Catarina, a Grande


fiodeprumo,

Depois de ouvir, ontem, na íntegra, o discurso de António José Seguro, acabo de me deliciar, hoje pelas 17 horas, na Sic Notícias, com 15 minutos de Catarina Martins em directo de Salvaterra de Magos.

Só quem trabalha em televisão sabe o que representa um quarto de hora de media. De tal modo esta afirmação é real que, numa primeira reacção, julguei ter havido uma avaria qualquer na transmissão. Depois, percebi que não, e que mais não era, afinal, que o tratamento “paritário” que esta estação dedica a alguns partidos políticos. Finalmente conclui, assustada confesso, que por este andar, quando chegar a vez do PS ou do PSD alombaremos, no mínimo, com 60 minutos de oratória.

E que disse, então, a jovem actriz? Isso é que é mais problemático de concretizar, porque o discurso foi algo repetitivo sobre o PR e as obrigações que sobre ele impendem. Como todos pedem eleições antecipadas, é difícil, para além disto, descortinar o que os distingue uns dos outros.
Que saudades de Francisco Louçã, actualmente um dos nossos mais lúcidos comentadores televisivos…

27 comentários em “Catarina, a Grande”

    1. Ronald Reagan era actor, não muito bom.
      Um boa parte dos actores do circo político não se lhes conhece outra função senão o “terem aparecido”, nos mais variados papéis, inclusive embrulhados em papéis de jornais.

      Ah!… e depois, afinal, é feio falar mal dos outros, diz-se aqui e ali.
      Falar mal, por falar mal… parece ser pior.

      Serão contradições? Serão correcções? Serão desorientações?
      Ou o simplório desejo de querer prolongar o Serão?

  1. Ontem ao jantar: Tozé Seguro
    Hoje ao jantar: Pedro Mota Soares
    Amanhã ao jantar: Cavaco Silva

    Recomendo este livro:

    Angústia para o Jantar, Luís de Sttau Monteiro

      1. Não foi essa a intenção, apenas que àquela obra é de uma actualidade atroz.
        Também tipo uma visão humorística ou sarcástica da coisa.
        É que é sempre à hora de jantar que elevamos com estes tipos que não sentem a crise no bolso como eu sinto.
        São esses tipos a quem nunca lhes surripiam os subsídios e que só num mês têm mais mordomias que muitos dos portugueses, agora pensionistas, alguns mutilados pelo ultramar e por outros tantos que fizeram e lutaram pelo 25 de Abril hão-de ter até ao resto da sua vida.
        Os cêntimos que lhe “roubam” todos os meses, da já magra pensão, serve para alimentar essas mordomias.
        P.S. – Faltou ao Prof. Cavaco amarrar os três partidos e dizer-lhes que logo no início do próximo ano parlamentar façam uma revisão da constituição que reduza o número de deputados de 230 para 180, revisão essa que deve estar pronta até 31 de Dezembro de 2013.

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  2. A RTPN também deu
    Infelizmente passaram a dar mais antena a estes aprendizes desde que alguns políticos experientes perderam completamente a cabeça e nos fizeram perder 6 milhões no ultimo leilão! P.f. pense um pouco.

      1. Acredito que pensou e não tenho a mínima duvida que é um ser bem pensante, mas no seu lugar, eu pensava um pouco mais e melhor e deixava passar um intervalo de tempo razoável, para aí um ano ou dois, para escrever sobre um politico.

        1. Os meus problemas com a sua sugestão são
          1. Será que duro mais dois anos?
          2. Será que saberei pensar mais e melhor nesse intervalo de tempo?
          3. Será que a Catarina Martins, daqui a dois anos, ainda resiste à bicefalia da direcção actual?
          Como vê nenhuma destas questões garante que eu “opine” com mais qualidade dentro de um ano ou dois. Foi por isso que me atrevi a opinar agora.
          Mas, quem sabe, estes próximos dois anos não serão bem mais agradáveis, se seguirmos o seu conselho relativamente a todos os políticos?!

          1. 1- Sim. Ser forte, normalmente ajuda
            2- Sim, porque ainda é muito nova para ser apanhada pela doença do Dr. Mário Soares que, desde que se recandidatou, tem sido só asneiras e certamente já não vai melhorar.
            3- Possivelmente sim, a vida no Bloco parece pacifica, a vantagem de não ter a ver com as decisões que importam ao país, além de não ser muito dificil viver com a subvenção pública a que tem direito.
            Por muita volta que se dê, os próximos dois anos não vão ser mais agradáveis para a grande maioria da população portuguesa, muito pelo contrário.
            Quanto aos politicos devo dizer-lhe, que no próximo dia 29 de Setembro poderei passar a ser municípede de um concelho com uma Assembleia Municipal presidida por um recluso da Carregueira. É a vida!

  3. Post estranho (ou não).
    Pode, por favor, explicar o parágrafo seguinte:

    «E que disse, então, a jovem actriz? Isso é que é mais problemático de concretizar, porque o discurso foi algo repetitivo sobre o PR e as obrigações que sobre ele impendem. Como todos pedem eleições antecipadas, é difícil, para além disto, descortinar o que os distingue uns dos outros.»

    A que «todos» e a que «outros» se refere na sua vertiginosa mudança de enfoque a meio de um parágrafo e porque é que isso há-de pesar particularmente sobre «a jovem actriz» Catarina Martins?

    Obrigado.

    1. Esqueci-me da terceira parte da pergunta:
      “pesa-lhe porque sendo apenas metade da direcção do BE, tem que demonstrar que desejando o mesmo que a restante esquerda, o deseja por razões específicas, essas sim. difíceis de clarificar, pelo menos aos meus ouvidos. Mas claro que pode ser deficiência minha e mais apurada percepção da sua parte.

  4. No meu caso tenho,desde o estadista-filósofo-economista,tendência a mudar de canais(que se repetem)sempre que um político aparece no televisor.Eu bem me admoesto que a democracia e a representatividade e tudo mas…

      1. Obrigado.
        Não tenho TV Cabo, portanto não posso ver.
        F. Louçã tem a modos que uma dupla personalidade. Também como economista é, segundo julgo, um indivíduo rigoroso e sereno, sem nada a ver com o líder político.

  5. A proporção de tempo dado à Catarina Martins do BE será equivalente ao poder obtido pelo 3.º (terceiro!) partido mais votado, isto após a confirmação do PR ontem à noite. Um partido de obteve 650 mil votos e que, neste momento, manda no país. E esta hein? Deixe lá o BE e preocupe-se com quem está a destruir Portugal.

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