
Tenho vindo a falar várias vezes da guerra das civilizações que me parece cada vez mais evidente a cada dia que passa. O que, no entanto, verdadeiramente me escandaliza é o declínio do Ocidente nesta nova guerra que se avizinha. Um dos factores mais preocupantes é a fraqueza com que o Ocidente defende os seus valores, entre os quais a liberdade de expressão e de imprensa. Um dos primeiros sintomas da força do Ressurgimento Islâmico foi a forma como o Ocidente reagiu ao livro de Salman Rushdie, The satanic verses, que indignou Khomeiny, lançando uma fatwa contra o seu autor. Na altura vários países ocidentais optaram por não publicar o livro, por receio de represálias, quebrando assim uma tradição da liberdade de imprensa.
Agora, no entanto, o ataque foi ainda mais sério, com a Sony Pictures a abandonar a distribuição do filme The Interview, que satirizava o líder da Coreia do Norte, filme que já levou os chineses a acusar Hollywood de “arrogância cultural absurda”. Não me espanta que os chineses acusem um filme de Hollywood desses epítetos, já que tenho a certeza que os alemães à época terão dito muito pior do filme de Charles Chaplin, The Great Dictator, que ridicularizava brutalmente Hitler.
A questão é que em 1938 quando toda a gente olhava para o lado perante a perseguição dos judeus na Alemanha, Charles Chaplin teve a ousadia de rodar um filme contra Hitler. Mais tarde, em 1940, Hollywood não hesitou em distribuí-lo, ainda os Estados Unidos não tinham entrado na guerra. Hoje pelos vistos a Sony Pictures termina a distribuição de um filme por o mesmo desagradar ao líder da Coreia do Norte e ter receio de represálias de hackers. Se alguém tinha dúvidas sobre o declínio do Ocidente, aqui está a prova irrefutável.

E os valores? Descobriu-se o que Junker fez mas a Europa admite-o na mesma como chefe pelo menos simbólico. E Durão Barroso? Não disse que viu (ele viu, não foi por ouvir dizer) as provas de que no Iraque havia armas de destruição massiva? Ora veio a saber-se que as provas nunca existiram. Uma aldrabice que ajudou a provocar uma guerra de consequências terríveis. Morreram rapidamente mais soldados americanos (inocentes) do que inocentes nas torres de Nova Iorque. Soube-se que Durão Barroso era um simples aldrabão que mentiu como Bush lhe pediu. Que fez a Europa com tal homem? Designou como seu representante máximo. Durão Barroso não teve não teve para com Bush a ousadia de Chaplin para com Hitler.
Tudo isto não representa um declínio do Ocidente e o abandono de valores importantes?
Caro Professor, ouvi hoje na comunicação social que não foi a Sony a tomar a iniciativa, mas sim as salas de cinema. Cumps. A Vaz Tomé
A maior parte dos jornalistas, universidades, boa parte dos partidos , ou seja os que se consideram desenhadores do Universo querem destruir a Civilização Ocidental.
Logo não pode esperar outro resultado. Desde que o Romantismo, com os seus ramos do Comunismo, Nazismo, Fascismo se arrogou de apropriar de tudo.
Cuba è outro exemplo mas o autor nem se apercebe…
http://www.washingtonpost.com/opinions/p resident-obamas-betrayal-of-the-cuban-pe ople/2014/12/19/6b59b708-87a4-11e4-a702-f a31ff4ae98e_story.html
” “Betrayal” was the term used by several others, who asked why Mr. Obama had chosen to lift economic restrictions and dispatch an ambassador without requiring the “significant steps toward democracy” he once said must precede liberalization.”
Na realidade o ocidente entrou culturalmente em declínio. E este facto não determina choque de civilizações, mas a ausência da civilidade que foi precursora desta grandeza civilizacional que até foi apontada como referência mundial.
Os valores que lhe eram subjacentes têm vindo a ser destruídos pela cultura mecanizada que tem sido produzida essencialmente nos estúdios norte americanos. E isto é tão verdade que a América de Hoje esvai-se no seu próprio veneno. Os danos colaterais são vistos na Europa mas também assiste-se a um inverter de tendências na américa latina.
As elites indianas e africanas ressentem-se deste mesmo fenómeno, e o futuro não nos indica um retrocesso mas, isto sim, o revivalismo daquilo que era a essência cultural ocidental e que fez seu berço na Europa.
Na realidade a Europa foi raptada.
Deixe-me partilhar consigo, Luís, um pequeno texto de um blog que retrata certamente as angústias que se pretendem transmitir: 014/01/o-rapto-da-europa.html
http://oleitorsemqualidades.blogspot.pt/2
O problema não está na força dos outros, mas nas nossas fraquezas.
A destruição do Ocidente é obra do Vento e outros Românticos extremistas à procura do Homem Novo e da Sociedade Perfeita.
Para destruir a sociedade impura “mecanizada” – basicamente eufemismo para dinheiro temos que destruir todas as estruturas de poder para melhor tomar conta delas.
Tornar as pessoas dependentes, dividí-las por grupos vítima de modo a ser mais fácil de explorar eleitoralmente, torná-las iguais na sua dependência. Dependencia social, cultural, económica do Estado e da Política, sinónimos onde tudo tem de girar à volta. Pois só com o Estado todo poderoso a sociedade perfeita pode nascer.
Obrigado pelo reconhecimento, amigo lucky. Mas estou consciente que ainda há muito trabalho pela frente para concluir a destruição deste ocidente. Fique tranquilo, meu caro, porque a marca de Caim já está sobre todos nós. Significa isto que esta geração concluir-se-á com o dilúvio, tal como aconteceu no tempo de Noé. É esta mesma lança (que é o significado de Caim) que determinará tal ocorrência.
E aqui sim, surgirá o Homem Novo.
Mas para que isto aconteça, melhor, depois disto acontecer dar-se-á conta que afinal a lógica do Novo Nascimento não assenta no conceito do puro e do impuro (política muito bem implementada internamente por este governo e por um ocidente em busca da dispersão dos seu valores – ditos puros – pelos quatro cantos do mundo, fertilizando o solo com o sangue dos aborígenes) e nem tampouco pela tradição.
É exactamente o Homem Novo, renascido das dores e do Espírito, talhado pelo fogo que destrói o joio e fertiliza o campo para a Nova Colheita, que incensará o mundo e torná-lo-á mais aprazível. São os Novos Céus e a Nova Terra que se vislumbram no Horizonte, mas somente com o olhar do Espírito.
Estado é símbolo de comunidade, é local onde se constrói um interesse comum. É campo onde qualquer semente deve poder germinar. É tesouro que guarda o bem de todos e de cada um. É fonte de onde emanam rios que fertilizam a existência, os mais diversos leitos da existência.
Como tal, já não pode ser covil de ladrões e pasto para abutres. Não pode ser símbolo de poder em nome de uma qualquer ideologia, nem tampouco local onde se criam as mais diversas discriminações em nome de um deus mercado. Em resumo, meu caro, tem de deixar de ser a puta da babilónia em que se transformou ao longo dos tempos nos mais diversos pontos cardeais e começar a pensar que um povo também é constituído por filhos de boa gente.
É este poder, o da Universalidade, que necessita ser construído.