Se é para dizer aos alemães que trabalhamos mais horas que eles, dou graças por não ter sido autorizado o filme/video/clip na Praça Sony em Berlim. Chega de ridículo.
Editado: o filme pode ser visto aqui.
Se é para dizer aos alemães que trabalhamos mais horas que eles, dou graças por não ter sido autorizado o filme/video/clip na Praça Sony em Berlim. Chega de ridículo.
Editado: o filme pode ser visto aqui.
Mas já alguém viu o video? Ou é só mais uma vichyssoise do grand guignol?
Já o procurei no Youtube mas não encontro. Esta história parece-me demasiado estapafúrdia. Que se use um episódio para afirmar ‘a Alemanha’ e os ‘alemães’ é um abuso e uma maneira triste de estimular animosidade contra um povo no seu todo. E acho piada, logo na Praça Sony, é que não fazem a coisa por menos.
1.- Lembram-se do video sobre a Finlândia? Lembram-se do tiranete local de Cascais a encabeçar essa coisa? Lembram-se do “lixo” enviado à Moody´s? E agora que a realidade é mais assente que dizem disso?
2.- Ridículo? Seja. Mas há mais. Esta gente em Portugal pactua com a ignorância maioritária e reinante, segue uma élite que, sendo a mesma , nos conduziu a pedir de-mão-estendida.
3.- Agora, … tentem lembrar-se de uma certa gente que há uns dez ou quinze anos dizia que não produzimos para o que gastamos, o que é o mesmo que dizer, não produzimos para mais “políticas de”(os juristas chamam direitos…)
4.- Ora, esta gente vota. Esta grande maioria popularucha vota, e pôs os destinos do País em quem via nos desejosos eleitores dever de gastar mesmo com o dinheiro dos eleitores alemães ou franceses.
5.- O bom politico é Portugal é coisa rara. Se observar a longo prazo não é eleito, se praticar o médio prazo é vaiado (pelos apostadores “o céu é o limite” ou como os putos “quero mais”), e praticar o curto prazo com pipocas para todos, rotunda para os locais, lanchonete para os empreiteiros, direitos para todos denominados de desenvolvimento xuxial ou “coisinhas” é o maior da História porque trabalhou em favor do Povo, fez obra. O bobo da Madeira não é, no tempo, melhor ou pior que os do Continente. Os do continente têm só mais côr (ora o zé, ora o aníbal, ora o antónio).
6.- O ridículo existe. Chamava-se provincianismo. Palavra esquecida atento o ascendente desenvolvimento económico das populações, ficamos ricos mudamos …palavras. Esse ridículo vem da vigente ignorância nas coisas básicas da vida (como saber fazer contas, a estrutura básica do Estado, a origem e o fim do imposto, liberalismo/socialismo etc.), ignorância que hoje se chama educação, porque se perdeu a noção de …instrução pública.
Fez muito bem em desabafar, contudo, o que aqui está em causa é um episódio lamentável e uma notícia desastrada. Alguém encartou estes senhores para representar Portugal? Eu não me quero ver representada por um video que não vi nem quero ver o meu país exposto ao ridículo. Os alemães não vão lá com fado e lamúrias, isto partindo do princípio que o filme chegaria aos alemães ao ser passado no Sony Center, o que é muito duvidoso. Berlim não é a Alemanha e o Sony Center não é o centro do mundo. E não entendo o modo de divulgação. Pensarão eles que a Praça Sony é um transmissor para o mundo? Poupem-nos. Gostava de ter algumas respostas que faltam na notícia e que este triste episódio não fosse usado como uma pedra de arremesso contra os alemães no seu todo.
“Os alemães não vão lá com fado e lamúrias”. Nem mais. Esta malta aqui (Os Moita de Deus cá da paróquia) é que ainda não percebeu que há povos que não se deixam governar por corregedores (os profs. Marcelos) tirados dos livrinhos de Júlio Dinis.
Vai tudo muito bem esgalhado, frade. Como é que anda a missa aí pelas ilhas? O Espírito Santo já derramou mais cores para atrair turistas? Cá para mim o contenente não se safaria sem o anti-ciclone dos Açores; ia tudo pelos ares não o fosse o “anti-desgraças” aí localizado.
Viva a Madeira, Viva os Açores, Viva o queijo da Ilha e as vaquinhas leiteiras; Viva a Manteiga dos Açores e o Alberto João na Madeira :-); Viva eu e o Povo Português e despeça-se quem nos conduz à morte.
Já agora, frade. Olhe que eu fiquei com a sensação que o opositor do Jardim é a “mulher de transição”. E também fiquei cá com a ideia que o CDS/Madeira quer dar uma voltita com ela. Será que o frade pode fazer umas orações para evitar o adultério?
Eu só gostava que esta gente (os milhares de profs. Marcelos que andam por aí) parasse de nos cobrir de ridículo.
Somos dois.
Essa mania dos vídeos… Já com a Finlândia foi a mesma coisa, vai-se logo mostrar-lhes que somos boas pessoas, muito trabalhadoras e simpáticas, amigas do seu amigo. E que tal vermos nós vídeos dos outros países? Talvez assim desaparecesse tanta ignorância sobre os alemães, como a que tenho lido nos últimos tempos, a propósito da visita da Merkel.
A imagem dos alemães parou no tempo aqui em Portugal. Acho vergonhoso por parte do Expresso a redacção daquela notícia, as generalizações e subliminarmente o preconceito.
Só posso dizer que quando li a notícia do Expresso fiquei furiosa com o título, mas senti uma certa Schadenfreude com o conteúdo da mesma. Chega de ridículo.
E não seu onde vão buscar a ideia que os alemães tem uma má ideia acerca dos portugueses. Eles não tem ideia porque Portugal não existe para os media alemães. Ontem passei a tarde ao telefone com jornais e rádios de Berlim para obter uma reacção ao episódio do filme e a resposta foi unânime: que filme? Depois de eu esclarecer responderam-me francamente : isso não e notícia para nós.
Schadenfreude é o máximo. É umas das palavras para a qual não temos equivalente em português e que daria muito jeito às vezes.
Pode não existir para os media mas existe para os alemães quando se lhes fala que têm de pagar os nossos devaneios, mas seja como for, temos a mania de que somos maiores do que o somos. Já fomos na altura das Descobertas e isso já passou há muito.
Não vi o filme, mas acho que nem preciso de vê-lo para concordar contigo: estes arroubos de nacionalismo provinciano só servem para nos menorizar e criar antagonismos inúteis com um povo que não tem culpa nenhuma da nossa situação. Além de que são profundamente ridículos, como dizes.
Ridículos mesmo. Mas eles acham que os alemães se enchem de pena dos portugueses trabalhadores e honestos?
Subscrevo, Leonor. Se o vídeo é do mesmo género – e do mesmo mau gosto – daquele da Finlândia, então ainda bem que os alemães têm juízo.
(quanto ao método de difusão, o Prof. Marcelo nunca ouviu falar do YouTube? É que é melhor do que dez Praças Sony juntas)
A Praça Sony é mais chique. Afinal um filme tão bom que ainda ninguém viu e que os alemães aparentemente censuraram não pedia menos. A seguir é a Berlinale.
Para ver a figura de urso do Prof. Marcelo premiada?
Tadinhos dos Ursos, tão simpáticos 🙂
Espero que o video que ninguem viu, para além do rol das nossas qualidades, como pessoas, como trabalhadores, como emprendedores etc e tal, explique também aos alemães porque é que tivemos de lhes bater à porta de mão estendida. Para eles perceberem mesmo bem quem é que nós somos!
E acha que isso lhes interessa verdadeiramente?
Excelente comentário,o da Ana Vidal. E o mesmo acerca dos teus, Leonor. Anda tudo doido.
Completamente. Graças aos deuses que os alemães têm juízo
Acabei de ver o filme e estou sem palavras. É como se fosse um sketch do gato fedorento, mas sem graça. Felizmente que alguém teve o bom senso de não deixar aquilo passar em público, é de uma saloice confrangedora.
Já está o link no post, Ana. Enfim, sem palavras. Mas quem é que eles acham que vão convencer de quê?
Transcrevo um comentário sobre o filmeco que acabei de ler noutro sítio, e que naturalmente subscrevo: “Com tanto índice igual e melhor que a Alemanha, não se percebe como apresentamos estes tristes resultados. O auto-atestado de incompetência é colossal.”
Eu acabo de ver o vídeo e estou sem palavras. Pensava que não era possível descer mais baixo do que aquele filmeco para a Finlândia, mas afinal…
Muito mau mesmo. Eu tinha razão quando agradecia aos deuses não nos fazerem passar mais esta vergonha.
Este é muito pior, João. Estão lá todos os estereótipos do tuga saloio e chico-esperto, como se ainda fossemos todos Marias de bigode e Manéis de nariz avinhado. E tudo isto assinado por Marcelo Rebelo de Sousa, uma pessoa que tenho por civilizada e inteligente? Não percebo, juro.
Além dos estereótipos, Ana, a mensagem de que os alemães lucram connosco é absurda, como se tivessem culpa do nossos esbanjamento de recursos.
Claro. Logo ontem quando li a notícia percebi que ia dar nisto.
Gostava de reclamar uma coisa….posso?
então e onde andava o gajo do garrafão? viram-no? eu não tenho coragem de ver o filme de novo, porque senão entro em depressão e ainda me atiro da ponte.
O gajo do garrafão? Estou a ver que eu ainda tenho de ir ver aquilo outra vez
Não vi o filme e não gostei.