12-12-12


Ana Vidal,
“A persistência da memória”, Salvador Dali

Acho graça a esta excitação toda em volta do dia 12-12-12, e ao argumento dramático de que é um dia único porque “nunca mais vamos ter um dia igual no tempo de vida que nos resta”. Como se isso não acontecesse todos os dias, como se cada dia não fosse único, sempre diferente de todos os que já passaram e dos que virão. A vida renova-se, não se repete.

12 comentários em “12-12-12”

  1. Ainda hoje me diziam: “O Mundo acaba, hoje, para os que morreram.“

    Tendo em conta as vezes que ‘sobrevivemos’ inúmeros cataclismos, até acaba por ter a sua elegância de ponderação.

  2. E quando a malta topar que, este ano, a passagem de ano calha numa sexta-feira treze? Aí é que vai ser bonito!

    1. Kand inda era um zóvem inconssiente, fui espulço duma aula de Istória porque referi pomposamente… para dar um serto ar dintendido: que no rénado de Filipe o Belo, no ano de 1307, na madrugada de 13 de outubro (uma sexta-feira) Jacques DeMolay, juntamente com mei-duzia doutros cabaleiros, foram capturados por Guilherme de Nogaret (um engraxador do rei), comessando assim o precesso destinssão dos Templários.
      A setora não gramou o keu disse, julgou keu táva na renação e tungas, mandou-me dar uma volta ó bilhar grande… e eu fui.

      1. E fez muito bem … há que saber escolher as datas com atenção. Caso o Bartolomeu tivesse dito que a coisa aconteceu a 13 de Outubro de 1310, ou em alternativa, a 13 de Julho de 1307, a data já se revestia de um carácter mais premonitório, mais conducente a essas coisas dos fins, sejam elas do mundo ou dos templários!

        1. Por isso tive o cuidado de situar o sucedido, no espaço, no tempo e no modo, AF, identificando-me: «Kand inda era um zóvem inconssiente».
          Desde esses remotos tempos, já muitas voltas esta esfera achatada, onde todos nos consideramos deuses, deu.
          ;)))

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