‘inovação’, ‘produtividade’ e ‘crescimento’ na boca desses ilustres, e especialmente desses, deve ser alguma piada de mau gosto, não? A memória é curta e a vergonha na cara foi coisa que não passou por ali. Seguramente.
Bruno Faria Lopes ao poder…claro que a inteligência foi toda para a cabeça dele, os restantes portugueses estão todos errados, apesar de levarem com as consequências das medidas da troika todos os dias. Adoro estas inteligências que se julgam donos da verdade, ainda bem que ele compreende o memorando da troika, já ficamos todos mais descansados. Ah é verdade e já agora, quem é este rapaz???? alguém conhece???? ok, é mais um a atirar com ” postas de pescadas “…
16% de desemprego para 2013, um crescimento praticamente nulo em relação a 2012!!!??…realmente Passos Coelho e Vitor Gaspar sofrem do mesmo problema que José Socrates e Teixeira dos Santos…um profundo desfasamento com realidade! esse é que o grande problema português…a par com a incapacidade do sistema partidário ser capaz de gerar soluções válidas para o contexto trágico em vivemos!
Não o conheço de lado nenhum, mas Bruno Faria Lopes é do melhor que há no jornalismo português. Só por ele vale a pena comprar o “i”.
Dentro ou fora do Euro os salários dos portugueses vão baixar. Se não for pela via da TSU ou outra medida similar, será pela via da inflação, se Portugal sair do Euro, com a inevitável desvalorização da moeda portuguesa. E vão baixar pela simples razão que a nossa produtividade está bem abaixo do nível salarial médio. Convém recordar que a bitola do nível salarial português tem sido os salários da função pública, os quais foram sendo aumentados por conveniências políticas, já que produtividade da função pública até é mais baixa que a dos privados. Sem a subsidiação europeia, Portugal fica entregue à sua real capacidade económica, o que implica ajustar os salários à sua economia. Como esta está em perda há quase 20 anos, o PIB per capita português vai baixar até ao nível em que este estava quando a economia quando começou a divergir com a Europa, ou seja, meados dos anos 90, já que depois disso o país endividou-se para manter o nível de vida acima do que a economia nacional comportava.
Vamos ter de começar de “novo”. Quem não se capacitar disso não percebe nada.
Como acho a Imprensa portuguesa globalmente responsável da situação em que vive o País, permitam-me: 1873/2012 “A imprensa em Lisboa não tem opinião. Aqueles que dos seus membros que por excepção pressentem as ideia próprias, vivas, originais zumbindo-lhes importunamente no cérebro, enxotam-nas como vespas venenosas. É que a missão do jornalismo português não é ter ideias suas, é transmitir as ideias dos outros. Por tal razão em Lisboa o homem que pensa não é nunca o homem que escreve. O jornalista nunca se concentra, nunca se recolhe com o seu problema para o meditar, para o estudar, para o resolver. Nunca procura a verdade. Procura apenas a solução achada pelo público, pelo público dele, pelo seu partido político, pelos consócios do seu clube, pelos seus amigos, pelos seus protectores, pelos seu assinantes. Portanto, trabalha na rua, debaixo da arcada do Terreiro do Paço, nos corredores ou nas tribunas de S. Bento, no Chiado, no Martinho, no Grémio: Como trabalha? Trabalha deste modo: informando-se; é o termo técnico. Uma vez informado, o jornalista considera-se instruído. Desde que tem a informação recebida, tem o jornal feito. O que ele vos escreve hoje — notai bem — é o que vós lhes dissestes ontem. O jornal não é uma fonte de critica, de análise, de ivestigação. O jornal é o barril de transporte das ideias em circulação, das soluções previamente recebidas e aprovadas pelo consenso público. O jornalista é o aguadeiro submisso e fiel da opinião. Não a dirige, não a corrige, não a modifica, não a tempera. O único serviço que lhe faz é este: transporta-a dos centros públicos aos domicilios particulares. O público é a nascente, é o veio, é o manancial, A Imprensa periódica é simplesmente — o cano”
A dívida dos municípios à banca diminuiu 500 milhões de euros nos últimos 14 meses, passando de 5400 para 4900 milhões de euros, revelou à hoje à agência Lusa fonte do gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
‘inovação’, ‘produtividade’ e ‘crescimento’ na boca desses ilustres, e especialmente desses, deve ser alguma piada de mau gosto, não? A memória é curta e a vergonha na cara foi coisa que não passou por ali. Seguramente.
Façam-nos um favor, senhores: escondam-se!
P.S. recebeu?
Recebido, sim. E muito lhe agradeço, Fátima.

Bem vista a reflexão do dia.
Bruno Faria Lopes ao poder…claro que a inteligência foi toda para a cabeça dele, os restantes portugueses estão todos errados, apesar de levarem com as consequências das medidas da troika todos os dias.
Adoro estas inteligências que se julgam donos da verdade, ainda bem que ele compreende o memorando da troika, já ficamos todos mais descansados.
Ah é verdade e já agora, quem é este rapaz???? alguém conhece????
ok, é mais um a atirar com ” postas de pescadas “…
16% de desemprego para 2013, um crescimento praticamente nulo em relação a 2012!!!??…realmente Passos Coelho e Vitor Gaspar sofrem do mesmo problema que José Socrates e Teixeira dos Santos…um profundo desfasamento com realidade! esse é que o grande problema português…a par com a incapacidade do sistema partidário ser capaz de gerar soluções válidas para o contexto trágico em vivemos!
Não o conheço de lado nenhum, mas Bruno Faria Lopes é do melhor que há no jornalismo português. Só por ele vale a pena comprar o “i”.
Dentro ou fora do Euro os salários dos portugueses vão baixar. Se não for pela via da TSU ou outra medida similar, será pela via da inflação, se Portugal sair do Euro, com a inevitável desvalorização da moeda portuguesa. E vão baixar pela simples razão que a nossa produtividade está bem abaixo do nível salarial médio. Convém recordar que a bitola do nível salarial português tem sido os salários da função pública, os quais foram sendo aumentados por conveniências políticas, já que produtividade da função pública até é mais baixa que a dos privados. Sem a subsidiação europeia, Portugal fica entregue à sua real capacidade económica, o que implica ajustar os salários à sua economia. Como esta está em perda há quase 20 anos, o PIB per capita português vai baixar até ao nível em que este estava quando a economia quando começou a divergir com a Europa, ou seja, meados dos anos 90, já que depois disso o país endividou-se para manter o nível de vida acima do que a economia nacional comportava.
Vamos ter de começar de “novo”. Quem não se capacitar disso não percebe nada.
“Acesso fácil aos media”
Como acho a Imprensa portuguesa globalmente responsável da situação em que vive o País, permitam-me:
1873/2012
“A imprensa em Lisboa não tem opinião. Aqueles que dos seus membros que por excepção pressentem as ideia próprias, vivas, originais zumbindo-lhes importunamente no cérebro, enxotam-nas como vespas venenosas. É que a missão do jornalismo português não é ter ideias suas, é transmitir as ideias dos outros. Por tal razão em Lisboa o homem que pensa não é nunca o homem que escreve. O jornalista nunca se concentra, nunca se recolhe com o seu problema para o meditar, para o estudar, para o resolver. Nunca procura a verdade. Procura apenas a solução achada pelo público, pelo público dele, pelo seu partido político, pelos consócios do seu clube, pelos seus amigos, pelos seus protectores, pelos seu assinantes. Portanto, trabalha na rua, debaixo da arcada do Terreiro do Paço, nos corredores ou nas tribunas de S. Bento, no Chiado, no Martinho, no Grémio: Como trabalha? Trabalha deste modo: informando-se; é o termo técnico. Uma vez informado, o jornalista considera-se instruído. Desde que tem a informação recebida, tem o jornal feito. O que ele vos escreve hoje — notai bem — é o que vós lhes dissestes ontem. O jornal não é uma fonte de critica, de análise, de ivestigação. O jornal é o barril de transporte das ideias em circulação, das soluções previamente recebidas e aprovadas pelo consenso público. O jornalista é o aguadeiro submisso e fiel da opinião. Não a dirige, não a corrige, não a modifica, não a tempera. O único serviço que lhe faz é este: transporta-a dos centros públicos aos domicilios particulares. O público é a nascente, é o veio, é o manancial, A Imprensa periódica é simplesmente — o cano”
Ramalho Ortigão / Farpas/ 1873
esta notícia é de ontem, mas dá para reflectir durante uns dias
“A dívida da banca aos municípios passou de 5400 para 4900 milhões de euros.”
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/divida-da-banca-a os-municipios-diminuiu-500-milhoes-de-eu ros=f754747#ixzz277xvcPyx
A dívida dos municípios à banca diminuiu 500 milhões de euros nos últimos 14 meses, passando de 5400 para 4900 milhões de euros, revelou à hoje à agência Lusa fonte do gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Heheh Carlos Cunha. É o jornalismo que temos. Deve ser a profissão com mais incompetentes que existe.