É com enorme pesar que publico este post. Madalena Fragoso faleceu esta madrugada na sua casa em Lisboa.
Foi ela quem me confiou o primeiro texto que escrevi sem ser de Economia. Chamava-se “Outono” e saiu na Página da Mulher de um jornal que já não existe. A partir daí a minha segunda carreira não mais parou.
Com ela entrei no CCC – Clube Começar de Novo – e pertenci ao grupo restrito que pensou, idealizou, sonhou e fez a Máxima.
Durante anos a Madalena era parte integrante dessa minha nova profissão. A qual havia, aliás, de se tornar para mim tão importante como a primeira, de economista, que continuo a ser. Durante anos, a minha coluna “Corpo e Alma” era o texto de abertura da revista.
Depois, o grupo inicial alargou-se e eu entendi que o clima já não era o que havia conhecido. Foi por esse tempo que a Teresa Guilherme me levou para a televisão. Não a esqueço, também.
A partir daí, tomei eu própria conta de mim, gerindo a consultoria económica, o ensino universitário, a escrita e a televisão.
Mas fui sabendo, sempre, da Madalena e continuei sua amiga pessoal. Quando hoje me telefonaram a dar conta do sucedido, fiquei muito triste, apesar de saber que para ela, em grande sofrimento, foi melhor partir.
Não a esquecerei nem àquilo que ela me proporcionou. Paz à sua alma, que era grande!
