E temos enfim as meias-finais, das mais interessantes de sempre mas também a prometer jogos bastante insípidos.
Brasil – Alemanha
Neste jogo temos uma equipa que baseia o seu jogo na técnica e forte colectivamente a enfrentar uma outra que aposta na força e intensidade, dependendo fortemente das bolas paradas para marcar golos. Deixo-vos adivinhar qual é qual. Seja como for, espero bem poder ver um Brasil onde Willian e Bernard entram para substituir Neymar e Fred, com Óscar no meio e Hulk a avançar para o lugar de ponta de lança. Sem o seu principal mágico, espero que Scolari aposte em mágicos menores, mas em maior número. O mais provável, no entanto, é ver Luís Gustavo a entrar para o lugar de Neymar e ver Hulk e Fred na frente. Se optar por esta hipótese, vou passar o tempo a rezar por uma cabazada da Alemanha ao Brasil.
Isto apesar de a Alemanha me deixar incrivelmente frustrado. A teimosia de Löw em jogar com Özil do lado esquerdo faz com que a Alemanha jogue coxa, sem ala esquerda. Mesmo que Lahm se mantenha a defesa direito fica por saber quem joga no ataque, Klose, Götze ou Schürrle. O vosso palpite é tão bom como o meu. Se optar por Klose mais vale que Scolari faça entrar Daniel Alves, uma vez que não vai precisar de um defesa direito que defenda bem.
Em condições normais isto daria vitória à Alemanha (é mais equipa), mas Löw pode muito bem borrar a pintura e nunca se sabe o que pode surgir numa bola parada do Brasil. Além disso, se o árbitro continuar a protecção ao jogo faltoso brasileiro, dificilmente a Alemanha criará alguma coisa.
Holanda – Argentina
Estive tentado a escrever acima “Robben – Messi”. Duas equipas apenas razoáveis chegam às meias finais às costas dos seus melhores jogadores. Tudo vai depender do grau de sucesso na neutralização do principal jogador adversário. Aqui penso que a Argentina levará a melhor. Está a crescer, tem um jogador genericamente melhor e tem um elenco secundário mais eficaz, especialmente a defender. Muito irá depender da capacidade de Mascherano em fechar as linhas de passe para Robben. Atendendo ao torneio medíocre de Sneijder, isso bastaria para anular os holandeses.
Já a Holanda, sem de Jong no meio campo, terá dificuldade em ocupar o espaço de Messi. Possivelmente colocará lá Blind (talvez com Martins Indi ou Kuit no lado esquerdo da defesa) mas é duvidoso que baste. Se Higuaín repetir a exibição de contra a Bélgica, a defesa holandesa poderá atingir os seus limites.
