o que me surpreendee nestas notícias é a semântica que utilizam, isto é, a queda é sempre menos intensa que a estimada. isto parece-me propaganda e não uma notícia.
Por outro lado nunca se refere a causa desta menos intensa queda, por exemplo, a reposição dos subsídios por parte do TC, vector determinante para o aumento do consumo interno e também para esse ligeiro aumento na produção industrial (cuja expressão maior é a exportação) mas sem deixar de referir a quebra nos serviços, na construção e obras públicas. Por outro lado, os dados revelados são sempre sobre situações homólogas pretendendo fazer esquecer a queda real e actual que, como disse, vai encapotada pela semântica de “menos intensa”. E fico surpreendido que não se tenha feito comparação (homóloga) com a queda da produção industrial que ocorreu este ano.
Todavia, espero que o governo, através destes dados, saiba tomar posição firme perante a troika naquilo que se oferece como inevitável, ou seja, novo chumbo no TC. Deste governo o único discurso lúcido tem sido o de Paulo Portas, refiro-me àquele discurso que só se lê nas entrelinhas. Mas também a única acção lúcida tem sido a dele: exemplo é o acordo com o PS em matéria fiscal.
Meu caro, eu sobre a semântica agora tão em voga tenho escrito com relativa abundância aqui no blogue. E em breve voltarei à carga, como verá. De qualquer modo, para quem tanto vem caindo, a suavização da queda já equivale a uma quase-boa notícia. Ou seja, a uma chama de isqueiro acesa ao fundo do túnel. Tentarei ir vislumbrando outras, embora não seja nada fácil.
Para evitar muita maçada ou massada na leitura que nos sugere, transcrevo algo sobre os indicadores de síntese:
«O indicador de clima económico tem vindo a recuperar desde o início do ano, após o MÍNIMO DA SÉRIE EM DEZEMBRO DE 2012…» Quando foi reposto o subsídio? Mas mais ainda, leia os outros indicadores: Serviços, Indústria, Construção e Contas Nacionais.
Se reparou, a semântica e a indicação homóloga ao ano de 2011 não passa de propaganda política.
Até pode ser verdade, mas já não acredito em rigorosamente nada do que vem deste governo. Eles são tão maus, mas tão maus que não merecem o menor crédito em nada. É a consequência de quem passa a vida a mentir e a não saber o que faz!…
Mas isto não vem “deste governo”. Vem do Instituto Nacional de Estatística, que é um organismo rigorosamente independente. Jamais vi alguém questionar essa independência.
falta-lhe o argumento para o que denomino por notícia politiqueira, e sem querer você vem confirmar que as toupeiras que andam por túneis não gostam que lhes levem a luz.
E volto a referir: a notícia que o Pedro linkou nada tem que ver com a apresentação feita pelo INE. E, por outro lado, o evitar da queda a pique aconteceu não por medidas do governo mas do TC.
Mais ainda, todas as intervenções feitas pelo mundo através dos FMI´s, em especial em África e América Latina, tiveram como consequência o aumento de favelas e, após uma contracção económica e uma inflacção da pobreza, houve luz, isto é, a economia apresentava crescimento, isto é, a concentração da riqueza nas mãos dos que sempre viveram à custa do estado, para quem estes politiqueiros trabalham.
E para que você entenda o que é isto da semântica ofereço-lhe outro exemplo: Em Portugal fala-se de grandes investimentos (CTT, ANA, EDP, PT…), mas na realidade o que se assiste é a corrida aos saldos. As empresas e/ou fundos estão a adquirir e não a investir. Investir significa gerar riqueza e emprego de raíz, e não substituir as mãos da riqueza existente. É este concentracionismo da riqueza, que depois não é distributiva, o objecto das teorias de merda dos salvadores do mundo.
Mas os nossos faveleiros, e alguns as conhecem bem, pois nasceram no consentimento dessa mesma realidade, entendem por absolutamente normal que para que não se viva acima das possibilidades sejam dadas todas as possibilidades de viver a quem sempre não vivendo em favelas delas se alimenta(ra)m.
Não tem que temer. Partilho aqui consigo esta imagem que um alarve, digo, amigo “feicebuquiano” plantou lá pelo meu mural (sem me pedir autorização ): https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/p480x480/1525059_10152130454346823_1249542403_n.jpg
Pedro,
o que me surpreendee nestas notícias é a semântica que utilizam, isto é, a queda é sempre menos intensa que a estimada. isto parece-me propaganda e não uma notícia.
Por outro lado nunca se refere a causa desta menos intensa queda, por exemplo, a reposição dos subsídios por parte do TC, vector determinante para o aumento do consumo interno e também para esse ligeiro aumento na produção industrial (cuja expressão maior é a exportação) mas sem deixar de referir a quebra nos serviços, na construção e obras públicas.
Por outro lado, os dados revelados são sempre sobre situações homólogas pretendendo fazer esquecer a queda real e actual que, como disse, vai encapotada pela semântica de “menos intensa”. E fico surpreendido que não se tenha feito comparação (homóloga) com a queda da produção industrial que ocorreu este ano.
Todavia, espero que o governo, através destes dados, saiba tomar posição firme perante a troika naquilo que se oferece como inevitável, ou seja, novo chumbo no TC.
Deste governo o único discurso lúcido tem sido o de Paulo Portas, refiro-me àquele discurso que só se lê nas entrelinhas. Mas também a única acção lúcida tem sido a dele: exemplo é o acordo com o PS em matéria fiscal.
Meu caro, eu sobre a semântica agora tão em voga tenho escrito com relativa abundância aqui no blogue. E em breve voltarei à carga, como verá.
De qualquer modo, para quem tanto vem caindo, a suavização da queda já equivale a uma quase-boa notícia. Ou seja, a uma chama de isqueiro acesa ao fundo do túnel.
Tentarei ir vislumbrando outras, embora não seja nada fácil.
É fácil. Se querem pouca semântica, leiam o INE directamente:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=151507928&DESTAQUESmodo=2
Difícil é olhar para os gráficos e não ver as linhas praticamente todas (ou todas) a subir.
Para evitar muita maçada ou massada na leitura que nos sugere, transcrevo algo sobre os indicadores de síntese:
«O indicador de clima económico tem vindo a recuperar desde o início do ano, após o MÍNIMO DA SÉRIE EM DEZEMBRO DE 2012…»
Quando foi reposto o subsídio?
Mas mais ainda, leia os outros indicadores: Serviços, Indústria, Construção e Contas Nacionais.
Se reparou, a semântica e a indicação homóloga ao ano de 2011 não passa de propaganda política.
Até pode ser verdade, mas já não acredito em rigorosamente nada do que vem deste governo. Eles são tão maus, mas tão maus que não merecem o menor crédito em nada. É a consequência de quem passa a vida a mentir e a não saber o que faz!…
Mas isto não vem “deste governo”. Vem do Instituto Nacional de Estatística, que é um organismo rigorosamente independente. Jamais vi alguém questionar essa independência.
Com este governo no poder, não dá para confiar em ninguém. Será que é rigorosamente independente? Duvido………
O INE reporta ao Eurostat, não ao Governo. Nunca vi ninguém questionar seriamente os dados do INE.
A Maria falou e disse.
Esta é para o Pedro: whMCEm54I/AAAAAAAAANI/ER7S3XPkZFM/s1600/J ohnPritchett_light.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-jU-AfGpKx8o/UB
Com essa é que você me tramou, Zé de Portugal: então há luz mas nem uma fendazinha no fundo do túnel?
E esta é para o comentador “De Vento”: a0af562d79bbe3
http://static2.cartoonsy.com/preview/78/0
Ó meu caro Zé,
falta-lhe o argumento para o que denomino por notícia politiqueira, e sem querer você vem confirmar que as toupeiras que andam por túneis não gostam que lhes levem a luz.
E volto a referir: a notícia que o Pedro linkou nada tem que ver com a apresentação feita pelo INE. E, por outro lado, o evitar da queda a pique aconteceu não por medidas do governo mas do TC.
Mais ainda, todas as intervenções feitas pelo mundo através dos FMI´s, em especial em África e América Latina, tiveram como consequência o aumento de favelas e, após uma contracção económica e uma inflacção da pobreza, houve luz, isto é, a economia apresentava crescimento, isto é, a concentração da riqueza nas mãos dos que sempre viveram à custa do estado, para quem estes politiqueiros trabalham.
E para que você entenda o que é isto da semântica ofereço-lhe outro exemplo: Em Portugal fala-se de grandes investimentos (CTT, ANA, EDP, PT…), mas na realidade o que se assiste é a corrida aos saldos. As empresas e/ou fundos estão a adquirir e não a investir. Investir significa gerar riqueza e emprego de raíz, e não substituir as mãos da riqueza existente. É este concentracionismo da riqueza, que depois não é distributiva, o objecto das teorias de merda dos salvadores do mundo.
Mas os nossos faveleiros, e alguns as conhecem bem, pois nasceram no consentimento dessa mesma realidade, entendem por absolutamente normal que para que não se viva acima das possibilidades sejam dadas todas as possibilidades de viver a quem sempre não vivendo em favelas delas se alimenta(ra)m.
Ó meu caro “De Vento” (em pôpa?),
Não tem que temer. Partilho aqui consigo esta imagem que um alarve, digo, amigo “feicebuquiano” plantou lá pelo meu mural (sem me pedir autorização
): photos-ak-ash3/p480x480/1525059_10152130 454346823_1249542403_n.jpg
https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/h
Um Feliz Natal também para si.
Mas que porra, ó Zé!!!
Quer você dizer que o TC está a cortar-lhes a pô(u)pa. Mas esta forma de cortar a crista é mesmo original.
E não, não temo. Eu uso o vento contra os inimigos:
http://www.youtube.com/watch?v=0Sbf3KmKb _U
http://www.youtube.com/watch?v=ksFEVbU1Q lo
Também para si: Z0
http://www.youtube.com/watch?v=_K0mAjXhh