O ex-Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, diz aos fiscais da Autoridade Tributária e Aduaneira para ir tomar no cu. Relvas diz que respeita as opiniões de qualquer ex-membro do Governo. Alguém pediu o prolongamento do Carnaval?
Respeitinho é muito bonito
cronicasnofeminino,

Era bem melhor que FJV não tivesse integrado o governo. Mas uma vez saído talvez fosse conveniente usar de uma linguagem mais adequada.
Quando escrita, em contexto de romance, até pode ser natural. Em apreciação oral parece-me algo grosseira na boca de um ex representante da cultura.
E depois admiram-se dos alunos…
É grosseiro e desnecessário, Helena. Não lhe fica bem.
Digamos que este governo anda um pouco estranho na forma como se exprime. Ainda pior que o vernáculo de Viegas é este texto de Carlos Peixoto, deputado do PSD, em que se refere aos idosos como a ‘peste grisalha.’ Deixo o link: gal-cabelos-brancos
http://www.ionline.pt/opiniao/portu
Tens toda a razão Leonor. O texto é lamentável.
É inadmissível que um deputado se exprima assim em relação aos seus concidadãos, Helena. A forma como os reformados têm sido tratados pelo Governo é abjecta.
Concidadãos e seus mandantes…
É de crer que a consciência, por parte dos deputados, de que estão na assembleia a representar outrém e por poder de outrém – que não o chefe, cacique, etc. – seja, infelizmente, muito ténue e difusa.
A lei eleitoral não muda e eis-nos num regime que nalguns aspectos poderá já ser classificado de facto, como autoritário e em choque aberto com os princípios do estado de direito. É o caso, entre outros, do denominado acordo ortográfico.
Ele não se refere aos idosos (às pessoas concretas) como “peste”. Refere-se antes a uma “doença” social.
Pelo menos é assim que eu interpereto a frase.
Grosseiro e desenecessário, seja. E a fúria infrene com que este governo se lança sobre os cidadãos, sugando-lhes tudo e mais alguma coisa, numa loucura fiscal sem precedentes e, agora, querendo lançar sobre eles o odioso de ser fiscal das finanças e convertendo um direito (o de exigir factura; se o comprador assim o entender) numa obrigação (a de exigir factura para suprir a ineficácia de um estado insaciável, impune e irresponsabilizável)?
Isso é o quê? E não fundamenta o direito ao desabafo? Isso, ao menos? À grosseria, assaz benigna, ao menos, como forma de obter um mínimo de paz? Façam de nós parvos, mas saibam que nos sabemos ser esse o nosso desgraçado papel…
O estado que procure ser bem educado com os cidadãos. O exemplo, diz-se, vem de cima…
Costa
Fundamenta o desabafo se FJV não tivesse feito parte deste governo. E antes que me tomem por alguém que não sou, se há governo que odeio do fundo do meu âmago (muito fundo, portanto) é este. Acho que fica mal a FJV usar esta expressão e pior ainda ao Relvas vir defender o indefensável. Quando o Arménio Carlos chamou ‘escurinho’ ao representante da Troika, caiu o Carmo e a Trindade, e muito bem, não vejo em que é que este ‘desabafo’ num blogue possa ser melhor. Não gosto.
É certo, o homem desiludiu profundamente. A reviravolta patética que deu a propósito da infâmia de Foz-Tua e a adesão ao aborto ortográfico cá estão para o demonstrar. Sendo certo que neste último aspecto houve coerência, desnecessária, dispensável triste. Mas o homem é de há muito um amante de tudo, ou quase, o que seja brasileiro.
Até o insulto adoptou uma fórmula brasileira, como muito bem aponta, uns comentários abaixo deste.
Tem muito que trabalhar, FJV , para se demarcar destes que agora “lá estão” (sendo certo que os que antes lá estiveram – e lá voltarão – são tão maus ou piores). Se alguma vez o conseguir.
Mas em abstracto, esquecido o autor da tirada, o que foi escrito só pode ser o que vai no espírito de tanta gente… Alguém o afirmou em público (e, tudo visto, com bem poucas culpas no estado geral do país; bem menos do que alguns respeitados fazedores de opinião que por aí peroram como virgens descidas há poucas semanas à terra). É tudo.
Não desculpa, é certo. Nem o homem se retractou. Mas torna a hipocrisia um tudo nada mais aceitável.
Costa
Bem visto, Costa. Racional e certeiro.
Caro comentador Costa,
Parece-me que Viegas, tendo percebido que o «acordo» não tem o favor da intelectualidade portuguesa, tentou – conseguiu – fazer-se passar por desafecto.
A verdade é que que Viegas, que escreve croniquetas em jornais, gabava-se de ter sido o primeiro a escrever em acordês , por imposição sua no jornal que lhe publica as prosas.
Viegas sempre trabalhou para a imposição do acordo aos portugueses – e se fosse de outro modo, nem Relvas (cidadão honorário do Rio de Janeiro) consentiria Viegas que ocupasse o cargo que ocupou.
O “insulto” a um ex-colega de um governo – mesmo tão mau como este governo é – e de onde, se não foi mais uma mentirola, apenas saiu por doença (a cena do delíquio) devia dar-lhe alguma contenção.
Resta esperar que que volte ao governo – merecia bem o lugar de Ministro da Marinha.
Desafecto? Acha?… o homem continua a recorrer ao acordês. Veja-se o seu (dele) texto que aqui nos trouxe.
Costa
é uma expressão homofóbica
Não acho.
Como choveu e fez frio no Carnaval, aceita-se e compreende-se.
E o Governo esteve a trabalhar na terça-feira. Precisam de descontrair, mesmo que o Viegas não esteja no Governo agora.
Sensibilidade e bom senso ?? Pois, parece que não temos…
E será que estamos a pedir muito, Fernando?
“Tomar no cú”? parece-me que este termo é uma tentativa (mal conseguida) de cumprir o AO de má memória.
Toma-se no cú como quem toma uma caipirinha? Não perguntei a opinião da Edite Estrela, mas parece-me que em bom português se diz “vá apanhar no cú”, ou “vá levar no cú”.
Teria talvez sido mais sensato se o ex SEC tivesse ameaçado mandar o tal funcionário ” prá puta que o pariu”! Parece-me mais português, mais nosso.
Agora a sério: FJV não precisa disto para se demarcar de um governo onde esteve um ano e meio; bastava dizer que não está de acordo com o que quer que seja.
O FJV gosta muito das Terras de Vera Cruz 😉 Como muito bem assinala, não havia necessidade
O homem, em tudo o que se refira ao Brasil, perde a cabeça: até teve o desplante de acusar Eça de Queiroz de racismo (como se pode convidar alguém que comete uma infâmia dessas – porque é uma infâmia, um insulto imperdoável – para secretário de estado da cultura de Portugal é um mistério… Imagine-se que havia uma homenagem a Eça. O secretário de estado ia homenagear que, segundo ele, é um racista?: “Como se sabe, Eça [de Queiroz] era muito racista em relação ao Machado. Eça tem quase todos os pecados, ele era racista, machista… Ele era um homem muito fechado, provinciano. E ele nunca aceitou muito a concorrência do Machado.)” ost/43188
A coisa faz parte de uma entrevista que merece ser ouvida. Atente-se na pronúncia brasileira. http://www.saraivaconteudo.com.br/Videos/P
Ai, como eu quero ser fiscal dessa coisa.
Eu acho que se diz “levar no cu”.
FJV talvez tenha utilizado o verbo “tomar” como uma forma de tornar a frase menos agressiva. Honra lhe seja feita…
Em português do Brasil diz-se assim.
Miguel Relvas, de cada vez que abre a boca sai asneira. Então ele respeita as opiniões de ex-membros do governo diferentemente das das outras pessoas? Por que motivo há de Miguel Relvas respeitar especialmente, particularmente a opinião de FJV, ainda para mais quando ela é exprimida desta forma?
Cum caramba! Finalmente concordamos, Luís Lavoura. Uma efeméride.
Na minha opinião, essa linguagem do FJV que andou sempre a ” lamber ” os pés do governo, só quer dizer uma coisa, que está profundamente ressabiado e a quantidade de sapos engolidos deve ter sido excessiva para a sua própria capacidade.
Um ex. membro do governo, ainda mal saído e quente, mandar os seus ” amiguinhos ” tomar naquele sítio…
Enfim, mas o Sr.Relvas respeitando a opinião dos ex´s, quer ver que também, vai ” tomar ” alguma coisa?
Ai Leonor, este País está uma vergonha, até hoje nunca senti tanto vergonha de ser portuguesa como agora, e isso é muito triste!
Fica-lhe mal. Há muitas formas de discordar, cr.
Quanto ao país, nem sei que lhe diga. Nunca estive tão desiludida. Sugam-nos tudo.
Infelizmente,este governo consegue provocar alteraçõess nas pessoas,
Alguns dias um senhor que conheço,que é super calmo,disse os nomes mais feios que se podem chamar aos politícos ,por isso já não me espanta e compreendo bem a revolta de FJV.
Claro que consegue, Isabel, é óbvio que sim, sabem os deuses o que me passa pela cabeça cada vez que ouço as notícias. O que me parece surpreendente é esta atitude quando ele também fez parte desta comandita. E a forma como o fez e, por último, o ar moralista de relvas como se fossem muito sérios e esta ‘opinião’ não fosse extremamente grosseira.
Os nomes mais feios que se podem chamar a políticos?
Chamou-lhes honestos, convictos, firmes, sensatos?
Expressão perfeitamente adequada ao caso.
Diga lá que não estava com saudades de um post meu para discordar?
Agora que penso nisso… 🙂
Quanto à problemática da “cultura” deixo aqui Mozart para deixar as almas mais descansadas:
Mozart – “Leck mich im Arsch” – Canon in B flat for 6 Voices, K. 231 uk
http://www.youtube.com/watch?v=C78HBp-Yo
E também dedicou isto aos fiscais da AT?
Se ele o tivesse feito desta maneira, muitos que agora protestam bateriam palmas…
1-O ex-Secretário de Estado e deputado eleito (deve estar com mandato suspenso) deveria ter mais respeito.
2-Gostaria de saber qual a sua relação com o fisco. Tem os impostos em dia?
3-Como SEC foi uma nódoa, mas sempre atirando as culpas para os outros.
http://www.youtube.com/watch?v=hV76KXU1x 6g