A ler


Sérgio de Almeida Correia,

“As reformas ortográficas, acreditem, empobrecem a língua. Não democratizam, só obscurecem o sentido. Uma coisa boba como cassar o “p” de “exce(p)ção” cria ao leitor comum dificuldades para que perceba que ali está a raiz de “excepcional”; quantos são os brasileiros que relacionam “caráter” a “característica” – por que deveriam os portugueses abrir mão do seu “carácter”? O que um usuário da nossa língua perderia se, em vez de “ciência”, escrevesse “sciência”, o que lhe permitiria reconhecer na palavra “consciência” aquela mesma raiz?” – Reinaldo Azevedo, na Veja, graças a uma partilha de Teolinda Gersão.

3 comentários em “A ler”

  1. E todavia esse tumor vai avançando, arrogante e fomentado por gente aparentemente culta e dotada de instrução. Não há, de facto, pior cego do que o que não quer ver.

    Costa

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