Rui Sebastião chamado ao salão


Pedro Correia,

«Passos Coelho não tem neste momento mão no PSD. (…) Estão criadas as condições para que a corrente crítica no PSD venha questionar a liderança. O PSD pode ter algum ganho se conseguir alterar a liderança do partido até às eleições. (…) Dentro do PSD há uma larga maioria que não está de acordo com a manutenção deste governo.»

Raquel Abecasis, TVI 24, 2 de Julho

 

«Há duas pessoas que têm um poder enorme dentro do PSD, assim de um dia para o outro: Rui Rio e Paulo Rangel.»

Ricardo Costa, SIC Notícias, 2 de Julho

 

«O Presidente da República deve chamar Rui Rio, que é uma pessoa prestigiada.»

José Gomes Ferreira, SIC, 3 de Julho

 

«A melhor solução para o País era um governo de salvação nacional ou de unidade democrática. (…) Conheço pelo menos quinze ou vinte pessoas na sociedade portuguesa que têm conhecimentos, experiência e seriedade para poderem exercer esse papel.»

Freitas do Amaral, RTP, 3 de Julho

 

«Apostaria no Rui Rio, que tem estado a gerir a Câmara do Porto magistralmente e sai com um prestígio enorme como autarca. É uma hipótese [para primeiro-ministro].»

António Capucho, Rádio Renascença, 3 de Julho

20 comentários em “Rui Sebastião chamado ao salão”

  1. Eu é só para dizer que o Rui Rio daria asneira. Já o vi e ouvi. Determinação, honestidade e uns laivos de franqueza até à má educação não chegam. Um político precisa de ser culto.
    A diferença entre a média dos políticos europeus – mesmo numa altura em que não há nenhum particularmente notável e os portugueses é abismal. E basta ver algumas horas de debates políticos e compará-los com os de cá.

  2. Também não deixa de ser gozado que quem não se pode recandidatar ao Porto possa, em vez disso, ir a PM. Lá se vai o espírito da lei de limitação de mandatos para o caixote do lixo.

        1. Nestas alturas aparecem sempre os mesmos a defender isso. São poucos, mas parecem muitos porque falam imenso nas televisões – noite após noite. Dizendo que é uma maçada ir a votos, que a Europa vê isso com maus olhos, que dá despesa, que o resultado é incerto, etc.
          Já vi este filme. E não gosto dele.

  3. Todos diferentes todos iguais. Não passam de peixes mortos levados pela corrente de um caudal que cheira mal.

  4. Sendo “todos iguais” há uns mais iguais que outros. O problema deste primeiro-ministro não é a sua ideolgia, é a sua (total) incompetência. É apenas a minha opinião, mas eu acho que o Rui Rio tem bastate mais credibilidade, e maior experiência executiva, quando comparado com o Passos Coelho.

    Eu não estou a dizer que ele seria BOM, o que eu estou a dizer é que seria MELHOR que o Passos Coelho, ou que o Seguro.

    1. Só falta um pormenorzinho. Ou antes, faltam vários. Candidatar-se. Ganhar o partido. Concorrer a eleições. Ganhar as eleições. Formar governo a partir dessas eleições.
      Coisa pouca…
      De génios em abstracto está a política portuguesa mais que cheia. Todas as noites vejo vários a desfilar nos ecrãs da televisão. Grande parte deles já “salvou” o País. A falar.

  5. Para o salão ficar composto só falta isto…

    Se a actual legislatura terminar antes do prazo previsto, como é muito provável que aconteça, a única solução governativa credível e propiciadora de um mínimo de estabilidade só pode sair de eleições.
    Mais democracia, nunca menos democracia. Quando não há outra solução, resta esta. Que é sempre a melhor, mesmo que por vezes não pareça.
    (Pedro Correia 03.07.13)

    1. Pois. Governo tem de sair de votos, não de arranjos palacianos. E com apoio parlamentar, não com bênção presidencial. É mais fácil conseguir nos debates televisivos do que na vida real. Mas o tempo em que o salvador da patria chegava a Lisboa montado num cavalo branco já passou.

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