Marcelo Rebelo de Sousa é uma personalidade sem paralelo na política portuguesa. A única neste momento capaz de alargar as margens do centro-direita, dispensando intermediários para comunicar com outras áreas políticas sem nunca perder de vista o ponto de partida.
Os teóricos da actual maioria que sonham com Durão Barroso, Rui Rio e até Assunção Esteves (pasme-se!) como possíveis candidatos presidenciais em 2016 por recearem o carácter sempre imprevisível e irreverente do mais conhecido professor de Direito do País estão a ver o filme todo ao contrário.
Qualquer projecto presidencial que exclua Marcelo é um troféu antecipado de vitória para a esquerda na próxima corrida a Belém.
Pode Paulo Rangel ter ficado de “sorriso amarelo” ao ouvir Marcelo dizer num jantar de apoio à Aliança Popular que “tenciona” (atenção ao verbo) votar nesta coligação pela consideração que lhe merece Jean-Claude Juncker, candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia, omitindo os nomes dos portugueses.
Pode Nuno Melo ter ficado “branco e inerte” ao tê-lo ouvido elogiar Freitas do Amaral, como relata a Ana Catarina Santos neste saborosíssimo texto publicado no seu blogue.
Podem as sumidades dos aparelhos inventar as alternativas que quiserem na desesperada recusa de enxergarem o óbvio. É inútil: PSD e CDS estão reféns de Marcelo.
E quem não perceber isto não percebe nada.


Guterres não foi um bom PM. Mas é uma pessoa bem formada, não se licenciou a um Domingo, fala bem línguas, tem experiência internacional e não me parece um menino traquinas nem um prega-partidas. Eu fiquei refém da janelinha que há dias abriu.
Quanto a Marcelo, é bom para monologar com Judite, José Alberto Carvalho, Júlio Magalhães, etc. De longe a melhor, que punha alguma ordem no programa e não o deixava espraiar-se tanto, foi, na minha opinião, Maria Flor Pedroso.
Coitados do PSD e do CDS que ficaram reféns dele e têm alternativas inconseguidas, tipo Barroso, Rio ou Assunção.
Deve ter sido isso mesmo que Paulo Rangel e Nuno Melo pensaram naquele jantar de campanha: que “menino traquinas”, que “prega-partidas”…
Coitado do Nuno Melo, primeiro o Menezes e depois o Marcelo, ainda por cima a elogiar o Freitas. E Paulo Rangel também foi do CDS, embora de tal se tenha voluntariamente esquecido…
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/538 477.html
E o pior é que beberam ambos pelo mesmo gargalo.
Costuma dizer-se que quem não tem cão, caça com gato. Marcelo Rebelo de Sousa é o gato da maioria. E é o único, os outros nem isso são.
Vi ontem à noite na RTPi uma “estimulante” entrevista com José António Saraiva, director d’O Sol, que explicou bem porque é que Durão Barroso não se mete nesta guerra, e porque é que MRSousa vai perder.
Não sei ler nos astros, mas penso que Guterres se vai candidatar, porque é o único candidato que a esquerda tem para ganhar e à 1ª volta.
MRSousa é muito bom a falar, mas é quando está sózinho e não tem contraditório. Como muito bem lembrou Saraiva ontem à noite, até o Sampaio o meteu no bolso num debate quando ambos eram candidatos à Camara de Lisboa em 89.
Com Guterres, o “picareta falante” e seu grande “ódiozinho de estimação”, leva aí 10 a zero.
Saraiva, para desvalorizar Marcelo em 2014, vem lembrar o Marcelo de 1989. Ano da queda do Muro de Berlim. Ainda não havia SIC nem TVI. Ainda tínhamos fronteira em Badajoz. E a auto-estrada para o Algarve era um sonho sempre adiado.
Um quarto de século depois, eu esperava que o ilustre arquitecto emitisse um argumento um pouco mais actualizado. Que já tivesse chegado a 2000 ou a 2001, por exemplo.
O Pedro é mauzinho…
Se, como parece estar a desenhar-se, o candidato da esquerda for Guterres, só Marcelo poderá dar luta.
Está escrito nos astros, Rui.
Eu, com todo o meritíssimo respeito que merece, já estou cansado deste Senhor! Repare que Senhor está com S e não s!!!
É deveras! Estou um pouco exausto da sua tamanha intervenção “comentária” na sociedade! Pois pergunto: Existe alguém que é conhecedor de tudo e de todos os temas que existem no mundo moderno? Acho muita conversa… muito logro!
É a minha modesta opinião! Com todo o meritíssimo respeito que merece, claro!
Não menosprezemos a capacidade regeneradora dos políticos, caro João. De qualquer político. Como escreveu o grande Eça, «nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as acções – mesmo as boas.»
Paulo Rangel, homem de cultura e inteligência acima da média, mas que na política não brilha. Ele adora a política, mas não sabe fazer política, é que para a política ou se tem dom, ou não se tem e ele não tem, por mais que tente não dá. Nuno Melo é daqueles que não cativa nada nem ninguém, a sua soberba e arrogância é tal que consegue afastar mesmo os mais crentes. Resta-lhe os militantes do CDS.
E não esqueçamos o doutor Juncker, antecipadamente ungido com o voto de Marcelo.