O último LE POINT aborda de forma bastante extensa o problema da saída de cérebros franceses em busca do sucesso. É um número precioso na explicação de um fenómeno que se terá agravado com a globalização, que a crise tornou mais crucial e que está longe de ser apenas nacional ou consequência exclusiva de medidas governamentais.O retrato robot do francês expatriado, traçado com base no “Inquérito sobre a expatriação dos franceses”, não deixa de ser curioso. Assim:
1. É, sobretudo, homem e jovem (54%), com idades compreendidas entre os 26 e os 40 anos.
2. É muito mais “diplomado” do que o francês comum e o seu nível salarial líquido declarado, quando trabalha, é em 52% dos casos, superior a 30.000 euros.
3. 33% são quadros de empresas, 15% quadros da função pública, 6% chefes de empresa com mais de 10 assalariados, 3% técnicos e 1% artesãos.
4. 49% vive na Europa,13% na América do Norte, 9% no Próximo e Médio Oriente, 8% na Ásia, 7% na África francófona e 6% na África do Norte.
5. Os franceses são a primeira comunidade na Bélgica, a segunda no Luxemburgo, a terceira na Suíça, a quarta em Israel, a sexta no Reino Unido.
Creio que, retirando algumas especificidades, o nosso robot poderá, na essência, não ser muito diverso deste. A grande diferença é que a maioria destes expatriados poderia arranjar trabalho em França. Se saem é porque têm ambições, desejam voar mais alto e mais depressa ou não estão disponíveis para pagar o alto nível de impostos no seu país. Trata-se, portanto, de uma opção pessoal. Não de uma imposição.
“…Partir não é em si uma infâmia, uma renúncia ou um descrédito. Pode-se amar um país e deixa-lo…desde que seja para se retornar melhor.”
O drama é quando nem sequer se volta.

“A grande diferença é que a maioria destes expatriados poderia arranjar trabalho em França.”
Falso. E não faz sentido nenhum escrever uma coisas destas com o que escreveu anterior.
Ó Luis, você treslê!
Luís?
Os altos impostos são uma imposição e se não podem ter sucesso em França, então é outra “imposição” segundo a ideologia estatista que deve existir trabalho para qualquer actividade que queiramos sem ligar para a necessidade dos outros.
Tal como cá, quem quiser arranja trabalho. Não será onde quer, não será a fazer o que quer uma vez que a ideologia socialista pune toda a actividade humana entre as quais o trabalho.
Esta conversa é uma total imbecilidade. É claro que há franceses “expatriados” no estrangeiro, tal como há estrangeiros “expatriados” em França. É naturalíssimo que pessoas trabalhem fora do seu país de origem, consoante as suas disponibilidades e apetências e consoante as disponibilidades do mercado de trabalho. Há franceses a trabalhar no estrangeiro e há estrangeiros a trabalhar em França. Tal como há portugueses a trabalhar no estrangeiro e há estrangeiros a trabalhar em Portugal (que não são nada poucos, pelo menos na minha área).
E porque será que você insiste em ler imbecilidades?!
Cheira-me que há por lá um com 59 anos que qualquer dia vai ter de emigrar.
A mim também. Não sei é se o quererão…