«A atitude do Partido Socialista deixou que a narrativa feita pelos meus adversários políticos estivesse sozinha em campo.»
José Sócrates, ontem, em entrevista à RTP
«A atitude do Partido Socialista deixou que a narrativa feita pelos meus adversários políticos estivesse sozinha em campo.»
José Sócrates, ontem, em entrevista à RTP
Não, Zé Sócrates, o PS está a combater em campo a mesma narrativa política que é tua continuidade.
adoro a palavra narrativa. é uma das minhas palavras favoritas.
Esta repetição tem que ter uma explicação. É inacreditável. Bêbado, Sócrates não estava.
Talvez houvesse algo de irónico no abuso da expressão. Houve quem contasse: terá pronunciado 57 vezes a famigerada palavra.
A política actual baseia-se no racionalismo da democracia (em vez do estado aristocrático). Mas uma lei animal, antropológica, garante que fazemos o melhor por nós próprios e que o egoísmo é próprio do ser humano. Adam Smith, justifica (um pouco) assim o liberalismo.
Alguém muito racional diria “esperemos o melhor mas preparemo-nos para o pior”.
Para quem é suficientemente inteligente (mais do que nós, simples mortais), o “estado da arte” é fazer de nós parvos (e somos). A democracia morre pelo próprio racionalismo. Estamos (nós, mortais) preparados para a meritocracia? É que em meritocracia, a concertação social põe os inteligentes de um lado e os burros (pobres mortais) do outro.
Curioso, não é?
Apreciei a sua narrativa.