As melhores capas do dia


Pedro Correia,

As melhores primeiras páginas de jornais portugueses, para mim, foram estas duas:

 

728xNxi-2015-01-08-ef2d12.jpg.pagespeed.ic.j7Lf-lp

 

diario-de-noticias-2015-01-08-4b2277[1].jpg

0 comentários em “As melhores capas do dia”

    1. Corajosa, sim. Porque é de coragem que se trata num tempo em que muitos começam a tornar-se reféns psicológicos dos terroristas.
      Gostaria, por exemplo, de ver o António – outrora celebrado por uma caricatura com um preservativo enfiado no nariz do Papa – ousar esta semana fazer um “boneco” com o profeta Maomé.

  1. Dizia Bulwer- Lytton que a caneta é mais poderosa do que a espada. Hoje confirmou-se que de facto aparos, lápis, aguarelas, pincéis, marcadores, tudo o que sirva para marcar um ponto, logo muitos pontos mostram um risco e muitos riscos juntos criam uma ideia de unidade, de liberdade que o medo não cortou. E a linha tornou-se curva, fechada e fez um mundo de solidariedade.

    1. É verdade, Dulce. E tem sido comovente a reacção espontânea das pessoas. Mas não nos iludemos: não bastam lápis e canetas para combater quem nos odeia ao ponto de querer suprimir todas as parcelas de liberdade de que é feito este continente onde temos o privilégio de viver.

  2. O lápis azul.

    Como declaração de interesses digo que tenho o bicho da escrita publicada alojado nas meninges, – umas vezes mais adormecido do que outras, – e devo muito à imprensa escrita que nunca pagarei enquanto andar a (per)correr este mundo.

    O “lápis azul” existe em todas as obras publicadas, assumida e não assumidamente, a coberto das “linhas editoriais”.

    No caso do “hebdo” os terroristas já fizeram 17 vítimas mortais em França acobardados numa pseudo religião que nada tem a ver o islamismo, ou outra qualquer religião.

    Esta é a verdadeira questão, deve a liberdade de expressão ceder à barbárie dos ataques terroristas?

    De forma nenhuma, em tempo e lugar nenhuns.

    Todavia, a liberdade de expressão deve ser exercida em condições que não ponha em risco a vida de tantos inocentes. Nem todos somos jornalistas ou comentadores, e a prosa, ou o verso, ou a imagem, ou o boneco, ou a mensagem não deve servir de pretexto para matar o destinatário.

    Acima de tudo preservar a vida deve ser objectivo de todos os povos, ocidentais e não ocidentais.

    Um terrorista morre compensado com 71 virgens celestiais. Um cidadão inocente morto selvaticamente é uma perda insubstituível e não voltará a desfrutar da liberdade de expressão.

    Enquanto não estiverem criadas as condições de segurança para que a liberdade de expressão esta deve ser observada calculando todos os riscos, e sem heróis, mortos ou vivos.

    O terrorismo não tem religião.

    Gil Texeira

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *