Como eu hoje te esperei. Como queria as tuas horas, tão diferentes das dos dias. Sabes lá o que elas são. Nem sequer te vou contar. Esperei tanto que viesses, que me visses. Vês-me noite? Eu aqui à tua beira, debaixo do teu nariz? Pára de me atirar estrelas, que me estragas o vestido. Gostas dele noite? Que beleza tens trazido. Já ontem te calculei. Toda a semana desconfiei. Sabia. Era hoje que te via. Até o passei a ferro.
Noite, noite, fica noite até ser dia. Com as tuas horas sem pressa, sem que nada lhes aconteça. Lentas, mudas, belas, surdas. És um presente do céu. O melhor que alguém me deu. Sabes noite, o que eu gostava? Ao teu colo voava, no prenúncio da aurora. Sim. De ir aos lugares onde te metes. Por aí fora. Saudades? De noite não se é o mesmo. Pensei que sabias isso. Na noite, noite, pouco ou nada quer o dia.


Que prazer.
Uma noite deliciosa para Si.
e para si também, Outside. do melhor 🙂
Também sou noctívago, absurdamente noctívago. A calma, como a petulância, da noite é o meu verdadeiro sossego e ansiolítico. Excelente noite.
(A família é grande, seremos primos…?)
dormem as ânsias do dia, acredita-se num sossego qualquer 😉 grande é a noite, tenha a sua, Paulo… AL !
(Quem sabe, tenho um. Em Beja. Somos minhotos, de Ponte de Lima. Diga-me lá… )
Somos de Ponte de Lima, sim. Vila medonha de romântica… 🙂
Eu nasci em Lisboa.
pensava conhecer toda a família. temos que desvendar isso, primo 🙂
A bem da família, o prazer será todo meu 🙂
(m’aguarde mail…)
Olha que coisa ternurenta, caros primos. Gosto de ver o Delito assim com vocação para reencontros familiares!
🙂
aqui não há nicks ! tadinha da DaLhe 🙂
Ah, poizé… aguenta-te, guerreira! 🙂
veste a armadura, despe a armadura 🙂
Pensei em comentar com algo romântico, transformando prosa numa visão imaginária, encantada e magnânima, da noite, mas depois lembrei-me do quanto nos sufoca de ânsias e nos vergar com recordações.
Hmmm… daí que seja apologista de um desfrute dionisíaco durante a noite, que culmine num despertar amnésico durante a manhã. =x
presa aos dias, talvez a noite sufoque. solte-se, então, nessa fórmula que enuncia. terá seu quinhão ‘romântico’, também 🙂
Belo texto, como sempre. Eu, pecadora, me confesso igualmente noctívaga. Somos uma raça estranha, não é? 🙂
estranhos andam os dias, já só a noite nos safa.
pena ter de acordar cedo, lol.
boa noite, pequeninhos. à vossa!
Gostei tanto deste texto!
Anabela
fico feliz, Anabela 🙂
um abraço … e bom dia !