6 comentários em “As canções do século (1582)”

  1. É sempre bom ouvir Montand. Mas hoje caro Pedro, apetece-me muito mais ouvir o Requiem de Mozart…

  2. O Requiem de Mozart não foi uma obra de pura inspiração , foi uma encomenda que ele aceitou , já muito doente , porque não tinha dinheiro para pagar as dívidas .

    A sua morte interrompeu o trabalho precisamente no fim do “Lacrimosa” , a partir daí é a obra que o seu discípulo Franz-Xaver Sussmaïr completou a partir das notas de Mozart que nós ouvimos .

    Apesar de ser um Requiem é decerto o Requiem mais alegre de todos .

    Alguns maestros fazem um ligeiro intervalo nesse ponto , precisamente a marcar a fronteira e , durante muitos anos , houve mesmo quem só a executasse até ali.

    Não sei se desta pequena história se podem tirar quaisquer conclusões para hoje , caro Alexandre Carvalho da Silveira .

    De qualquer modo sabe o meu amigo Pedro Correia que , não sendo eu dado a determinado tipo de tristezas que não me resolvem um único problema realmente grave na vida , lhe agradeço como sempre que me traga aqui os meus franceses .

    1. Os franceses continuarão a aparecer com regularidade nesta série, que já se aproxima da recta final. Andam muito esquecidos, hoje em dia, mas os blogues também servem para combater o esquecimento e a desmemória.
      Meu caro RMG, anoto com gosto mais esta pequena lição de vida que nos transmitem: “(…) não sendo eu dado a determinado tipo de tristezas que não me resolvem um único problema realmente grave na vida.”

      1. Bondade sua como sempre , meu caro Pedro , não tem emenda !

        Tenho ideia que o seu projecto inicial era ficar pelas 1000 e que depois acabou por estender às 2000 .
        Mas sei bem (e o meu amigo imagina porquê) que achar ser possível estender às 3000 seria pedir demais , já não estaríamos a falar de grandes canções a certa altura .

        Ficou-me por comentar o Joe Dassin há uns dias atrás – filho do realizador Jules Dassin – que morreu de ataque de coração aos 41 anos .

        Considerado piroso e comercialão por muita gente “bem pensante” e que transporta algum elitismo para tudo o que a cerca , só em parte comungo dessa ideia, teve dias e teve discos .

        O disco de que esta canção foi tirada é um dos dois mais emblemáticos da sua carreira (“Le jardin du Luxembourg”) , juntamente com o do ano anterior (“Le costume blanc”) .
        Sendo um de 1975 e o outro de 1976 acabaram por chegar cá numa altura em que a música francesa já tinha sido substituída por outras músicas .

        A canção que lhe dá o nome não é uma obra vulgar e talvez constitua o “legado musical ” mais curioso do cantor :

        http://www.youtube.com/watch?v=fMwY0-OUKhY&feature=kp

        Mas só a quem tenha tido a sorte de atravessar aquele jardim parisiense nos anos 70 , ainda suficientemente “puro” , isto diga alguma coisa .
        Hoje já não há tanta ingenuidade junta !

        Um abraço e mais uma vez obrigado

        PS – Atenção que isto (a versão original) tem 12 minutos .
        A versão que aparece nas recolhas de êxitos é condensada , ronda os 4 minutos e portanto é outra coisa completamente diferente (o que será bom para muita gente , admito).

        1. Agradeço-lhe mais esta achega, meu caro. À medida que a série se for aproximando do fim tenciono solicitar a colaboração de vários leitores para isto terminar da melhor maneira.
          A si também, naturalmente.

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