Vale a pena reflectir sobre o valor noticioso do silêncio: na maior parte dos casos, o preço aumenta na razão inversa das declarações que justificam sonoros títulos propagados pelos tambores mediáticos. Incluindo aqueles que não hesitam em fazer do mau gosto uma permanente senha de identidade.
Monica Lewinsky rompe agora um silêncio de uma década em sóbrias confissões à Vanity Fair. Talvez a mais relevante seja a de que chegou a ser aliciada com dez milhões de dólares para ampliar de viva voz o escândalo que a ligou ao ex-presidente Clinton.
Numa época fértil em propostas irrecusáveis, a recusa em falar ao longo deste tempo tornou cada palavra sua ainda mais cobiçável pela comunicação social de todos os matizes. Mas haverá justo preço para a dignidade que apenas o silêncio voluntário permite preservar?
“Todo necio / confunde valor y precio”, escreveu Antonio Machado. Tinha razão, como sempre acontece com os melhores poetas.
Texto publicado inicialmente aqui


Se a vida dela sucka (e o caso com Clinton data de há bem mais de 10 anos, começou tinha ela 22 e hoje vai nos quase 41), não se percebe bem o que ganha em trazer o caso de volta. Possivelmente, algo de substancial (se calhar, mais do que os 10M$ do passado) porque a vida dela agora ainda irá suckar mais, suponho eu. A não ser que lhe agradem propostas de venda de charutos num bar de strip.
Parece que foi ontem e já passaram quase vinte anos. O mais longo estágio na política norte-americana.
A miúda, simplesmente, não sabe fechar a boca…
Essa frase daria manchete do ‘New York Post’. Ou da versão portuguesa desse periódico.
Ó Pedro um único facto me faz desconfiar desta senhora: o vestido azul ciosamente guardado no frigorífico. Alguém guardaria, intacta, tal peça, se o objectivo não fosse o de lhe vir a dar um preço para além do seu valor?!
De facto, valor e preço, raramente coincidem…
Diz que vai queimar aquilo, Helena. Do congelador para a fogueira. Aferir se passa das palavras aos actos é tarefa para o chamado ‘jornalismo de investigação’.
http://www.youtube.com/watch?v=QqfwwTgHU X0
Mais vale ‘al sole’ que mal acompanhado.
Sempre achei o caso extrapolado pelo Starr à sua enésima potência.
Também sempre achei que ela foi uma vítima, mas uma deslumbrada voluntária, que deixou seduzir pelo estatuto dum homem e depois pela fama itself..
Engraçado que dez anos depois, quando há valores em jogo com o mesmo apelido, o silêncio já pese o que nunca antes pesou.
Faz-me pensar numa variação duma letra antiga…
Shot through the foot
And you’re to blame
you give conscience a bad name
Starr quis protagonismo. Mas não é Ringo quem quer.
Complexo de Eliot Ness… mas não tinha a medalha do St. Jude, o padroeiro dos casos perdidos…. 🙂
BFS Pedro 🙂
Para si também, Dulce.