Sabe, eu tive o privilégio de conhecer Lenin pessoalmente, alguns ( bastantes) anos depois dele ter morrido. Recordo com ironia todo aquele ritual a que nos obrigavam para entrar no mausoléu. Estive em Moscovo em 1990 e tenho recordações inolvidáveis. Se regressasse um dia às ex USSR, iria direitinha a St. Petersburg… maravilha ! Resto de boa 2ª Feira.
A brincar, a brincar…uma vez visitei um veleiro russo proveniente da cidade dos czares, e quando perguntei: “ah, vieram de S. Petersburgo”, um marinheiro fuzilou-me com o olhar (um daqueles que só os russos conseguem) e disse secamente: “Leningrad!”
Eu conheci Leningrad, como é óbvio. O mais engraçado é que os habitantes viviam em culto permanente a Pedro o Grande… grande ironia. Adorei. Até o cemitério memorial da II grande guerra e o museu foram marcantes, ao contrário do rigor e opulência de fachada que se via por toda a Moscovo- Muito mais pobre, creia. Vi PEDINTES no Gorky Park !!!!!! St. Petersburg está na minha bucket list. Saudações cordiais !
Não conheço Moscovo, mas tenho pena. Não quero desiludi-la, Dulce, mas parece-me que quem conheceu pessoalmente foi uma figura de cera… Boa semana para si também. 🙂
Querida Ana. Excepto os senhores do SITAVA que acompanhavam o grupo, creio que não havia ninguém que não estivesse ciente da verdade acerca do Senhor Deitado. Apesar de já se viver na era Gorbachev, que tive a oportunidade de ver- este em carne e osso- muito ao longe no camarote presidencial do Bolshoi, a nossa entourage menos esclarecida( e mais velha também) via KGBs em cada esquina. Foi divertido, embebedávamos- nos com vodka logo de manhã, passámos fome em hotéis esplendorosos que eram só fachada , comíamos caviar á colher do tamanho de pequenos berlindes… Café só em sonhos… Enfim, nunca mais lá voltei, ao país de faz de conta, onde todas as maravilhas eram só fachada…
Se o Ti Cunhal tivesse saído vencedor do ido ’25 de Novembro’, tenho cá para mim que a estátua do Marques de Pombal teria dado lugar a uma outra de Lenine e, como agora fizeram os ucranianos, que os lusos acabariam por fazer também o mesmo. Todos os ditadores, mais tarde ou mais cedo, têm o destino traçado. Ponto.
Bem, depois do poder dos símbolos agora discute-se o preço dos símbolos… http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=3577957&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
Lá está: tal como os souvenirs de Marx em Trier, também Lenine origina movimentos capitalistas. é por isso que com todos os seus defeitos, o capitalismo acaba sempre por suplantar o comunismo.
A verdade é que basta andar pelos comentérios de jornais e ver a fúria com que os comunistas ficaram perante os manifestantes, a quem chamam de “fantoches do imperialismo”.
Como na línguas eslavas “u” (seja na versão latina ou cirílica) é normalmente a preposição “em”, até fica bem. “Traumatismo (no) craniano” ou “traumatismo no crânio” ;).
Aliás, o próprio nome da Ucrânia implica isso mesmo: na versão russa significará algo como “na fronteira” e de acordo com algumas divergentes e mais recentes versões ucranianas significará “na terra”, como que querendo dizer “nossa terra”.
Obrigada pelo douto contributo, João André. Não conhecia a etimologia da palavra Ucrânia. E vem muito a propósito, até porque “na terra”, e com alguma violência, foi onde foi parar o crânio do pobre Lenine. 😉
É impressionante o amor que os ucranianos nutrem pelos símbolos da defunta URSS, eles lá sabem porquê.
Eu vou ainda mais longe, Trabant: é impressionante a importância que as pessoas dão aos símbolos, ainda hoje. Derrubar estátuas é bem a prova disso.
Amanhã o PCP apresentará na AR mais um voto de pesar “morte” de Lenine!
Ou um voto de repúdio em relação a este acto dos ucranianos. É bem possível.
Agora vão colocar uma de Napoleão Bonaparte…
Ou de Durão Barroso…
Aninha,
porra qu´o homem deu cá uma trambulheta!
E de cabeça. Um verdadeiro traumatismo ucraniano! 🙂
Sabe, eu tive o privilégio de conhecer Lenin pessoalmente, alguns ( bastantes) anos depois dele ter morrido. Recordo com ironia todo aquele ritual a que nos obrigavam para entrar no mausoléu. Estive em Moscovo em 1990 e tenho recordações inolvidáveis. Se regressasse um dia às ex USSR, iria direitinha a St. Petersburg… maravilha !
Resto de boa 2ª Feira.
Qual St. Petersburg, qual carapuça: LENINEGRADO.
A brincar, a brincar…uma vez visitei um veleiro russo proveniente da cidade dos czares, e quando perguntei: “ah, vieram de S. Petersburgo”, um marinheiro fuzilou-me com o olhar (um daqueles que só os russos conseguem) e disse secamente: “Leningrad!”
Viva Atalaia.
Eu conheci Leningrad, como é óbvio. O mais engraçado é que os habitantes viviam em culto permanente a Pedro o Grande… grande ironia.
Adorei.
Até o cemitério memorial da II grande guerra e o museu foram marcantes, ao contrário do rigor e opulência de fachada que se via por toda a Moscovo- Muito mais pobre, creia. Vi PEDINTES no Gorky Park !!!!!!
St. Petersburg está na minha bucket list.
Saudações cordiais !
Não conheço Moscovo, mas tenho pena. Não quero desiludi-la, Dulce, mas parece-me que quem conheceu pessoalmente foi uma figura de cera…
Boa semana para si também. 🙂
Querida Ana. Excepto os senhores do SITAVA que acompanhavam o grupo, creio que não havia ninguém que não estivesse ciente da verdade acerca do Senhor Deitado. Apesar de já se viver na era Gorbachev, que tive a oportunidade de ver- este em carne e osso- muito ao longe no camarote presidencial do Bolshoi, a nossa entourage menos esclarecida( e mais velha também) via KGBs em cada esquina. Foi divertido, embebedávamos- nos com vodka logo de manhã, passámos fome em hotéis esplendorosos que eram só fachada , comíamos caviar á colher do tamanho de pequenos berlindes… Café só em sonhos… Enfim, nunca mais lá voltei, ao país de faz de conta, onde todas as maravilhas eram só fachada…
Dulce, não tenho dúvida de que isso foi divertido! Já estou com inveja desse programa de decadência chique soviética… 🙂
Se o Ti Cunhal tivesse saído vencedor do ido ’25 de Novembro’, tenho cá para mim que a estátua do Marques de Pombal teria dado lugar a uma outra de Lenine e, como agora fizeram os ucranianos, que os lusos acabariam por fazer também o mesmo.
Todos os ditadores, mais tarde ou mais cedo, têm o destino traçado. Ponto.
Os portugueses não são muito desses extremos, beirão.
Na política quando se é extremista, ou se é amado, ou se é odiado. Foi idolatrado, durante anos, chegou a hora do ódio.
Pois é, Isabel.
Bem, depois do poder dos símbolos agora discute-se o preço dos símbolos… cional/Interior.aspx?content_id=3577957&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interna
Que é mais do mesmo, Ana, só que agora tira-se partido da idolatria para facturar uns cobres. E estamos no séc. XXI…
Lá está: tal como os souvenirs de Marx em Trier, também Lenine origina movimentos capitalistas. é por isso que com todos os seus defeitos, o capitalismo acaba sempre por suplantar o comunismo.
A verdade é que basta andar pelos comentérios de jornais e ver a fúria com que os comunistas ficaram perante os manifestantes, a quem chamam de “fantoches do imperialismo”.
Bem observado, até Lenine origina movimentos capitalistas. O que será que ele diria deste facto? 🙂
Eu Anti-Comunista estou contra. Ninguém deve derrubar as estátuas dos outros. Construam as suas.
Dos outros, diz bem. Não consta que Lenine fosse ucraniano.
Como na línguas eslavas “u” (seja na versão latina ou cirílica) é normalmente a preposição “em”, até fica bem. “Traumatismo (no) craniano” ou “traumatismo no crânio” ;).
Aliás, o próprio nome da Ucrânia implica isso mesmo: na versão russa significará algo como “na fronteira” e de acordo com algumas divergentes e mais recentes versões ucranianas significará “na terra”, como que querendo dizer “nossa terra”.
Obrigada pelo douto contributo, João André. Não conhecia a etimologia da palavra Ucrânia. E vem muito a propósito, até porque “na terra”, e com alguma violência, foi onde foi parar o crânio do pobre Lenine. 😉