.
Duas ideias que podem de algum modo demonstrar o que digo são:
– A notícia do Expresso sobre o Alqueva e a produtividade de nível Mundial, que algumas colheitas atingiram, por passarem de sequeiro a regadio e serem efetuadas por quem sabe.
– Recordo com saudade, a demonstração feita por alguns “smart brains” de que a cota dos 126 metros nunca seria atingida, que seria mais um elefante branco, que a taxa de evaporação da albufeira, seria muito superior á sua capacidade de reter água, etc.
– Pelos vistos falharam redondamente, já para não falar no potencial turístico, mas sobre isso silêncio, talvez por ter corrido bem.
– Mais atual, a adorável conversa sobre a Grécia, os Gregos, a gravata, os governos sem mulheres, quem paga o quê, quem ganha e perde, etc.
– Neste caso, os “smart brains” tentaram explicar desde o início, que uniões monetárias, sem uniões politica, dão mau resultado, mais tarde ou mais cedo.
– Que os números que a Grécia apresentou para entrar no €, estavam todos martelados e tinham mais buracos que uma flauta, pelos vistos um “segredo” bem escondido…
– Que sem união politica, a EU nunca teria uma politica única em relação ao exterior (vide guerra da Ucrânia, ou o Estado Islâmico) e seria uma amalgama de interesses.
– Que os Estados Unidos da Europa e um Euro forte, não interessavam á Rússia e aos E.U.A., só para falar de alguns e que o modo como tudo avançava, tinha todos os condimentos para correr mal.
– Desta vez parecem ter acertado em cheio.
Os nossos comentadores e analistas, continuam preocupados com peanuts…
Triste, não?
Porreiro mas não percebi nada.
Entendo que o post suscite comentários como o que fizeste, mas este diálogo pode ter outras leituras. Nunca te aconteceu sentires que os anos passam por ti mas, em certas situações, não mudas nada? Reages como sempre reagiste, como se não tivesses aprendido nada?
Filósofos de truz!
Está garantida a transcrição? Por acaso ou por conveniência no favorecimento
desses pensadores a repetição de “os mesmos erros” não oculta ” mais erros” e no fim “os piores erros”?
Em qualquer dos casos conviria continuar as escutas para saber se tais filósofos não encaram concorrer aos altos cargos do estado.Problema de segurança nacional.
À saída do cinema:
– Surpreendente! Afinal burro velho pode aprender línguas.
– É verdade!!! Vamos já é fazer mais umas patetices, que podemos não contar com mais que quarenta anitos para as fazer.
– Mas… e se nos magoamos?
– Que se f***! Estás a ver? O português é mais que suficiente.
– ‘Bora lá então.
Pois, um diálogo destes entre decisores políticos, não augura nada de bom 🙂