Diálogos futebolísticos


Pedro Correia,

 

Ela – Tens pensado muito em mim?

Ele – Já pensei mais. Ando a enfastiar-me.

Ela – Que é isso?! Não tens nada de deixar de pensar em mim, ouviste? Isso é influência daquele teu amiguinho que não resiste a um rabo de saias…

Ele – Influência, não: inveja. Ele tem um verdadeiro harém.

Ela – E tu achas o máximo, não achas?

Ele – Qualquer homem acha.

Ela – As namoradas do teu amigo não têm nomes: têm números (de anca, cintura e mamas).

Ele – Isso agrada-me.

Ela – Idiota! Comunista!

Ele – Não admito que me chames comunista!

Ela – Cavaquista! Esclavagista! Ferreiraleitista!

Ele – Pior só se me chamasses benfiquista.

Ela – Tomaras tu que eu te chamasse benfiquista, ó seu lagarto encardido. E não voltes nunca mais a dizer que te sentes enfastiado comigo! Fiquei chocada com a forma como me disseste isso.

Ele – Estava na brincadeira. Achas que eu falaria assim se fosse verdade?

Ela – Estúpido! Não consigo viver sem ti.

Ele – Só viverás sem mim se quiseres.

Ela – Não quero. Nunca.

Ele – Vivò Sporting!!!

Ela – Vivò Sporting?! Eu declaro-me a ti e tu respondes-me uma coisa dessas?!!!

Ele – Isto anda tudo ligado.

Ela – Parvalhão. Se continuares com essa conversa ainda acabas por marcar golos só na própria baliza.

8 comentários em “Diálogos futebolísticos”

  1. Ele – Pois fica sabendo que antes quero meter golos na própria baliza que te fazer um filho que venha a ser benfiquista.

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