Em defesa de Pires de Lima


Rui Rocha,

Face à onda de comentários sobre a prestação de Pires de Lima na Assembleia da República, gostaria de manifestar a minha indignação. Em português correcto são admissíveis as formas “bêbedo” e “bêbado”. Já “bebedo”, como tenho visto em variadíssimos escritos e comentários, está errado. Posso por isso garantir, eu caia aqui já, que Pires de Lima “bebedo” não estava. Nem é.

4 comentários em “Em defesa de Pires de Lima”

  1. Ora aqui esta um tema que necessita ser muito bem reflectido. O ministro não estava bêbedo nem bebedo. Mais, nem tampouco estavam elementos da BT para que se lhe fizesse o teste de alcoolemia, ou alcoolémia (correcta é a primeira).
    E mesmo que estivessem não havia motivo para qualquer intervenção. Porquê? Porque o ministro processou todas as velocidades por forma a não exceder o limite legal que a lei determina. Foi tudo em slow motion.
    Mais ainda, as fotos reveladas pelos radares não indiciam qualquer anormal inclinação da carroceria. Pelo que também se pode depreender que quer os pneus quer os amortecedores estavam em perfeito estado de conservação.

    Todavia, em determinado momento, notou-se um arrastar nas mudanças uma vez que a viatura possui caixa manual e não automática.
    Acabei de enviar uma nota à Assembleia da República solicitando que de imediato se subsidie o ministro no sentido de lhe serem atribuídas verbas que permitam olear a caixa. Recomendei óleo nacional: um tinto do Alentejo e verde Alvarinho.

    1. Aquela do “limite legal que a lei determina” entenda-se a lei da Assembleia que lá vai dando hipótese a que se usem termos como “essa cabecinha”. Aliás, tanta indignação com esta palavra para nada. Se dissessem cabeçorra é que me preocupava.

  2. Lá que foi um tiro em cheio foi e mexeu mesmo com a plateia aflita com o alguidar das pastilhas. Talvez não fique muito bem a um ministro, mas naquela casa onde se pratica pouco mais de que peido e coice até não destoa. Mas diga-se que Pires de Lima até foi bastante fino.

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