Teresa Leal Coelho, aquela senhora deputada que queria punir os juízes do Tribunal Constitucional e inverter o ónus da prova nos casos de “enriquecimento ilícito”, insurgiu-se hoje na TSF contra o facto da denúncia da situação verificada com os pagamentos da AR e da Tecnoforma ao primeiro-ministro ser anónima. E perguntava por que razão a queixa seria anónima.
Eu que sou contra todo e qualquer tipo de anonimato, incluindo em matéria de queixas e denúncias, gostaria apenas de recordar à criatura que são múltiplos os portais em que serviços públicos, com o aval da maioria e do seu governo, disponibilizam formulários para apresentação de queixas anónimas. E registo que na perspectiva da senhora deputada possa haver umas queixas mais anónimas do que outras consoante a qualidade do visado e a natureza das provas. Mas o que me deixou ciente sobre a sua postura ética e moral foi saber que a sua preocupação não era com o esclarecimento da verdade nem com as amnésias do primeiro-ministro sobre os avultados montantes que recebeu, mas sim com o facto da queixa ser anónima e não poder perseguir o malandro que destapou mais um rabo-de-palha do bando. Elucidativo.

Essa rapariga é doutorada em Direito. Mas doutorou-se na Universidade Lusófona onde foi colega do Doutor Relvas.
Tambem talvez Sra Coelho pudesses explicar porque a 1ª diligencia que os serviços publicos fazem nas denuncias é contactar o visado e informar quem fez a denuncia. Calculo que não tem como intenção desincentivar a próxima denuncia..
Um grande mistério, esta senhora. Condenada por duas vezes em Tribunal por favorecimento de amigos, e por isso corrida do CCB, fez parte da direção de Vale e Azevedo que ia acabando de vez com o Benfica – confesso que não sendo benfiquista a coisa até me ia divertindo, mas chegou a um ponto em que eu próprio já temia o pior.
Mas aparece de repente como moralista, uma espécie de paladina da retidão e da integridade – esta gente não tem memória? Ou julgam poder passar os outros por parvos?
Ao contrário de ti Sérgio, não sou contra queixas anónimas. Este caso demonstra perfeitamente porque razão são importantes.
Na sua última frase é que está o busílis. A estes arregimentados não interessa a verdade, mas simplesmente defender os seus chefes. Porque assim também defendem “o deles”…