14 comentários em “Self-awareness is a pathway to happiness”
Tomara eu poder ainda inscrever-me em qualquer Jota (eu disse poder, não quer dizer que me fosse inscrever…), mas, em boa verdade, nos tempos que correm, parece-me algo utópico supor que alguém vai para a política apenas por espírito de missão e de querer ser útil ao seu país, largando uma vida muito mais cómoda, menos exposta, e mais bem paga. Assim como me faz alguma confusão que gestores públicos ganhem mais que governantes e até que o PR (ao que suponho, essa situação mantém-se). Assim como me provoca perplexidade que um PR, assim como uma presidente da AR, possam optar pelas reformas…
Falando a sério: é óbvio que as funções de responsabilidade política e eleição são mal pagas em Portugal. Quem é que está disposto a perder a privacidade, a ser insultado e tudo o mais?
É evidente. Só jotas de nascença, ou gente com segundas intenções, ou disposta a fazer sacrifícios que a generalidade sensatamente recusará, pode querer ser governante.
Mas eu concordo – os políticos SÃO mal pagos para o nível de responsabilidade que assumem ou deveriam assumir. O problema aqui é “outro” – é que não deveria ser socialmente permissível que alguém que apenas conhece e opera dentro dos aparelhos partidários chegue a cargos de responsabilidade.
Creio que as remunerações deveriam ser transparentes (não são pois há todo um emaranhado de despesas e ajudas dissimuladas), indexadas ao salário mínimo nacional e revistas anualmente em função do PIB.
Indexar ao salário mínimo não me parece grande ideia, porque passa a ser um incentivo para inflacionar este. Já em relação ao PIB tenho menos reservas, mas deveriam existir factores de correcção dependendo do défice do Estado.
Para o que fazem mereciam o ordenado mínimo, é que qualquer um fazia o que eles fazem. Logo, são exageradamente bem pagos. O líder da JSD assim como qualquer jota, além de serem ignorantes em relação ao mundo do trabalho, mereciam ir trabalhar no duro, para saberem o que é na realidade a vida de trabalho….
O discurso do rapaz peca por vários motivos. Ele entende que políticos só existem no privado, e o outro pecadito é admitir que afinal o privado é uma máquina de fazer políticos. “Quer-se-dezer”, não há políticos por missão, mas por fabricação.
Mas, para que o rapaz não se desiluda, eu não me importo de pagar bem a bons políticos, se ele me mostrar onde estão esses bons políticos.
Tomara eu poder ainda inscrever-me em qualquer Jota (eu disse poder, não quer dizer que me fosse inscrever…), mas, em boa verdade, nos tempos que correm, parece-me algo utópico supor que alguém vai para a política apenas por espírito de missão e de querer ser útil ao seu país, largando uma vida muito mais cómoda, menos exposta, e mais bem paga. Assim como me faz alguma confusão que gestores públicos ganhem mais que governantes e até que o PR (ao que suponho, essa situação mantém-se). Assim como me provoca perplexidade que um PR, assim como uma presidente da AR, possam optar pelas reformas…
Falando a sério: é óbvio que as funções de responsabilidade política e eleição são mal pagas em Portugal. Quem é que está disposto a perder a privacidade, a ser insultado e tudo o mais?
É evidente. Só jotas de nascença, ou gente com segundas intenções, ou disposta a fazer sacrifícios que a generalidade sensatamente recusará, pode querer ser governante.
Caro Rui Rocha,
Mas eu concordo – os políticos SÃO mal pagos para o nível de responsabilidade que assumem ou deveriam assumir. O problema aqui é “outro” – é que não deveria ser socialmente permissível que alguém que apenas conhece e opera dentro dos aparelhos partidários chegue a cargos de responsabilidade.
Creio que as remunerações deveriam ser transparentes (não são pois há todo um emaranhado de despesas e ajudas dissimuladas), indexadas ao salário mínimo nacional e revistas anualmente em função do PIB.
Indexar ao salário mínimo não me parece grande ideia, porque passa a ser um incentivo para inflacionar este. Já em relação ao PIB tenho menos reservas, mas deveriam existir factores de correcção dependendo do défice do Estado.
Ele lá sabe, Rui, ele lá sabe.
Sim. Conhece-te a ti mesmo dizia o filósofo.
Para o que fazem mereciam o ordenado mínimo, é que qualquer um fazia o que eles fazem. Logo, são exageradamente bem pagos. O líder da JSD assim como qualquer jota, além de serem ignorantes em relação ao mundo do trabalho, mereciam ir trabalhar no duro, para saberem o que é na realidade a vida de trabalho….
Exactamente, Sofia.
O discurso do rapaz peca por vários motivos. Ele entende que políticos só existem no privado, e o outro pecadito é admitir que afinal o privado é uma máquina de fazer políticos. “Quer-se-dezer”, não há políticos por missão, mas por fabricação.
Mas, para que o rapaz não se desiluda, eu não me importo de pagar bem a bons políticos, se ele me mostrar onde estão esses bons políticos.
Exactamente.
Finalmente começam a conhecer-se os contornos do programa cautelar… Como reagirá o PS, o PCP e o BE?
São as geixas nossa sociedade, usam a casa da democracia para fazerem o seu Kabuki na esperança de serem adquiridas por um poderoso samurai.