Em pintura chama-se composição, em cinema e noutras artes narrativas ponto de vista, em fotografia enquadramento. Cada vez mais gosto deste olhar de Luísa Cunha, que tanto me surpreendeu e continua a encantar quanto mais o vejo. Parece faltar-lhe qualquer coisa, que tem demasiado ar, mas está tudo bem assim, imponderável e sideral.


“Cada vez mais gosto deste olhar de Luísa Cunha, que tanto me surpreendeu e continua a encantar quanto mais o vejo. “
Mas vê o quê? Eu não vejo nada. Para mim, foi ela que de disparou a máquina sem querer e, depois, enganou-se ao apresentar a foto. Só pode.
“Só pode” ver quem quer ver. Se não, é passar ao largo – sem problema.
A diferença entre acertar e errar o alvo, é muitas perceber qual é o alvo.
A arte moderna teve essa tendência provocatória ousando afirmar que não há erro onde os outros veriam erro. Tudo depende do alvo, e neste caso o alvo da fotografia está mais fora dela do que dentro, está no ímpeto de ausência que o observador tenta completar.
quando pensava que em fotografia se tinha feito de tudo…
sinceramente,
não sei se, sim
não sei se, não
acho que …
Se tem demasiado ar é porque eu ainda estou vivo. É a mim, ao Vento, que vê.
http://www.youtube.com/watch?v=McRqaiBmI T4
Continue vivo a cantar assim ao vento, que o vento nunca passa.