A ideologia é um meio. Mas, no fim, só o poder conta.
9 comentários em “Aforismos políticos (59)”
Só o poder conta porque na realidade nunca tiveram nenhuma ideologia. Os ideólogos, têm-na e morrem com ela, disso há bons exemplos na história. Hoje sim, usam a ideologia para interesses próprios o que é lamentável.
O seu comentário, Inês, fez-me recordar uma passagem admirável do romance ‘A Peste’, de Albert Camus. É um diálogo em que alguém se declara disposto a morrer por uma ideia e que recebe esta réplica: “Estou farto das pessoas que morrem por uma ideia. Não acredito no heroísmo. Sei que é fácil e aprendi que era criminoso. O que me interessa é que se viva e se morra pelo que se ama.” As ideologias conduziram ao totalitarismo. Todos os regimes totalitários estavam fortemente impregnados de ideologia, dos alicerces ao telhado, passando pelas paredes de cimento e pelo arame farpado. O século XX, que é o do apogeu das ideologias, fornece-nos abundantes e lamentáveis exemplos desses. Estou como a personagem de Camus. Farto de ver pessoas morrer por ideologias. Ainda hoje sucede, infelizmente, no mundo inteiro.
Então Nelson Mandela para si, está em que lugar? Para mim, ele idealizou que os homens independentemente da cor da pele, deviam ter todos os mesmos direitos. Pois quer queiramos ou não, somos todos humanos. Martin Luther King teve o mesmo sonho, os mesmos ideais, mas infelizmente assassinaram-no não o deixando concretizar os seus desejos.
Não se preocupe com a resposta do Sr. Pedro Correia , ela já está acima numa musica do séc. ou numa arrumadela ao pó da biblioteca. P.s. Gandhi também ou Roosevelt e a new deal também são bons exemplos de ideologias mas ……..
Quanto á minha biblioteca em particular é curta , muito curta mas ainda dá para distinguir o bem do mal , o certo do errado , assim que a modos preto e branco como quando a TV começou.
Mandela é exactamente um exemplo claro de um político que pôs a ideologia em segundo plano e fez renascer uma nação que parecia condenada à guerra civil, ao caos social ou ao descalabro económico com o seu excepcional pragmatismo. Tinha um ideário, que pôs em prática, mas não ficou escravo de nenhuma ideologia. As ideologias, levadas ao extremo, geram uma multidão de fanáticos. A política enquanto verdadeiro serviço público deve construir-se contra o fanatismo.
Só o poder conta porque na realidade nunca tiveram nenhuma ideologia. Os ideólogos, têm-na e morrem com ela, disso há bons exemplos na história. Hoje sim, usam a ideologia para interesses próprios o que é lamentável.
O seu comentário, Inês, fez-me recordar uma passagem admirável do romance ‘A Peste’, de Albert Camus. É um diálogo em que alguém se declara disposto a morrer por uma ideia e que recebe esta réplica: “Estou farto das pessoas que morrem por uma ideia. Não acredito no heroísmo. Sei que é fácil e aprendi que era criminoso. O que me interessa é que se viva e se morra pelo que se ama.”
As ideologias conduziram ao totalitarismo. Todos os regimes totalitários estavam fortemente impregnados de ideologia, dos alicerces ao telhado, passando pelas paredes de cimento e pelo arame farpado. O século XX, que é o do apogeu das ideologias, fornece-nos abundantes e lamentáveis exemplos desses.
Estou como a personagem de Camus. Farto de ver pessoas morrer por ideologias. Ainda hoje sucede, infelizmente, no mundo inteiro.
Então Nelson Mandela para si, está em que lugar? Para mim, ele idealizou que os homens independentemente da cor da pele, deviam ter todos os mesmos direitos. Pois quer queiramos ou não, somos todos humanos. Martin Luther King teve o mesmo sonho, os mesmos ideais, mas infelizmente assassinaram-no não o deixando concretizar os seus desejos.
Não se preocupe com a resposta do Sr. Pedro Correia , ela já está acima numa musica do séc. ou numa arrumadela ao pó da biblioteca.
P.s. Gandhi também ou Roosevelt e a new deal também são bons exemplos de ideologias mas ……..
A sua biblioteca é que parece andar com urgente necessidade de uma renovação, “William Wallace”.
A minha e de mais uns milhões de Portugueses no qual se encontra também o Sr. ;
http://expresso.sapo.pt/farto-disto-dest a-gente=f832002
Quanto á minha biblioteca em particular é curta , muito curta mas ainda dá para distinguir o bem do mal , o certo do errado , assim que a modos preto e branco como quando a TV começou.
Mandela é exactamente um exemplo claro de um político que pôs a ideologia em segundo plano e fez renascer uma nação que parecia condenada à guerra civil, ao caos social ou ao descalabro económico com o seu excepcional pragmatismo. Tinha um ideário, que pôs em prática, mas não ficou escravo de nenhuma ideologia.
As ideologias, levadas ao extremo, geram uma multidão de fanáticos. A política enquanto verdadeiro serviço público deve construir-se contra o fanatismo.
Ah, pois é. Por isso é que os juízes do TC foram lá postos pelos partidos. A sede do poder é ali, precisamente ali.
Séde ou sêde?
(a língua portuguesa está cheia de armadilhas…)