Ela – Tens pensado muito em mim?
Ele – Já pensei mais. Ando a enfastiar-me.
Ela – Que é isso?! Não tens nada de deixar de pensar em mim, ouviste? Isso é influência daquele teu amiguinho que não resiste a um rabo de saias…
Ele – Influência, não: inveja. Ele tem um verdadeiro harém.
Ela – E tu achas o máximo, não achas?
Ele – Qualquer homem acha.
Ela – As namoradas do teu amigo não têm nomes: têm números (de anca, cintura e mamas).
Ele – Isso agrada-me.
Ela – Idiota! Comunista!
Ele – Não admito que me chames comunista!
Ela – Cavaquista! Esclavagista! Ferreiraleitista!
Ele – Pior só se me chamasses benfiquista.
Ela – Tomaras tu que eu te chamasse benfiquista, ó seu lagarto encardido. E não voltes nunca mais a dizer que te sentes enfastiado comigo! Fiquei chocada com a forma como me disseste isso.
Ele – Estava na brincadeira. Achas que eu falaria assim se fosse verdade?
Ela – Estúpido! Não consigo viver sem ti.
Ele – Só viverás sem mim se quiseres.
Ela – Não quero. Nunca.
Ele – Vivò Sporting!!!
Ela – Vivò Sporting?! Eu declaro-me a ti e tu respondes-me uma coisa dessas?!!!
Ele – Isto anda tudo ligado.
Ela – Parvalhão. Se continuares com essa conversa ainda acabas por marcar golos só na própria baliza.


Ele – Pois fica sabendo que antes quero meter golos na própria baliza que te fazer um filho que venha a ser benfiquista.
Lagarto, lagarto…
Cá para mim, ela tem o que merece. 🙂
De acordo, Ana. Ferreiraleitista é coisa que não se deve chamar a ninguém.
As vezes questiono-me porque é que o azul nunca entra nessas conversas…
O azul entra nas conversas da terceira idade.
Muito bem, sabedoria, também partilhada com o verde, mas marinho.
O pior cego é o que não quer verde.