“Com certeza não ocorreu a Costa que os portugueses queriam remover Seguro da sua vida, mas também estavam fartos das personagens secundárias, que desde 1976 ajudam à missa.” – Vasco Pulido Valente, Público
Penso não estar longe da verdade se disser que a ideia aplica-se a todos os partidos do “centrão”, mas alarga-se também aos que, não querendo comprometer-se com nada nem com ninguém, sempre se colocam na periferia.

Porque será que um historiador e cronista deverá ser acólito na missa? Além do mais, permanecer na periferia não poderá ser um acto de decência?
Cada povo tem a sua sina. A nossa é penar às mãos das “elites”. É assim há centenas de anos, e quem quis lutar contra esse “destino nefasto” acabou mal. Foi assim com o “Príncipe Perfeito”, envenenado aos 40 anos, e foi assim com Sá Carneiro, morto num acidente de avião muito mal explicado.
Ninguém consegue acabar com esse monstro sem rosto, que manipula impunemente para proveito próprio e dos seus, a nossa vida comum há centenas de anos.
Olhando à nossa volta, só nos resta cumprir o nosso pobre destino, ou então sair daqui para fora, o que de resto têm feito desde sempre os melhores.
Em boa parte poderia ser disso que falava também hoje o Sr. Presidente da República. Esperemos que depois de tantos e tão profundos diagnósticos possa finalmente o País ter uma verdadeira reforma do sistema político.