Uns quantos álbuns de 2014 (3)


escafandro,

  

The Future’s Void, de EMA.

 

Ao segundo álbum, EMA (a americana Erika M. Anderson) continua mergulhada nas questões da identidade num mundo cada vez mais cibernético e impessoal, onde toda a gente cria alias virtuais para esconder a insatisfação da vida real, e onde a privacidade é um conceito cada vez mais difícil de apreender – e de defender. The Future’s Void (o título é claro sobre o nível de optimismo de Anderson) inicia-se com um tema que, não se aprofundando a letra, até soa upbeat (e a anos noventa), antes de mergulhar em sonoridades mais densas. A preocupação com a tecnologia, porém, é vista quase sempre a partir de um prisma emocional muito pessoal. Aqui e ali, é como se Anderson não estivesse apenas a cantar sobre assuntos que deviam preocupar toda a gente mas a tentar esconjurar o receio de constituir apenas mais uma peça na engrenagem: makin a living off of takin selfies; is that the way that you want it to be?

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