Acontece que, mesmo que não seja monárquico, e não o é de facto, por outros post’s, o rapaz filho desta mulher é filho do Principe William e é herdeiro da coroa britânica. Assim sendo será também chefe da commonwealth e Chefe de Estado, por herança ou abdicação, de 17 países.
Caro Rui. A Monarquia não é República, poderá dizer, como eu, “e ainda bem!”.
Mas há razões menos tangíveis para se adoptar (ou manter) um regime monárquico, mesmo que sem a racionalidade meritocrata.
A Monarquia é um regime em que o Chefe de Estado tem as mesmas funções do que os presidentes da república europeus: 1) defender os interesses da população (mesmo contra o governo); 2) representar o país; 3) ser um dos seus símbolos; 4) habitar o palácio real com todas as mordomias.
Analisando cada uma das 4, parece-me que como símbolo, o Rei transporta um sentido histórico e projecta-se no futuro (a sua descendência) e por isso dá mais valor e responsabilidade ao presente;
Como habitante do Palácio de Belém, fica muito melhor que o Cavaco-BPN e a Maria Cavaca (não tenha dúvidas);
Defende a população tanto quanto defende um PR, o partido e os grupos económicos que o elegeram.
Não é meritocrata, não é um ilustre iluminado da política, mais se parece, na sua intelectualidade média, um vulgar cidadão.
O seu cargo não foi eleito (não há democracia) mas tem de ser ratificado pelo parlamento, e todas as monarquias europeias, mais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia, fazem referendos periódicos ao regime (coisa que nenhuma república o faz).
Parece faltar a lógica e o racionalismo. Mas não há melhor do que um “científico” (como eu, por exemplo), para perceber melhor que não há aparentemente grande racionalidade no comportamento humano. O racionalismo da Monarquia é gerado por comportamentos pouco mensuráveis como o afecto, a dedicação, o sentimento intergeracional.
Basta permitir que o seu, pretensamente rígido pensamento racionalista, admita que numa sociedade igualitária, possa haver alguém que tem constitucionalmente direitos e obrigações diferentes das do resto da população.
Mesmo que considere que contraria os valores democráticos (que eu, monárquico, também defendo), pelo menos deve reconhecer que o pequeno pormenor do Chefe de Estado ser um Rei (não eleito e, mais ainda, herda o trono), melhora o funcionamento de toda a democracia.
Mas a própria meritocracia envolve perigos terríveis, até porque não está necessariamente associada ao altruísmo. Imagine o que será a “Concertação Social” numa sociedade PURAMENTE meritocrata: Inteligentes de um lado (a classe alta, dirigente) e burros do outro (a classe trabalhadora que não teve o mesmo mérito).
Se calhar, tem razão no que diz, o regime monárquico até não será muito mau! Pelo menos só engordamos uma família! Não seria este regabofe … estes 4 anos umas … a seguir as outras ! e depois … baralha e volta a dar !!!
Do seu interessante texto fiquei com algumas dúvidas, designadamente o que é “racionalidade meritocrata” e qual a relação que a mesma tem com o nosso actual sistema politico. Se se der ao trabalho de me responder, e para que eu consiga mesmo compreender, por favor dê alguns exemplos … se conseguir !
Escrevi “ao correr da de pena”. O texto não é muito cuidado e tem erros de pontuação.
Quando escrevi “racionalidade meritocrata” estava a pensar na racionalidade (pelo menos aparente) do sistema republicano. Um pouco “Revolução Francesa” (ia escrever Jacobina, mas tenho dúvidas sobre a aplicação do termo), sobretudo no que toca à igualdade de direitos. Obviamente que nas modernas monarquias constitucionais e parlamentares, o Rei e também a Família Real têm direitos e obrigações que são diferentes (não iguais) à restante população. O Rei é aclamado (é este o termo) por herança ou abdicação. Não precisa de ter mérito, embora, contrapondo um pouco, possa ter preparação específica e “preparação histórica”. De qualquer modo necessita da aceitação parlamentar (ou, historicamente, das Cortes).
Chama-se meritocracia, contrapondo à sociedade aristocrática. Na 1ª o acesso à “classe alta” atinge-se por mérito; na 2ª atinge-se por nascimento dentro da classe alta.
Obviamente que nunca houve uma sociedade puramente aristocrática e, em Portugal, foi-se extinguindo após a Revolução Liberal. Mas mesmo nas monarquias modernas, o nascimento não dá direitos especiais a ninguém, com excepção do monarca e sua família. Os títulos nobiliárquicos mesmo que legítimos ou legais (em Portugal foram abolidos, mas existem!) não dão direitos especiais a ninguém.
Também não existem sociedades puramente meritocratas. Talvez a que mais se aproxime seja a americana (EUA). Mas como todos nós cuidamos (ou tentamos cuidar) bem os nossos filhos, dando-lhes acesso ao que nós consideramos melhor para eles, torna-se obvio que quanto mais elevado for o estatuto social e económico da família, mais hipóteses têm os filhos de também pertencerem à “classe alta”.
Espero ter-me explicado melhor que no texto anterior. Disse coisas que me pareceram implícitas, mas pouco explícitas.
Typical British Humour , tradicionalmente utilizado nos acontecimentos de grande relevância para a Nação Britânica. Mas só para uso interno – e totalmente interdito aos “bloody foreigners”…
Só podem ser uns malvados de uns republicanos. E que raio de chapéu tem a mulher. Se calhar, a bisavó do rapaz também.
O Charles é que precisava assim para tapar as orelhas.
E, no entanto, fez-me recordar o livro de P. D. James.
Lido em Portugal, o título não tem nada de humor.
É um mal generalizado. Há poucas coisas com graça em Portugal nos dias que correm.
Era virgem?
Não. Chama-se Catherine e é casada com o príncipe William, duque de Cambridge.
Acontece que, mesmo que não seja monárquico, e não o é de facto, por outros post’s, o rapaz filho desta mulher é filho do Principe William e é herdeiro da coroa britânica. Assim sendo será também chefe da commonwealth e Chefe de Estado, por herança ou abdicação, de 17 países.
Caro Rui. A Monarquia não é República, poderá dizer, como eu, “e ainda bem!”.
Mas há razões menos tangíveis para se adoptar (ou manter) um regime monárquico, mesmo que sem a racionalidade meritocrata.
A Monarquia é um regime em que o Chefe de Estado tem as mesmas funções do que os presidentes da república europeus:
1) defender os interesses da população (mesmo contra o governo);
2) representar o país;
3) ser um dos seus símbolos;
4) habitar o palácio real com todas as mordomias.
Analisando cada uma das 4, parece-me que como símbolo, o Rei transporta um sentido histórico e projecta-se no futuro (a sua descendência) e por isso dá mais valor e responsabilidade ao presente;
Como habitante do Palácio de Belém, fica muito melhor que o Cavaco-BPN e a Maria Cavaca (não tenha dúvidas);
Defende a população tanto quanto defende um PR, o partido e os grupos económicos que o elegeram.
Não é meritocrata, não é um ilustre iluminado da política, mais se parece, na sua intelectualidade média, um vulgar cidadão.
O seu cargo não foi eleito (não há democracia) mas tem de ser ratificado pelo parlamento, e todas as monarquias europeias, mais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia, fazem referendos periódicos ao regime (coisa que nenhuma república o faz).
Parece faltar a lógica e o racionalismo. Mas não há melhor do que um “científico” (como eu, por exemplo), para perceber melhor que não há aparentemente grande racionalidade no comportamento humano. O racionalismo da Monarquia é gerado por comportamentos pouco mensuráveis como o afecto, a dedicação, o sentimento intergeracional.
Basta permitir que o seu, pretensamente rígido pensamento racionalista, admita que numa sociedade igualitária, possa haver alguém que tem constitucionalmente direitos e obrigações diferentes das do resto da população.
Mesmo que considere que contraria os valores democráticos (que eu, monárquico, também defendo), pelo menos deve reconhecer que o pequeno pormenor do Chefe de Estado ser um Rei (não eleito e, mais ainda, herda o trono), melhora o funcionamento de toda a democracia.
Mas a própria meritocracia envolve perigos terríveis, até porque não está necessariamente associada ao altruísmo. Imagine o que será a “Concertação Social” numa sociedade PURAMENTE meritocrata: Inteligentes de um lado (a classe alta, dirigente) e burros do outro (a classe trabalhadora que não teve o mesmo mérito).
Se calhar, tem razão no que diz, o regime monárquico até não será muito mau!
Pelo menos só engordamos uma família!
Não seria este regabofe … estes 4 anos umas …
a seguir as outras !
e depois … baralha e volta a dar !!!
náaaa! queres ver que vou mudar ?!?!
Do seu interessante texto fiquei com algumas dúvidas, designadamente o que é “racionalidade meritocrata” e qual a relação que a mesma tem com o nosso actual sistema politico.
Se se der ao trabalho de me responder, e para que eu consiga mesmo compreender, por favor dê alguns exemplos … se conseguir !
Escrevi “ao correr da de pena”. O texto não é muito cuidado e tem erros de pontuação.
Quando escrevi “racionalidade meritocrata” estava a pensar na racionalidade (pelo menos aparente) do sistema republicano. Um pouco “Revolução Francesa” (ia escrever Jacobina, mas tenho dúvidas sobre a aplicação do termo), sobretudo no que toca à igualdade de direitos. Obviamente que nas modernas monarquias constitucionais e parlamentares, o Rei e também a Família Real têm direitos e obrigações que são diferentes (não iguais) à restante população.
O Rei é aclamado (é este o termo) por herança ou abdicação. Não precisa de ter mérito, embora, contrapondo um pouco, possa ter preparação específica e “preparação histórica”. De qualquer modo necessita da aceitação parlamentar (ou, historicamente, das Cortes).
Chama-se meritocracia, contrapondo à sociedade aristocrática. Na 1ª o acesso à “classe alta” atinge-se por mérito; na 2ª atinge-se por nascimento dentro da classe alta.
Obviamente que nunca houve uma sociedade puramente aristocrática e, em Portugal, foi-se extinguindo após a Revolução Liberal. Mas mesmo nas monarquias modernas, o nascimento não dá direitos especiais a ninguém, com excepção do monarca e sua família. Os títulos nobiliárquicos mesmo que legítimos ou legais (em Portugal foram abolidos, mas existem!) não dão direitos especiais a ninguém.
Também não existem sociedades puramente meritocratas. Talvez a que mais se aproxime seja a americana (EUA). Mas como todos nós cuidamos (ou tentamos cuidar) bem os nossos filhos, dando-lhes acesso ao que nós consideramos melhor para eles, torna-se obvio que quanto mais elevado for o estatuto social e económico da família, mais hipóteses têm os filhos de também pertencerem à “classe alta”.
Espero ter-me explicado melhor que no texto anterior. Disse coisas que me pareceram implícitas, mas pouco explícitas.
Obrigado.
Typical British Humour , tradicionalmente utilizado nos acontecimentos de grande relevância para a Nação Britânica.
Mas só para uso interno – e totalmente interdito aos “bloody foreigners”…
Se o recém-nascido veio ao mundo no LINDO WING deve ser muitalindo.