Valeu a pena António Costa, no rescaldo imediato das eleições europeias, ter desafiado António José Seguro, o secretário-geral legitimado pelo voto dos militantes. Valeu a pena fracturar o Partido Socialista. Valeu a pena ter ocorrido uma longa campanha interna. Valeu a pena militantes e independentes escolherem o “candidato a primeiro-ministro” às legislativas de 2015. Valeu a pena organizar um escrutínio directo para eleger o novo secretário-geral. Valeu a pena convocar um congresso electivo extraordinário para designar a nova estrutura directiva dos socialistas.
E valeu a pena porquê?
Porque, segundo a sondagem de Dezembro do Expresso, o PS agora com Costa ao leme consegue 37,5% das intenções de voto dos portugueses. Ou seja, apenas um pouco menos do que os 38% registados na sondagem de Maio, quando o secretário-geral era Seguro.
Uma “quase-progressão” verdadeiramente extraordinária: sete meses tão intensos e fracturantes para desembocar nisto.

Espera-se que Costa (nos) valha a pena. Tem quase um ano para mostrar o que (não) vale.
Aguardemos pela sondagem de Janeiro. Aposto desde já que a maior subida vai ser a do partido de Marinho Pinto (ainda não fixei o nome desse partido – será PRD?)
E nem deu resultado empurarr com a barriga as taxas e taxinhas para 2016?!
É seguro que não.
E quando é que o Costa seguirá a opinião do Costa que afirmava que era incompatível ser-se secretário-geral do PS e presidente da câmara de Lisboa?
É ver e ouvir aqui:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=27&did=94679
Terei de rever o meu conceito de “dedicação exclusiva”.
Está a referir-se ao aumento das taxas e taxinhas do ministro Pires de Lima na ANA?
Está engabnado, o aumento está concretizado e foi de 7%.
As do Costa sempre estiveram contempladas para 2016.
Do site da Assembleia Municipal de Lisboa:
«A Taxa Municipal Turística de Lisboa, que prevê a cobrança de um euro pelas chegadas ao aeroporto e ao porto da capital e sobre as dormidas, foi aprovada pela Câmara, com os votos contra da oposição.
A proposta foi debatida em reunião de Câmara (de maioria socialista), após ter sido adiada na quarta-feira, e foi aprovada com os votos contra do PSD, PCP e CDS-PP e os votos favoráveis do PS e movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).
A partir de Abril do próximo ano, todas as pessoas que visitarem Lisboa por via área, e não residirem no país, vão estar sujeitas à taxa de um euro. Inicialmente, a Câmara disse que apenas se exceptuavam os residentes da capital.
A entrada em vigor da cobrança no porto de Lisboa também foi alterada, passando para 1 de Janeiro de 2016.
Na quarta-feira, o vice-presidente do município, Fernando Medina, afirmou que a Câmara dá assim “resposta ao fundamental das objecções levantadas” durante o período de consulta pública, entre 20 de Novembro e 3 de Dezembro, tentando não abranger “pessoas que não estão na condição de turista”.»
Depois claro:
Tem razão quanto à minha imprecisão, a proposta inicial era para Abril de 2015.
Mas o procedimento de aprovação das taxas municipais inclui a longa discussão na Praça Pública, a partir das fugas de informação, depois na AM e só depois são aprovadas.
Tanto assim é que a tzxa vai ter contornos diferentes, com abrangência mais limitada e com início de aplicação mais tardio.
As da ANA não tiveram discussão pública e aumentaram 7%, portanto , o ministro podia ter sido mais comedido no espectáculo da AR.
Bem vislumbrado, caro.
Nem o pré-Natal o deixa desatento.
Colecciono sondagens, meu caro. Servem como as antigas fotografias da Kodak: para mais tarde recordar.
Dos media, 17-02-2012: Mário Soares disse que António José Seguro “tem conduzido bem o partido, com muita competência e, sobretudo, com muita prudência”.
Há Mar(io) e Mar(io), há ir e voltar.
O mais interessante é ver como os comentadores dão a volta à questão, afinal o PS não está melhor que Seguro foi às urnas… mas o que se dá a entender é que Sócrates não afeta a ascensão do partido.
Acontece a quem olha só para a árvore em vez de ver a floresta, Carlos.
Tanta e tão boa gente a dar bordoada no Seguro e a defender o Costa durante meses para desembocar nisto…
Valeu a pena. O PS tem em Dezembro apenas menos 0,5% das intenções de voto que tinha em Maio, antes de tudo começar.
Então e o efeito Sócrates não conta?
Ainda falta muito tempo para as eleições e, para já, parece que o PS parte à frente.
O resto são desejos mais ou menos inconfessados…
O PS parte à frente. Mas 0,5% atrás da intenção de voto que lhe era atribuída há sete meses.