Bolsa portuguesa perde 2,4 mil milhões de euros num só dia
Crise política em Portugal agita mercados mundiais
El Ibex registra fuertes descensos lastrado por los bancos y la crisis portuguesa
Portuguese political crisis hits financial markets
Portugal borrowing costs rise amid looming crisis

O último a saír que feche as portas.
O BPN Paribas e o Saxo Bank (pelo menos) já lêem nas estrelas um segundo resgate.
BPN é o do buracão, é BNP e não BPN!
O Bank of America e o Citigroup também.
Não há problema, que o Tozé vai salvar a gente:
“António José Seguro, secretário-geral do PS, passou a manhã de hoje em contactos com bancos e embaixadas, procurando transmitir para o exterior uma mensagem de tranquilidade quanto à atual crise política portuguesa. Os investidores internacionais têm sido um dos alvos prioritários do líder socialistas, uma vez que, após as notícias das demissões dos ministro Vítor Gaspar e Paulo Portas, os juros da dívida portuguesa começaram a subir.”
Aqui para nós, como é que os jornais tomarão conhecimento destes importantíssimos desenvolvimentos?
Ah, o cheiro a napalm!
Snif, snif.
Mais uma vitória do governo e de Vítor Gaspar.
Parafraseando o Pedro, as coisas são o que são, este governo destruiu o país.
Tudo isto, tristemente, era previsível, meu caro Pedro.Esta foi a mudança que nos prometeram quando chumbaram o PEC4 e substituíram aquela malta do Sócrates pela camarilha laranja das jotas , quando elegeram Cavaco Silva, “em nome da estabilidade e da confiança dos mercados”, porque eles é que sabiam tudo, tinham tudo estudado e estavam todos muito bem preparados para tomar conta disto.
Era vê-los balofos e bem cheirosos, de lencinho na lapela, a botarem faladura pelas televisões, sorrindo nos “cocktails” e nas “vernissages “, todos muito senhores de si, insultando tudo e todos nos blogues, a começar pelos que não pensavam como eles, incluindo aqui nas caixas de comentários do Delito, almoçando no Gigi , enquanto olhavam para a mesa do lado por cima do ombro, rindo alto, falando alto, exibindo ostensivamente o seu estatuto novo-rico, usando e abusando dos telemóveis que tocavam a toda a hora durante as refeições em restaurantes pacatos e reservados deste Algarve onde me exilei, mostrando os gadgets “de merda ” da última geração, apregoando a mudança, a seriedade, exibindo as dentolas novas.
O Vergílio Ferreira, meu saudoso professor que com todos os defeitos que tinha também não tinha papas na língua, chamou-lhes uns canalhas, embora houvesse quem dissesse pior.
Os últimos meses tem-nos mostrado qual era a preparação deles. Num país decente, com políticos e governantes à altura, com um povo que lesse em vez de perder tempo a ver novelas e “big brothers”, estes gajos nunca teriam passado de vendedores de seguros. E maus.
Eu só te pergunto o que pensariam os portugueses, e a maioria dos comentadores do Delito, se o PM fosse Sócrates ou outro qualquer do PS, se Sampaio fosse o Presidente, se o ministro das Finanças tivesse acabado de bater com a porta, o desemprego a bater nos 20%, o défice a chegar aos 127%, e o MNE, braço direito do PM e esteio da coligação, tivesse acabado de se demitir e, ainda assim, o PR desse posse a uma secretária de Estado acabada de promover e de ser desmentida pelo ministro cessante, e cujo marido tinha encontrado um porto de abrigo na “privatizada” EDP? Não é ficção , meu amigo, é o que nos está a acontecer.
O surrealismo consegue estar a anos-luz disto, isto é o hiper-surrealismo . Falta-nos um Aragon ou um Breton que retratem esta miséria com palavras vivas. O João César Monteiro, que à sua maneira era um génio, provavelmente teria já largado um rol de palavrões na Av. da Liberdade. E no final, entre dois cigarros, talvez encontrasse ali um bom guião para um filme. De tarados, evidentemente.
Em Nov. de 2011 escrevia eu, naquilo que alguns dizem ser o meu tradicional “cepticismo”:
“Da competência deles, ou melhor, da sua incompetência, nunca duvidei. Bastava-me saber que os ex-jotinhas ” eram a locomotiva da mudança para perceber qual seria o caminho que nos esperava. Prova-se em cada dia que passa que não era eu quem estava equivocado. Para mal dos nossos pecados. Os palhaços somos nós”.
Quantas vezes escrevi pedindo que o PR interviesse, que deixasse de se comportar como um amanuense camarário, e exercesse os seus poderes, tomasse a iniciativa de avançar, respeitando o quadro parlamentar, com um governo de iniciativa presidencial até ao final do período de ajustamento? Não era isto e só isto o essencial? Preferiu deixar tudo em roda livre, ir tomar chá com torradas, enternecer-se com “o sorriso” das vacas e plantar árvores com a Maria no quintal do Jorge. Uma tragédia.
Esta malta que de há umas décadas a esta parte nos come a carne e os ossos, além de não ter a escolaridade obrigatória, como diria Soromenho Marques, pelo menos em matéria política, não passa duma cambada de putos palermas e ignorantes, sem o mínimo sentido da vida, que cresceram nas golpadas das jotas e subiram à custa de “cunhas” e das “gorduras do Estado”. E agora tudo espatifado.
Talvez um dia os portugueses se cansem. Mas até lá…
Não valerá a pena dizer o que vem a seguir, tu também já os conheces. Pode ser que os que sabem rezar se safem, mas os outros…, bom, quanto aos outros talvez não ande longe da verdade se disser que acabarão como eu.
Oxalá que desta vez me engane. E olha que é sincero. Tu já me conheces, Pedro
Abraço amigo,
Tem razão meu caro , aliás muito de nós temos razão antes de tempo !
Eu em 2004 e em 2011 , ainda não participava nem lia sequer blogs pois andava ocupado a trabalhar.
Como você e eu haverá uns quantos , alguns deles já saíram pela Portela ou Pedras Rubras.
Limitamo-nos a votar no mal menor e rezar que as coisas corram mais ou menos.
Se a irresponsabilidade e incompetência dos políticos e responsáveis superiores do Estado lhes saísse do bolso ou do lombo isto não estava assim.
Mas Portugal é assim : com papas e bolos se enganam os tolos dos Portugueses que não vêem 50cm além da testa.
Irresponsáveis , incompetentes , de ego inchado parecem crianças que brincam e estragam os brinquedos porque sabem que amanhã fazem nova birra e dão-lhes brinquedos novos.
Enquanto não se instalar uma verdadeira cultura de responsabilização (criminal sobretudo) para estes fedelhos a que podemos juntar a malta do Tó Zé isto vai continuar a piorar todos os dias.
Cada dia que passa gerido por esta classe politica proveniente das jotas e não da sociedade civil que é mais um prego no caixão.
Percebo bem o teu estado de espírito, meu caro Sérgio. Um abraço amigo.
(1) Estes problemas nas bolsas são irrelevantes e inconsequentes para a maioria das pessoas. O que interessa é a economia real, não a economia financeira.
(2) Portugal é um pequeno país, cujo eventual colapso não provocará mais que pequenos e passageiros danos nas bolsas.
Ainda bem que é tudo assim! Que felicidade!
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/d etalhe/barclays_antecipa_venda_generaliz ada_das_obrigacoes_portuguesas.html
Irrelevantíssimo.
Preparação boa é no Pap’Açorda. Pessoal competente declara que não pagamos e até os banqueiros alemães ficam com as pernas a tremer. Entre os outros e estes venha o Diabo e escolha.
Essa indignação torna-se mais fremente se à mesa estiver um suculento eisbein regado com uma Erdinger. Ou duas ou três…
“País onde não há dinheiro todos ralham e ninguém é certeiro”.
País onde não há cacau todos dão e levam tau tau.
A bolsa perde, e todos se importam. O país perde, e ninguém se importa.
Há qualquer coisa aqui que não bate mesmo certo. Serei eu?
Não é. Garanto-lhe que não.