Desde que chegou a casa, ontem ao fim da tarde, mantive-me atento e vigilante. Até ver, nada. E isso ainda me perturba mais. Será esta aparente normalidade um sinal de que algo de muito grave se passa? Que terríveis consequências estarão a desenvolver-se enquanto a alegria, a vivacidade, o entusiasmo, o brilho nos olhos, esse mesmo de sempre, tudo isso se mantém. O próprio beijo que me deu à noite pareceu tão igual aos da semana passada. Não sei, confesso que não sei. Entretanto, temo e tremo. Enquanto redobro a atenção. Se isto continuar assim, sem que nada aconteça, levo-a ao médico. Afinal de contas, já passaram mais de vinte e quatro horas desde que a Leonor fez o exame de Matemática do 4º ano. E todos sabemos que isso só pode ter provocado sequelas traumáticas.
Mantenho-me alerta e conto-vos se houver novos desenvolvimentos
Rui Rocha,

E não poder telefonar durante o exame,enviar um mail,um fax!Nunca se viu tamanha desumanidade.Apelemos às instâncias internacionais,um movimento já!
No mínimo.
Uma das minhas netas , também uma pobre vítima da mesma situação , continua igualzinha ao que sempre foi , bem disposta e brincalhona .
É de facto estranho , muito estranho .
Aqui há história …
Ninguém me convence do contrário.
Podemos sempre fazer um abaixo assinado na Internet. Parece que é o que está a dar.
Com assinatura electrónica…
Não abrandes a vigilância nem te iludas com a alegria dela. Aconselho-te um psicólogo com urgência, e não te esqueças de lhe recomendar que leve o telemóvel para as consultas, para te ligar de vez em quando.
Espero que ela possa tuitar.
Vou mandar-lhe uma ervas cidreiras, Rui. Vocência estará provavelmente no limiar de uma guerra de nervos que só tratrá sequelas à sua menina. Controle-se, meu caro. (Ó pra ela, impávida e serena!)
🙂 Mt bom 🙂 De facto, como docente e como mãe, não vejo onde esteja o trauma, eu, que não sou propriamente fã de exames nem votei neste governo. Sobre isso tb escrevi lá no meu cantinho. 🙂