Delitos Poéticos (18)


cosenosapo,

 

Rapto de Proserpina, Bernini (1621–1622)

 

O que eu desejei às vezes 

Diante do teu olhar,

Diante da tua boca!

Quase que choro de pena 
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje-que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe.

De tudo quanto nós fomos, 
Apenas sei que sou triste.

 

António Botto

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