Passei ontem os olhos por um desses programas de paleio futebolístico que pretendem animar os serões televisivos de segunda-feira. Comentava-se qual seria a forma ideal de fazer determinado gesto. Segundo um dos intervenientes, a coisa só merecerá certificado de validade se tiver dois dedos encolhidos entre um esticado. Parecia quase uma metáfora do referido programa: um esticado, dois encolhidos.
Replicava outro interveniente que “à americana” basta um dedo esticado, não havendo necessidade de encolher nada.
Fiquei elucidado, uma vez mais, sobre a qualidade do programa e za(r)pei rapidamente para outro canal. Nestas ocasiões, nada melhor do que premir o dedo indicador no botão de comando. É quanto basta.
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E depois há programas de paleio futebolístico quase todos os dias da semana.
Uns são do dia seguinte, outros do dia anterior, outros do prolongamento, da bola ao centro, do tempo extra, do mais futebol, do trio que anda no ataque, outros das competições europeias, muitos com faladura EM DIRECTO de treinadores ou de jogadores incapazes de debitar duas frases articuladas, não há pachorra…
Não há mesmo.
Fiquei a trabalhar este sistema “à americana” e fiquei com a mão esticada. Ós despois pensei melhor e disse para comigo: Eu, no lugar do Pedro, escolheria a versão portuguesa para indicar o meu agrado por tal programa, e era verem-me zarpar para o canal canal Panda. Mas também concordo com a sua delicadeza, Pedro.
Eu cá não vou em americanices, caro anónimo…
Onde se compram essas televisões que só aos serões das segundas-feiras é que nos animam com programas de “paleio futebolístico”? Também quero uma dessas!
Na minha, até jornalistas, políticos, comentadores, politólogos, sociólogos, etç, já usam o futebolês como linguagem preferencial… não vá a malta não os entender!
Às segundas é dose dupla. Ou tripla, sei lá.