– Estou farto disto.
– De quê?
– Da corrupção, da impunidade, do compadrio, do nepotismo, do amiguismo, das instituições que não funcionam, da falta de transparência e de serem sempre os mesmos os beneficiados.
– Pois. Percebo.
– Está decidido. Vou daqui para fora.
– E já sabes para onde vais?
– Já. Vou para Angola.
– Ah, bom.

qualquer semelhança, será pura coincidência…. mas pelo menos há lá dinheiro, dizem.
Dinheiro é coisa que por cá também não falta, que nisso a Europa foi bem generosa e ele não se evaporou! O desgraçado tem é vergonha de se apresentar sujo como anda e as nossas lavandarias não chegam para dar vazão a todas as solicitações. Para mais, andam a dar preferência aos angolanos que pagam mais… o mercado é quem manda!
Ainda aqui há uns dias atrás foi preciso recorrer-se ao lavatório do fisco (obrigadinho, ó Gaspar!) para se lavaram 2,7 mil milhões de €uros lusitanos.
E foi só um programa curto. Imagine-se se fosse para lavar a roupinha com um programa longo.
Dizem que sim.
Má escolha. Faria melhor em ir para o Governo. O custo é menor e a visão das coisas muda radicalmente.
Ainda há vagas para especialistas com menos de 30 anos?
Isso lembra-me algumas conversas já antigas, da adolescência, quando comentava com amigos que gostaria imenso de viajar até à Rússia durante umas férias (algo que ainda adoraria fazer). Alguém acabava sempre por me dizer:
“Credo, isso é muito perigoso, máfias e atentados. Não gostaria nada de lá ir.”
“OK, onde quererias passar umas férias então?”
“No Brasil”.
“Ah, bom.”
Era mesmo “credo” que diziam? 🙂
Não. Mas a expressão usada na maior parte das vezes e pela maior parte das pessoas não costuma aparecer aqui no Delito 🙂
Também está na hora de mudar isso. Se as crianças do 7º devem ler um livro para adultos da Alice Vieira, não vejo razões para estarmos por aqui com autocensura .
Caro Rui, gostava de entrar em contacto consigo para esclarecer um assunto relativamente a este post. Tentei utilizar o mail do blog mas veio devolvido. Agradeço o seu contacto.
Com os melhores cumprimentos, Inês Marujo.
Inês, o endereço é o que vem referido no perfil:
runrocha@sapo.pt
Não há boas praias na Rússia…
Amigo Rui, não vem a prepósito, mas notícias do futebol em tom verde acabaram?
Amigo Manuel Joaquim, nesse particular estou neste momento concentrado na escolha do perfil do treinador. Resolvido o assunto, não falatarão notícias em tom de verde. E também em tom de vermelho.
Rui, bom dia. Tá muito bem visto, muito bem visto. não há nada como apostar na formação.
Aqui há uns tempos escutava na televisão um nosso compatriota, a propósito de umas compras que se faziam por Portugal, que nos dizia: “Isabel dos Santos é uma grande empresária”.
Como eu dou sempre muita importância ao que nos dizem os compatriotas, fiquei a falar de mim para moi:
Gostava de ser como a Belinha.
Responde o mim:
Resigna-te porque tu não és a Belinha.
Responde o moi:
Qué qui tem, se ela é uma grande empresária moi também podi ser.
Mas o mim cogitava, cogitava, cogitava e pretendia saber o que era necessário para ser um grande empresário.
Vai daí e atirei-me aos livros e às pesquisas para encontrar o segredo para ser um grande empresário.
Como quem procura alcança a luz lá me deparei com uma entrevista da Belinha e, LUZ!!!, encontrei a fórmula da pedra filosofal, aqui:
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Arti go/CIECO059035.html
Tão simples quanto isto: Uma boa equipa.
E lá me atirei eu na constituição de uma boa equipa. O tempo vai passando e a equipa emperra.
Lá volta o moi à cogitação:
Qué qui tá faltando nesta equipa?
Será que o problema é no equipamento?
Tão a Belinha, que é uma grande empresária, disse que o segredo era uma boa equipa, e esta equipa é boa, folgada, aberta, luzídia; qué qui tá falhando?
Bem, o moi acabou por desistir de tanta cogitação e lá compreendeu que na realidade o problema residia no facto da equipa de moi não ser boa, por falta de recursos. Sim, porque nisto de ter uma boa equipa é necessário investir na formação contínua; e quem não tem recursos não se mete a empresário.
Como Portugal agora quer ter bons e grandes empresários as empresas de formação proliferam que nem mato e capim. Investe-se na formação com tal força que ainda nenhuma equipa se perdeu, que eu saiba.
Isto só lá vai com engenho, engenharias, engenheiros e engenheiras.
Com técnica e com forma.
Hehe.
Portugal tem muito dinheiro. Mais do que Angola.
Não se confunda bancarrota com falta de dinheiro.
E os Gregos ainda têm mais que nós.
Numa coisa o dinheiro tem semelhanças, seja qual for a latitude: uma certa tendência para desaguar na Suiça e em outros pontos fora da costa.
Nah, mesmo na Grécia e em Portugal.
Vai-se parar à bancarrota porque não se quer perder a “qualidade de vida” não porque não se tem dinheiro.
Angola está por volta do nº100 na riqueza percapita, Portugal está no nº40 perto da Grécia.
Quer a Grécia quer Portugal se regressassem aos gastos do ano 2000 teriam superavite e poderia reduzir-se os impostos.
Mas não querem.
na verdade, daqui até angola, salta-se da merda para o cagalhão…deve até haver poucos locais no mundo onde o salto não cheirasse mal…a condição humana parece ser acompanhada, além da tendência inexorável para a morte, pela podridão de intestinos sem fibra
Imagens poderosas, Marta.
Os angolanos ( e não só) tiveram “bons” professores e aperfeiçoaram com maestria o pior do legado colonialista.
Aconselha-se a quem queira fugir o norte da Europa (começando na Noruega e por aí abaixo).
Já agora a propósito de Angola:
http://camalees.wordpress.com/2012/09/20/c onsegue-eduardo-dos-santos-dormir-descan sado/
Já tinha visto o texto, Helena. A pergunta é mesmo essa.
Infelizmente, neste aspecto, eles não absorveram nem um pouco da era colonialista. Eles absorveram tudo do neocolonialismo. Até nos tiques e nos toques os gajos imitam o que de pior existe do neocolonialismo. Até se tratam por engenheiros e engenheiras e por aí além. Arranjam um estatuto qualquer para tentar encobrir a vergonha que sentem de sua “pobreza”. É este comportamento que vemos nas ditas elites de merdança que vão pululando por este Portugal que abafa o talento onde existe. Mas tem sido sempre o povo a safar este país. Em todos os momentos cruciais da história de Portugal.
Querem conhecer África e os verdadeiros africanos? Metam-se mato fora e aí encontrarão gente despoluída.
Infelizmente a única excepção, como grande referência para o mundo, tem sido Madiba (Nelson Mandela).
Longe de mim querer fazer de “advogado do diabo”, mas eu pagava para ver o que é que os indignados com a “cleptocracia angolana”, comentadores do Delito ou não, fariam se lhes caísse no colo e de mão beijada, um dos países mais ricos do mundo, como é o caso de Angola.
Não servem as minhas palavras para justificar o que lá se passa, mas Angola, e apesar dos cleptocratas indigenas, já é o país mais desenvolvido da África Negra, exceptuando a Africa do Sul, e isto apesar de ter saído de uma guerra civil que destruiu o país apenas há dez anos.
Por outro lado, provavelmente Angola será a bóia de salvação para este jardim à beira-mar plantado, cujo futuro me parece muito negro.
P.S. Afinal em que é que José Eduardo dos Santos e Mário Soares são diferentes, para além de um ser preto e o outro ser branco?
Não necessita pedir desculpa para exercer esse tipo de advocacia. Vá em frente.