Esse é o verdadeiro problema


Sérgio de Almeida Correia,

“(…) Sem qualquer ponto de contacto entre as realidades apresentadas pelo Governo e pela oposição, tivemos um debate sobre nações distintas, que de comum tinham apenas o nome: Portugal.
Ao comparar o teatro a um parlamento, Piscator argumentava que o teatro deve induzir o público a envolver-se politicamente. Terá o debate de ontem aproximado os cidadãos da política? Parece improvável, sobretudo quando nenhuma das intervenções nas mais de quatro horas de debate abordou a crescente descrença dos portugueses em relação aos seus representantes políticos: menos de 10% confiam nos partidos e 85% estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia nacional, o mais alto nível de insatisfação da UE. E esse é também o estado da nação.”- Carlos Jalali, Público

 

Perante este facto incontornável, que vai diariamente afundando o regime e a democracia, os actores entretêm-se com jogos florais. Quem sabe se não será altura dos responsáveis por este estado de coisas se inscreverem nesta prestimosa associação? Talvez esta pudesse ajudar os Coelhos, os Seguros e os Portas a ver melhor.  

13 comentários em “Esse é o verdadeiro problema”

  1. Os politicos indigenas são o “espelho” dos portugueses: mal preparados, chico-espertos, manhosos, e de uma maneira geral vêm a árvore (e acham que já viram muito) mas são incapazes de ver a floresta; é o que há.
    E os portugueses nunca aprendem: em 1994/95, os media, com a SIC à cabeça, “venderam” aos portugueses, que aceitaram de braços abertos, António Guterres, que depois de seis anos de governo deixou o país “de tanga”; em 2004/05, os media tornaram a vender aos portugueses outro “génio”, desta vez um animal feroz, que seis anos depois deixou o país na bancarrota; em 2014/15, estamos a assistir ao 2º remake do mesmo filme: os media estão a vender aos portugueses outro “gaijo porreiro” na linha dos outros dois. Apenas com uma diferença: se o deixarem, este novo D. Sebastião não vai precisar de seis anos para voltar a pôr isto de pantanas: dois anos chegam e sobram!
    Perante isto, quem é que pode culpar apenas os politicos pelo descrétito em que a politica caíu junto dos portugueses?
    Nota: Como já escrevi aqui várias vezes, esperei 23 anos da minha vida pela Democracia. Tenho por isso uma certa dificuldade em aceitar os tratos de polé com que a politica e os politicos são tratados. Afinal de quatro em quatro anos, e às vezes nem tanto, temos a possibilidade de mudar quem nos governa. Porque se caímos no lugar comum agora muito em voga de dizer que “eles são todos iguais”, então se calhar temos de começar a questionar-nos se os 48 anos da “outra senhora” não faziam sentido.

    1. Esqueceu-se de um tipo que esteve dez anos no poder e que em grande parte também foi vendido pelos media (e cujas técnicas de publicidade, sendo o “não-político” se aproximaram de Salazar), estou a falar de Aníbal Cavaco Silva. Ele foi o único político português que esteve dez anos seguidos no poder, sendo assim o único que teve capacidade para influenciar políticas concretas em áreas como a educação (que, de acordo com os especialistas, precisa de dez anos de políticas contínuas para atingir um objetivo).
      Os políticos atuais são o espelho da sociedade cavaquista, uma sociedade inculta, mal formada e incompetente, o tipo de sociedade que elege e reelege maus políticos, exatamente aquilo de que Cavaco precisava.

      1. O Anibal Cavaco Silva que refere é o que “destruíu a industria, a agricultura e as pescas” cá do burgo? Valha-nos que não tenha tido como suprema paixão a educação…
        Por outro lado sabemos que os incultos, os mal formados e os incompetentes tenham dado duas maiorias absolutas e tornado a eleger o tal Cavaco duas vezes presidente da Républica, e os bem formados, os cultos e os competentes (liderados pela Lesboa benpensante, já se vê) tenham escolhido para 1º ministro deste país António Guterres e José Sócrates.
        Não é espantoso?

    2. Que Post tão mal engendrado e tendencioso meu Deus!
      Não vi em lado algum referência ao acto de (Des)Governar que foi a gestão de Cavaco Silva, o maior “benfeitor”, com atribuições infindaveis de subsidios e fundos europeus para aquisição de montes, casas com piscinas e jeeps para “os amigos”…
      Não vi referência sobre a cobardia de um cherne mal formado,eleito pelos Portugueses, que se pôs na alheta, quando lhe cheirou a refugado noutro tacho melhor…
      Não vi referência alguma aos politicos envolvidos no caso BPN, esses sim, comedores e grandes responsaveis pelo estado de coisas a que chegou o País, onde todos da mesma cor se abotoaram quais abutres famintos, roubando os Portugueses descaradamente.Curiosamente são todos do mesmo partido e continuam a monte.
      Um deles, é Chefe de Estado, mas esse foram-lhe apenas vendidas as acções abaixo do preço porque é um “gajo” lindo…
      E depois vêm estes inuteis que lá estão agora, pagar aos “pretos” para comprarem o BPN.
      Em suma, só o vi fazer referência aos casos “Rosa”, esquecendo-se dos outros, que nos estão a saquear sem pudor, cortando a torto e a direito aos desgraçados que trabalham, mas não fazem um único corte no que vai para o bolso deles.
      É engraçado que ainda nenhum jornalista se deu ao trabalho de verificar sériamente o quanto estes “Senhores” recebem na realidade, quantos subsidios lhes são atribuidos,qual o verdadeiro vencimento destes grandes filhos de quem quis…

      1. O sr Gabriel está a fazer confusão: quem manda cortar nos rendimentos dos “que trabalham e saquear-nos sem pudor” é o Tribunal Constitucional a pedido do Partido Socialista; o governo só quer cortar um bocadinho (eu cortaria muito mais) nos salários e reformas dos funcionários publicos. Mas como o TC não quer desgostos no Largo do Rato para além dos que já lá existem, faz-lhes as vontadinhas todas. Resultado: aumento geral de impostos!
        Ainda não tinha percebido como é que isto funciona?

        1. Eu como apartidário, continuo com a ideia que o texto é muitissimo tendencioso…
          Claro que os nossos governantes actuais, são uns “santos”.
          Aliás, nem mentirosos são…
          Passos Coelho então é de um nivel tão rasteiro, que até mete impressão.Nunca vi tamanho mentiroso.
          E o Portas então…
          Volta Toino deSanta Comba que tás perdoado…

  2. Os portugueses passarão a ficar contentes e alegres com os políticos, quando o PS começar a prometer mais autoestradas, aeroportos, pontes, aumentos de vencimentos e pensões…mais 10 estádio de futebol e o sempre em pé TGV!

    Voltarão a baixar a crista, quando vier uma nova katroica!

  3. O mal é a Constituição. Esta Constituição.
    O mal não é o Governo. Nem o partido “da oposição(?)”.
    Nem o Tribunal Constitucional.
    A vítima é, claramente, o cidadão comum…
    O mal é a Constituição que estes partidos geraram e (ainda) defendem.

    Uma Constituição deveria proteger o cidadão dos excessos do Poder.
    Esta é uma Constituição que protege o Poder.

    Uma Constituição que protege os deputados(?) da censura eleitoral do cidadão.

  4. 85% estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia nacional</i>

    E fazem algo para o melhorar? Não. Metade desses 85% continua a votar nos partidos com os quais afirma estar insatisfeita. A outra metade recusa-se a votar, apesar de haver uma plétora de partidos alternativos nos quais poderia votar.

    Em suma: estão todos a espera de um D. Sebastião ou de um Salazar.

    1. Onde é que está essa plétora que não a enxergo? Será o BE e as suas “causas fraturantes”? O PCP e o seu amargo de boca contra tudo qto é privado, como se os privados tivessem lepra e não estivessem também a pagar impostos? O Marinho Pinto, que diz hoje uma coisa e manhã outra (haja em vista a opinião sb a abstenção, que há 8 meses, nas autárquicas, era a arma que o povo tinha para varrer com os políticos corruptos, da esquerda à direita, e que agora era a mais vil atitude pq ninguém se deve abster de um acto cívico? Onde é que está a tal pleiade de gente capaz?

      1. Nas últimas eleições (europeias) houve, salvo erro, 16 listas em que votar. Assumindo que as pessoas estão insatisfeitas com aqueles que têm elegido (PCP, BE, PS, CDS-PSD), restavam mais 12 possibilidades. Não lhe chega? 12 não é uma plétora?

        E mesmo que você não goste do Marinho Pinto, ainda restam mais 11 possibilidades. Não é uma ampla escolha? Porque se recusam as pessoas a experimentar, uma vez que seja, uma dessas 11?

  5. É bom lembrar que quer a Monarquia quer a 1º Republica caíram muito pelo desastre das contas publicas.

  6. pois é…….o tuga está-se borrifando para a politica!pudera não me lembro de qual foi a escola,publica ou privada,do pós 25ABR, que preparou seus alunos para esta tematica.de resto apraz-me comentar que, curiosamente, este governo da treta, é o menos “culpado” no miserável atoleiro economico-financeiro em que navegamos,e que mais luta para que o país cumpra os acordos com a troika.e da mesma maneira que anda muito boa gente preocupada com eleições antecipadas, para recolocar,pasme-se,os mesmissimos que contribuiram para o resgate financeiro,urge questionar o país,e o parlamento em especial,qual parte da frase “não há dinheiro”,não perceberam,como alguém o disse na AR!

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