Mário Soares acha possível «um entendimento bastante grande» entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda. Por uma vez, concordo com ele. A deriva do PS para a esquerda, adoptando posições cada vez mais parecidas com as do Bloco, pode permiti-lo. O problema seria após formarem governo, quando o realismo voltasse a entrar no Largo do Rato. O realismo que forçou o mestre da fantasia que o liderou antes a apresentar, de mão estendida em Bruxelas, PEC após PEC com medidas de austeridade. O realismo que leva Hollande a nada de essencial ter mudado em França desde que foi eleito. O realismo que o pessoal do BE adoraria.
Confluência, confronto com a realidade, conflito
escafandro,

Não é de agora: já o Pinto de Suza e o Anacleto Louçã se amavam loucamente…
Mas disfarçavam melhor…
Quase pagava para ver…
Ai, pagaria, pagaria. Aliás, talvez ainda venha a pagar.
Como eu já tinha 27 anos em 1974 , lembro-me bem que ele também dizía que achava o mesmo na altura (mas com o PS e o PCP) .
Se achava o que dízia duvido , como se viu depois , e pela razão que jaa aponta .
Na oposição todos os irrealismos são possíveis , tal como na blogosfera , é só bitaites e amor ao próximo .
O problema é quando se tem que lidar com a realidade .
Por isso é que somos tantos por aí a encontrar caminhos para vastos entendimentos no país quando a maior parte de nós nem lá em casa consegue pôr a família de acordo .
Só para contrariar: a questão é que a família não se escolhe e os amigos sim. Oppps.
A mim não me contrariou nada .
Se tivesse lido com atenção o meu comentário veria que escrevi “lá em casa” .
Ora “lá em casa” , para quem já é crescidinho , costuma estar o conjuge e os filhos e concordará que foram todos escolhidos , se depois as pessoas continuam agarradas a vida toda ao conjuge errado ou (des)educaram os filhos e estes lhes chamam nomes , isso é problema de cada um porque escolheu tudo mal – mas escolheu.
Um grande Oppps para si também
Eu consigo pôr a família de acordo!
(O quê? Sim, estou a usar o computador.
Não, não estou no blogue.
Pronto, estou no blogue mas estou só a escrever um comentário inofensivo.
OK, de acordo, livra, vou já sair!)
Obrigado pela gargalhada .
Pois aqui em casa também foi sempre assim porque consegui – sem grande esforço , como se imagina – que as últimas palavras fossem sempre minhas :
“Sim / está bem / como queiram”.
Se não fosse absolutamente trágico, até gostava de ver uma aliança dessas a por as máquinas de fazer notas sem nenhum valor a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana.
E convém sempre recordar a gravíssima discussão, de horas, que Soares teve com Sócrates porque ele, Soares, queria chamar o FMI e o outro não.
Sempre se estimularia o sector das gráficas, do papel e das tintas de impressão…
Realismo no Largo do Rato? Cuidado com essa fantasia.
Podemos sempre chamar-lhe ‘realismo mágico’…
por acaso, depois de ver o rally na 2, vi um pouco da entrevista.
coitado!
enfim…
“depois de ver o rally”
O que eu gostava de saber é por que raio os Sebastiões são tão bons pilotos: Loeb, Ogier, Vettel…
Pois, isso não sei !
Mas …
queres ver que o ” Nosso ” quando se pôs a milhas …
aquilo não era nevoeiro, mas sim … poeira 🙂